quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Aquarela Digital

Olá!
Eu não tenho uma mesa digitalizadora (sim, vou repetir isso até comprar uma Wacom) e por isso muitas vezes acabo colorindo meus desenhos do jeito tradicional. Acontece que não sou a pessoa mais rápida do mundo e as vezes um trabalho precisa ser feito pra ontem. Infelizmente não tenho esse Corel Painter que simula todos uma boa parte dos materiais do mundo, por isso dei meu jeitinho no Photoshop, explorando nele as propriedades que eu conheço da tinta "física".

Como fiz aquela série de posts sobre aquarela, nada mais justo que fazer um outro post sobre a versão dessa técnica no meio digital. Lembrando mais uma vez que meus posts não são tutoriais, e sim, o meu jeito de fazer as coisas... então, não se prendam só a isso aqui, explorem o Google e descubram mais coisas (e pode crer, há muito material interessante disponível na web).

Ingredientes:
- mouse ou touchpad;
- Photoshop;
- música;
- tempo livre.

Modo de Preparo:
Coloque um sonzinho pra tocar e em seguida abra o Photoshop, crie um novo arquivo, selecione a ferramenta brush e aperte F5.

Essas são as configurações que eu costumo usar pra brush

Você pode obter o efeito aguado da tinta aquarela de duas maneiras: marcando a opção Wet Edges, ou mudando a opacidade do brush nas configurações da ferramenta como fiz na figura a seguir:

Não há muita diferença no resultado, mas eu prefiro alterar o brush com as opções do F5

Cobertura:
Eu disse no post Analógico ou Digital? que quem sabe mexer com a coisa física tem mais facilidade de entender como funciona o equivalente no meio digital. O computador não vai pensar e decidir sozinho qual a área do desenho precisa ter mais camadas de tinta para fazer o efeito de sombra e luz, só vai te dar condições de executar isso mais rápido e sem medo de errar.

Exemplos de alguns desenhos coloridos digitalmente com o meu efeito aquarela

Eu dei uma procurada no Youtube pra ver se encontrava um tutorial legal sobre isso e achei um em inglês. Só que a mulher explica as coisas numa lentidão absurda! Aconselho tirar o áudio do vídeo, colocar uma música de sua preferência e assistir aos vídeos dessa pessoa pulando o tempo de 1 em 1 minuto. Quem tiver mais tempo livre do que eu imagino, pode ver tudo... Enfim, a escolha é sua!

Detalhe: no vídeo diz 1/5 partes, mas tem outro vídeo 6/5 - LOL

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Este post foi uma sugestão do @blude 

Até a próxima! o/


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Teste de Rorschach

O teste de Rorschach é aquela avaliação que psicólogos costumam fazer mostrando uma série de manchas aos pacientes. Não sei nada aprofundado sobre isso e meu conhecimento é hiper superficial baseado em coisas que vi em filmes e leituras da wikipedia.

Lembrei desse teste quando vi o gráfico de visitação do Cappuccino e viajei em silhuetas de Pokemon.

Gráfico de visualizações do Cappuccino

Até a próxima! o/

CSS


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Analógico ou Digital?


Um assunto corriqueiro nas rodinhas de ilustradores (profissionais e amadores) é “qual é melhor: o meio digital ou o analógico?”. Acredito que os dois ambientes se completam e que não dá pra escolher qual o melhor e qual o pior... o que podemos decidir, na verdade, é o grau de afinidade que cada pessoa tem com cada um desses ambientes. Lembrando que ter afinidade com uma dessas partes não exclui ter conhecimento na outra.

Neste post reuni a opinião da Suco chan com a minha, porque ela tem mais afinidade com arte digital e eu com a parte analógica. Então, acho que pode gerar uma discussão bacana do tema.

Suco chan


Qual a sua afinidade: analógico ou digital? Por quê?
Prefiro trabalhar com o meio digital por uma série de questões. Primeiro, a facilidade que encontro de não precisar ter recursos disponíveis, como papéis, lápis, tintas, canetas, penas, etc. Posso simplesmente criar um arquivo no meu programa favorito (Photoshop, porque tenho maior intimidade com o funcionamento das ferramentas), criar uma camada pra cada rascunho, e quando consigo um rascunho que acho que vai pra frente, faço a arte final.

Sempre tive muita dificuldade pra desenhar e sou muito bagunceira com meus desenhos. Quando faço um que fica bacana e quero colorir, fico triste se sai alguma coisa errada e acaba estragando. Foi assim que comecei a escanear meus desenhos pra pintar digitalmente antes mesmo de comprar uma mesa digitalizadora. A possibilidade de trabalhar com camadas sem afetar o principal é muito boa, mas acaba gerando vícios problemáticos pro desenvolvimento artístico.
Concept do personagem Pedro - analógico

A parte boa é que com uma única ferramenta (o tablet) o artista consegue ir do rascunho à arte final, simulando várias técnicas disponíveis, nos mais diversos programas pra arte digital, enquanto no sistema analógico as vezes faz-se necessário uma quantidade imensa de materiais. Acaba saindo uma grande economia.

Quando comecei a desenhar no Photoshop, foi muito difícil encontrar configurações que simulassem bem o resultado que obtinha com o lápis. Gosto de rabiscar bastante meus desenhos e só depois reforçar as linhas definitivas. Sempre aprecio mais o resultado dos meus rascunhos do que da arte-final. Pra conseguir desenhar melhor no meio digital, consegui configurar pincéis que simulam os efeitos que obtenho com o lápis ao rascunhar no papel. Já que nem todos os modelos de tablets oferecem uma superfície texturizada, o atrito acaba dando muita diferença e demora pra se adaptar.

Outro ponto ao qual tive que me adaptar foi o uso da borracha. No meio analógico você pode optar por apagar tudo, ou apagar só um pouco pra ainda ver como era o traço errado. Um método que desenvolvi pra simular essa mesma técnica no Photosho foi diminuir a opacidade da borracha. Assim não apago a linha toda na primeira passada.

O que do analógico faz mais falta no digital, e o que do digital faz falta no analógico?
Estou tão habituada a desenhar digitalmente, que ultimamente quando estou com lápis e papel, sinto falta de um CTRL + Z. Quem não sabe fazer no analógico, o digital também não proporciona milagre. Como disse nosso professor do NIC uma vez: “no digital só dá pra desfazer”. Essa só é uma vantagem pra consertar o trabalho rápido.

Sinto falta no meio digital do atrito com o papel, de visualizar a imagem como um todo. As vezes é necessário desenhar uma imagem com uma resolução altíssima e fica complicado trabalhar com zoom reduzido. Sinto falta de ter experimentado mais no meio analógico, principalmente no campo da pintura e sombreamento. Sem essa experiência, fica difícil se desenvolver no meio digital também.

Nane chan

Qual a sua afinidade: analógico ou digital? Por quê?
Minha afinidade é com o meio analógico. Desenho desde que me entendo por gente e naquela época não havia computador em casa, então me virava rabiscando todo e qualquer pedaço de papel branco que aparecia na minha frente.

Demorou muito para conhecer softs de edição de imagem como o paint (conheci aos 6 anos) e mais ainda para conhecer e criar intimidade com o Photoshop. Enquanto não pegava o jeito das artes digitais, eu me virava como podia na tinta e no papel. O ambiente físico sempre me deu mais liberdade de movimentos, variação de materiais, possibilidades de experimentação que acabaram me servindo hoje para explorar as ferramentas digitais equivalentes.

Há pouco postei no cappuccino uma serie de etapas para se pintar com tinta aquarela... bom, eu consigo obter esses mesmos efeitos com a pintura digital em softwares que simulam materiais e possibilitam edição de brushes (Photoshop e Corel Painter por exemplo).

Atualmente pode ser que a liberdade criativa seja maior no ambiente digital por vários motivos: simulação de materiais, tintas, substratos, milhares de cores, etc... mas se a pessoa não souber usar o equivalente no ambiente “real”, talvez o trabalho não tenha a mesma qualidade de um trabalho feito por uma pessoa que dominasse os dois ambientes. Com certeza a migração do analógico pro digital é mais fácil do que o inverso, e saber o que está fazendo evita o retrabalho.

Ainda dependo de papel e lápis pra fazer meus rabiscos (e eu rabisco o tempo todo), mas não sei como vai ser depois que arrumar uma mesinha digitalizadora pra mim. O trabalho talvez migre pro digital, mas meu hobbie continuará sendo sujar a mão de grafite, nanquim, guache, pó de lápis de cor...

O que do analógico faz mais falta no digital, e o que do digital faz falta no analógico?
No mundo digital existem coisas maravilhosas chamadas “atalhos de teclado” e o meu preferido é Ctrl+Z! Gostaria que existisse isso... temos a borracha, mas depois que o nanquim faz a festa no desenho, não há borracha que resolva o cagaço; Já no digital já existe muita metáfora do analógico, é só olhar a barra de ferramentas! Indo um pouquinho além, temos as mesinhas digitalizadoras que elimina apenas a função do scanner, grosseiramente falando.

Mas de todas as coisas, o que sinto mais falta no digital é a emoção de correr o risco de errar!
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A discussão está aberta, só deixar um comentário.
Até a próxima! o/

Dupla dinâmica

Trabalhar com o que a gente gosta (e com quem a gente gosta) é muito bom!

Até qualquer hora dessas! o/

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Aquarela - IV

Chegamos ao fim de uma série de posts sobre aquarela. Espero que tenha ajudado de alguma forma, mesmo eu não sendo a pessoa mais experiente no assunto... Não tenho tantos trabalhos feitos em aquarela, mas mexer com ela me fez conhecer suas propriedades e explorar da maneira que eu quiser. Acho que mais importante que fazer alguma coisa de fato é experimentar. As vezes a gente descobre coisas fascinantes!

O resultado da brincadeira com meu Bboy foi:

com aquarela

com retícula

O que acharam? Se quiser ver mais algumas coisas que fiz, é só procurar por aquarela na pesquisa do Cappuccino ou dar uma olhadinha na pasta de aquarela do meu Deviant Art.

Até o próximo post! o/

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N.T.: o kanji na roupa dele é (yume), sonho.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Aquarela III

Caramba! Olha o horários dos meus posts... (>.<)

Estava eu aqui pintando meu Bboy quando notei uma coisa que pra mim já é bastante obvia, mas que para quem ainda não teve o primeiro contato com aquarela pode ser um probleminha. Na verdade, eu pensei nisso porque lembrei de quando tive minha primeira experiência com a tinta e fiz besteira.

Quando decidi pintar os detalhes da roupa do Bboy de amarelo, eu sabia que teria que escurecer essa maldita cor de algum jeito, pois a infeliz é muito muito muito clarinha e quase fluorescente. Para isso, fiz veladura usando o amarelo ocre.

veladura

"Nane, entendi xongas!" - Beleza, reveja o primeiro vídeo do post Aquarela ou então, caso não tenha tempo ou paciência, veja isso aqui:

sacou?

Veladura é a passada de outra camada de tinta por cima da anterior. Você pode escurecer uma cor assim ou transformar duas cores diferentes em uma nova cor. A aquarela permite que essa transição de tons fique bem suave. O resultado é lindo! Whatever, fiz isso alí na manga da camisa usando o amarelo ocre por cima do amarelo ovo-de-galinha-de-granja.... Malz, já disse isso né?


outra mutreta da tinta aquarela

Diferente das outras tintas, quando você vai clarear um tom na aquarela, basta acrescentar água! Quanto mais o pincel estiver molhado, mais a tinta vai se diluir. Isso possibilita fazer detalhes de sombra na camisa branca igual esse daí... As vezes eu faço com cinza (preto aguado), mas é muito difícil acertar a quantidade de água para obter o cinza certo. O ideal é ter um papelzinho do lado pra ir testando.

Até agora, o desenho tá assim:

Ainda tem muita coisa pra fazer aqui... (T_T)


Qualquer dúvida, só deixar um comentário.
Abraço, e até a próxima! o/



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Puzzle

As vezes as peças tem a mesma cor, mas não se encaixam; outras vezes você acha peças que se encaixam, mas que não formam nada no fim das contas.

Montar um quebra cabeça pode ser muito simples ou demorado. 
No meu caso demorou bastante, mas sinto que finalmente está completo!

Pensando nisso:

 Protótipo em papel, escala reduzida, preto e branco

 Peças do protótipo...

 Testando encaixe das peças do protótipo

 versão final da caixa em tamanho real, colorido

 Parte de trás da caixa

 Cortado à mão, peça por peça!

Testando encaixe das peças em tamanho real

Ohime e samurai encantado

Até a próxima!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Aquarela II

Neste post eu vou falar sobre como eu costumo usar aquarela para pintar os desenhos. Ainda não domino a coisa completamente, falta treinar um pouco (na verdade, falta bastante). Gosto muito do jeito que pintam as páginas coloridas do mangá de Naruto, então eu me baseio bastante nisso pra usar aquarela, mas sai totalmente diferente... Apesar disso, eu gosto do resultado na maioria das vezes.

Pra começar, pegue uma folha de papel A4 200g/m² - pode ser qualquer gramatura acima de 180g/m² pro papel não enrugar. Usei 200g/m² porque era o que tinha aqui. Depois faça um desenho feio!

*Rabiscando*

Desenho feio, Nane? - Sim, bem feio! Fui cair na besteira de fazer um bonito e tive que tirar 3 cópias dele com medo de estragar. Então, vai por mim: para treinar, faça sempre desenhos feios!

Estou com saudade de desenhar Bboys, daí fiz esse.

Agora seguimos os passos do post sobre arte final até a parte de passar caneta nanquim nos traços importantes do rafe. Não precisa fazer detalhe quando for usar aquarela, porque a tinta costuma passar por cima do nanquim. Para fazer o acabamento das linhas, é melhor quando o desenho estiver todo colorido.

"Uma passada" de caneta nanquim no desenho todo

assim...

Depois de apagar o traço de lápis com a borracha macia, com cuidado para não machucar a superfície do papel, pegue os ingredientes: 
tinta aquarela;
água; 
paninho; 
godê; 
pincel. 


Meu godê tava todo sujo, fiquei com preguiça de lavar e usei um pratinho descartável

Para o tom da pele do meu Bboy, misturei 3 cores: branco, ocre e vermelho;

Para cobrir o desenho, é preciso molhar o pincel e depois pegar a tinta.

Quando usamos aquarela, precisamos ter bastante cuidado em começar sempre pelos tons mais claros, porque é fácil escurecer (passando várias camadas da mesma tinta ou fazendo veladura). A tinta escura não clareia nem a pau! Não adianta ficar jogando água pra diluir depois que já passou no papel, nem colocar branco...
vira uma meleca!

Segunda camada de tinta

Na primeira camada de tinta eu cobri toda a área de pele do desenho. Em seguida, passei mais uma camada de tinta para realçar as sombras, dando um pouco de volume.

Com sombras mais definidas

Para finalizar a parte da pele, usei a tinta marrom nas áreas mais "profundas" do desenho, onde tem mais sombra. Usar o marrom em cima do ocre dá um contraste bem legal... Eu já fazia isso com o lápis de cor, então pensei "com aquarela deve dar certo também", aí fui testando.

Lá em cima eu disse que precisei fazer várias cópias desse desenho, porque gostei muito dele. Há meses não desenhava um Bboy e não queria desperdiçar esse aqui. Com uma das cópias eu continuei as etapas de arte final e valorizei algumas linhas com nanquim. Acho que vou aplicar retículas nele pra ver com fica.

Nem tratei o scan... (>.<) tá todo sujo, gomen!

Sobre como passar o pincel no desenho, você pode consultar o vídeo do post anterior, ou então, procurar mais tutoriais no youtube. As vezes eu esqueço que é tinta e passo o pincel como se tivesse pintando com lápis de cor... não pode fazer isso! (>.<) Arranha o papel, solta fibra, etc etc.

Quando eu terminar tudo, posto o resultado aqui. Enquanto isso, brinque com aquarela a vontade! Faça testes, experimente combinações, tente pintar algum desenho... e se for possível, deixa um comentário com o link do resultado pra eu ver. (*-*)

Até a próxima!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Aquarela

♪♫ Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo....♪♫
Hehehe, o post não será sobre essa música hoje (nossa, Nane! Muito engraçado, estou sem ar de tanto rir ¬¬). Vou falar sobre algumas referências que eu usei pra começar a pintar com aquarela.


Eu sou aspirante a produtora de quadrinhos, e não escondo isso de ninguém. Infelizmente nos últimos meses, não tive tanto tempo para desenhar histórias longas, pois estava envolvida com o projeto TERDesign. Além disso, estou no caminho para a formatura no curso de Design da Ufes, então precisarei passar mais tempo lendo e produzindo coisas para meu projeto de graduação. Quadrinhos mesmo, eu pretendo produzir neste semestre junto à disciplina homônima na qual me matriculei. Vamos aguardar o que vem por aí!

Blábláblá findado, vamos ao que interessa! \o/

Como começou?
Eu já coloria as coisas com lápis de cor, mas minha vontade de mexer com tinta aquarela começou reparando as capas dos mangás que tenho aqui, em especial os do Naruto (Kishimoto Masashi), cujos traços são bem fortes e as pinceladas bem presentes! Depois disso, achei um mangá de Alice no País das Maravilhas (Kinoshita Sakura) todo colorido à mão com aquarela. Fiquei doida e pensei "preciso saber fazer isso também."

Artbook Naruto

página do mangá de Alice no País das Maravilhas

Depois disso, eu saí pra comprar aquele estojo de aquarela da Pentel. Kikito (meu primo artista plástico) foi comigo pra ajudar a escolher material e papel também. Aliás, é importante dizer isso: quando for mexer com tinta a base de água, é bom usar papel com gramatura (g/m²) mais alta para que ele absorva o excesso de líquido sem enrugar. Comprei um bloco A3 de papel branco 200g/m². 

Kikito queria que eu comprasse um bloco da Canson especial pra quadrinhos (Fanboy) que custava uma fortuuuuuna! Se eu fosse uma expert em técnicas com aquarela, eu até compraria...

O que eu fiz?
Comecei a assistir tutorial no youtube! Vou postar aqui dois dos vídeos que usei como referência.

Esse é um tutorial de técnicas de pintura com aquarela.
Vale a pena ver todas as partes.


Esse outro aqui já é mostrando como pintar um desenho tipo mangá.

Apesar de poder encontrar algumas coisas que fiz com aquarela aqui no Deviant Art, no próximo post eu mostro o meu jeito de fazer as coisas.

Até a próxima! o/ 

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Materiais de desenho

Ultimamente recebi a boa notícia de que estão usando o Cappuccino como fonte de dicas e fiquei muito feliz com isso. Hoje eu pretendia fazer um post sobre pintura com aquarela, mas resolvi deixar para uma outra ocasião pois, ao pegar os equipamentos necessários para pintar, percebi que seria muito legal escrever sobre os materiais que uso para fazer as coisas.

Usei quase todos os meus materiais nesse desenho aí!
Lápis, borracha, nanquim, aquarela...

Eu sou muito preguiçosa pra sair e fazer compras, e odeio gastar dinheiro sem necessidade (até porque estou economizando pra comprar um tablet, um apartamento e uma passagem de ida e volta para o Japão - não necessariamente nesta ordem)... então, uso materiais de boa durabilidade e que nem são caros.

Para fazer aquele desenho "realístico" alí em cima, eu usei o seguinte:


Uso as canetas nanquim descartáveis da marca Uni Pin Fine Line porque possuem tinta a prova d'agua, a carga dura bastante tempo, há uma variedade de tamanhos de pontas, são de fácil manuseio e não são tão caras. Hoje eu encontro nas papelarias por aproximadamente R$7. Antigamente custavam R$5 e pouco... bons tempos! Meu sonho era ter uma de cada, mas compro só 0.1, 0.2, 0.5 e as vezes 0.8. Em 4 anos desenhando todo santo dia só gastei 2 canetas de cada.

O nanquim líquido da Acrilex tem o preço variado... o potinho custou R$1 cada um, e a bisnaga deve tá na faixa de uns R$2,50. Uso para preencher áreas pretas muito grandes para economizar caneta (talvez por isso durem tanto). É legal também para fazer efeitos aguando o nanquim. Como a tinta da caneta é a prova d'agua, para obter tons de cinza é preciso misturar água ao nanquim líquido. Mas isso é assunto pra outro Cappuccino!

Essa borracha macia é da Bic. Antes eu comprava aquela de vinil da Faber-Castell porque não solta muito pozinho na hora de apagar o desenho. Não acho mais dela pra vender, então a Bic tem quebrado um galho sinistro.

Os lápis de desenho são da Faber-Castell, são de boa qualidade e considero baratos em termos de preço/função. Uso os grafites 2B, 4B e 6B. As lapiseiras são da marca Pentel. São um pouquinho caras, mas você compra uma vez só pro resto da vida! Juro! Essa azul era do meu pai... agora é minha. Tenho 0.3, 0.5 e 0.7, porém, uso só a 0.7 com grafite 2B. Tenho preguiça de ficar mudando de lapiseira toda hora pra rafear. Vou apagar o traço depois mesmo...

Bico de pena eu só comecei a usar depois que ganhei esse vermelhinho da Cintia. Cintia não é marca, gente... é uma amiga que eu fiz no NIC! xD Nem sei de qual marca é esse bico de pena... é bem simples e quebra o galho na moral! Geralmente nas papelarias o bico de pena é vendido separado da haste. O lado bom é que você pode ter vários bicos e comprar uma haste só; o lado ruim é ter que trocar o bico várias vezes caso só tenha uma haste. Porém, se você for uma pessoa aberta a gambiarras, pode grudar o bico de pena em um pincel ou em uma caneta fina usando fita adesiva.


Pincel pode ser de qualquer marca, o importante é ter pelo de marta. Eu uso os pinceis Tigre números 2, 6, 8; e Condor números 4 ponta chata, 0 ponta fina, e chato número 1 (na ordem da figura acima). Nem todos esses que eu uso são feitos com pelo de marta, mas eu gostaria muito que fossem. Por que não comprei o pincel certo? Porque não existia Cappuccino com alguém me ensinando essas coisas antes!!


A tinta aquarela que eu uso é da caixinha de bisnagas da Pentel, com 12 cores. Custou cerca de R$13 e eu tenho há mais de 2 anos. Essa foto foi de hoje... xD

Outros materiais mais básicos como réguas, esquadros, lápis de cor, apontador, etc. eu nem vou citar aqui, porque não faz taaaaanta diferença assim. Mas Nane, como assim tanto faz? Ok, a marca dos produtos faz diferença em algumas ocasiões. As vezes pagar um pouco mais caro é garantia de não precisar fazer duas vezes a mesma coisa... O que vai ditar a escolha entre um e outro é o resultado que se pretende alcançar.


Até a próxima! o/



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Really Bad

A ideia pra esse desenho veio depois do episódio especial de Michael Jackson da série Glee. Passei um bom tempo escutando algumas músicas, pois minha memória sobre MJ era muito fraca... Quando ele fazia sucesso, eu ainda era criança e não prestava atenção nessas coisas.

O que você acha que tá fazendo / / O que você realmente está fazendo


Páginas reticuladas

As páginas abaixo foram desenhadas há um certo tempo já, mas ontem eu dei um tratamento especial nelas aplicando retículas, acertando o texto e dando acabamento de página envelhecida* de mangá.

Baseada em acontecimentos reais. =P

Também baseada em acontecimentos reais... mas bem menos que a primeira.

*Lembrando que página velha não é sinônimo de coisa amarelada cheia de perdigotos, galera! Ter cuidado na hora de manusear e guardar seus livros e revistas pode fazer com que tenham vida e boa aparência mais longas. Meus livros comprados há anos ainda possuem páginas branquinhas como sal! ;)

Até a próxima! o/

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Arte final

Hoje vou mostrar o meu processo mais simples de arte finalização de um desenho utilizando as retículas caseiras que ensinei a fazer no post anterior.

Ingredientes:
- lápis 2B;
- borracha macia;
- papel;
- caneta nanquim descartável, ponta 0.2;
- scanner;

Modo de preparo:


Para aplicar as retículas, é só selecionar a area do desenho e colar dentro. Não tem mistério! Se a aplicação for feita à mão, é só recortar a retícula no formato da area correspondente no desenho e colar em cima. Como minhas retículas caseiras são feitas de papel vegetal, e não de papel adesivo como deveria, eu uso cola em bastão pra aplicar. Bom que seca rápido e não faz lambança.


Essa é apenas uma das formas (a que eu considero mais rápida) de finalizar um desenho. Geralmente eu uso quando tenho que sacanear alguém com um desenho antes que a piada esfrie, ou quando há pouco tempo para fazer muitas coisas.

Nada postado aqui é uma lei a ser seguida. Cada pessoa desenvolve seu próprio método de fazer as coisas, desde esboçar até arte finalizar ou colorir, programar, plantar bananeira, etc, etc. Acho legal compartilhar esses métodos para poder nortear alguns perdidos que não sabem por onde começar a bagunça.

Uma coisa que eu pretendo comprar em breve é uma tablet (mesa digitalizadora) pra poder reduzir o gasto e trabalho com papel. Eu deveria ter comprado no Natal, mas acho que vai acabar ficando pra presente de aniversário...

Espero que tenha valido a pena. Qualquer dúvida, só deixar comentário!

Até o próximo post! o/