terça-feira, 20 de agosto de 2013

Magic Color - tons de cinza

No começo deste ano tive contato com marcadores à base de álcool pela primeira vez (Marcadores Magic Color) e não fazia ideia de como usá-los, porque não encontrava boas referências sobre o funcionamento. Em relação a especificação de produto ou composição, ainda vá lá... mas tutorial sobre técnica era mais complicado de se achar. Atualmente, já tendo chance de experimentar marcadores à base de água e de álcool, e ter feito muitos testes para entender o potencial do material, me senti mais à vontade pra comprar o estojo da Magic Color com 6 tons de cinza.

Como nesta semana estou relendo o primeiro volume do mangá Naruto (do Kishimoto Masashi), quis desenhar meu personagem preferido da série: Kakashi sensei. \(^-^)/

...o mangá, o rafe, as Magic Color, e desenho final.

A linha Magic Color série Ouro é, comparado aos outros materiais de mesma proposta, muito acessível! Tem lá suas diferenças de comportamento, mas a qualidade não é nada ruim, a chave do problema é testar e treinar até achar que o negócio ficou bom. Em relação à passagem e misturas de tons, o resultado também fica melhor quando usamos cores aproximadas.

O estojo de cinzas vem com 6 canetas - 3 cinzas tons quentes (WG1, WG3 e WG5) e 3 cinzas tons frios (CG1, CG3 e CG5) . Ao todo, a marca oferece 10 tons de cinza, mas só oferecem caixas fechadas com esses tons listados acima. Os intermediários só são vendidos separadamente, ou quando se adquire o estojo com todas as 60 cores.

Para misturar tons aproximados, não é necessário ter a caneta incolor (blender). Como pode ser visto na imagem abaixo, basta passar o tom mais escuro sobre o tom claro e, logo em seguida, passar novamente o tom claro por cima de tudo enquanto a tinta ainda estiver úmida. 

Passagem gradativa de tons de cinza quente - WG1 e WG3.

Seguindo este esquema, podemos fazer a passagem gradativa de todas as cores próximas, mesmo que falte os cinzas intermediários. É possível, inclusive, fazer a passagem dos tons escuros de cinza com a caneta preta (que veio no meu outro estojo de 12 cores básicas).

Tá aí a mistureba!

Sobre a caneta blender: notei que ao passá-la por cima de uma área, ela vai desbotando a cor. Usei esse efeito para conseguir pontos de luz do desenho, principalmente onde há elementos de metal. O uso adequado desta caneta, acredito eu, deve ser da mesma maneira quando se mistura duas cores próximas, isto é, passando primeiro o blender, depois uma cor, depois o blender novamente por cima de tudo. Mas não tenho certeza sobre isso... =P 

Um detalhe importante ao usar marcadores é planejar as áreas de cor antes de começar a colorir, pois a tinta à base de álcool costuma secar rápido!

O resultado da experimentação está aqui:

com participação especial da querida
caneta gel de tinta branca!

Gostei  do desempenho do material, e achei o resultado interessante. Tô até pensando na possibilidade de comprar mais algumas cores...

Até a próxima! o/

sábado, 17 de agosto de 2013

Desenho - tombow e sakura

Depois de ter experimentado as Sakura koi coloring brush no desenho do post anterior, resolvi fazer um desenho parecido que me permitisse trabalhar com as cores das Tombow dual brush que tenho aqui. O objetivo disso, além de explorar uma composição de página dupla do sketch pad, foi ter um comparativo entre as duas marcas que oferecem "o mesmo produto".

Tombow à esquerda / Sakura koi à direita
Além disso: nanquim, caneta gel branca e 
caneta gel preta com glitter em ambos.

A impressão que dá é que as canetas Tombow são mais "úmidas" do que "aguadas", enquanto com a Sakura koi acontece o contrário em relação ao fluxo de tinta. Isso pode ser visualizado ao comparar o desgaste sofrido pelo papel nos dois desenhos.

No cabelo da moça loira eu utilizei amarelo para as partes mais claras e marrom nas áreas escuras, mas a passagem entre os tons ficou tão boa (na minha opinião), que o marrom acaba parecendo um tom mais escuro de amarelo. Achei as cores da Sakura koi bem mais intensas, mas neste caso deve ser porque escolhi comprar tons mais pasteis de Tombow... =P

Até a próxima! o/

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Sakura Koi coloring brush

Depois de me empolgar comprando as dual brush Tombow, a Suco me avisou que na loja online em que ela costuma fazer compras de material artístico havia marcadores similares aos Tombow e mais baratos, da marca Sakura: as Sakura Koi Coloring Brush. Considerando nossa experiência com outros produtos Sakura (pincel com reservatório de água, caneta descartável nanquim, etc), Suco "tomou coragem" e fez a compra de 12 desses marcadores. O relato dela pode ser lido neste post do Caixola.

Já o meu começa agora...
As Sakura Koi coloring brushes são canetinhas também à base de água cujo o funcionamento se parece com os da Tombow, mas o comportamento delas no papel é diferente. As manchas da Sakura lembram as que fiz quando aguei canetinha comum hidrográfica verde no post sobre canetinhas aquareláveis. A mistura entre os tons é feita de maneira mais brusca e a caneta blender "empurra" a tinta para as beiradas, formando aquela linha escura de tinta em volta da área colorida.

Esse foi o desenho que fiz no sketch pad para o teste:

além dos marcadores Sakura Koi nas cores acima, utilizei nanquim,
caneta gel branca e lápis pastel branco sobre papel 140g/m².

A ponta de feltro úmida passando várias vezes numa mesma área acaba desgastando a superfície do papel, fazendo com que as fibras se soltem. Isso na verdade não é um problema particular das pontas de feltro, pois pinceis macios também podem desgastar o papel, porém o feltro é muito mais áspero e por isso faz o "estrago" mais rápido.

Para fazer a pele da moça do desenho, utilizei quase todas as opções de cores da paleta, sobrepondo vários tons tentando fazer a passagem gradativa entre eles. Em algumas áreas a mistura de cor se torna uniforme, mas em outros locais é possível visualizar as manchas mais marcantes.

A mistura uniforme (das bochechas da moça do desenho) pode ser conseguida quando as cores são sobrepostas ainda molhadas. A passagem gradativa que consegui com a cor lilac sobre a cor coral red (ali na pálpebra e na boca) foi feita variando a pressão na caneta. Usei o fuchsia e o pale orange também para destacar as áreas escuras e dar volume/profundidade.

Quando se utiliza uma nova cor por cima de uma área pintada já seca, a tinta se espalha na fibra desgastada, mas a mistura entre os tons não acontece. Se usar o blender por cima então, estraga tudo! No desenho acima, isso aconteceu na região do queixo da personagem, onde tá tudo manchando. Se o seu objetivo é fazer uma mancha super clara como se tivesse chorado acidentalmente sobre o desenho, então tá sussa!

Para encerrar...
Percebi que ao longo dos últimos meses tanto eu quanto a Suco nos acostumamos a fazer postagens nos nossos blogs depois de testar algum material artístico "novo". Em relação a sua disponibilidade no mercado, o material recém adquirido por nós pode até não ser lançamento, mas as experimentações são inéditas (pelo menos para nós duas). Acredito que fazemos esse tipo de coisa porque consideramos importante expor nossa opinião sobre os materiais a fim de ajudar quem, assim como nós, também procura informações sobre produtos na internet antes de sair comprando.

Espero ter ajudado você.
Até a próxima! o/

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Triple Trouble - a treta continua!

Lembra do post Double Trouble? Pois bem... acho que nunca acertei tanto num título, pois essa história só me trouxe dor de cabeça até agora. (¬_¬)

Todos os autores que participaram enviando suas histórias assinaram um contrato dizendo que receberiam gratuitamente um exemplar da revista, além de uma porcentagem de desconto na compra de exemplares. Acontece que mais de um ano se passou e não "vi o cheiro" do meu exemplar ainda! 

Cabeça de bacalhau!

Ao longo desse tempo todo fiz várias cobranças por e-mails ao responsável da extinta PADA (só que de lá pra cá a sociedade faliu!), e ele sempre me pedindo para esperar um pouco mais. Até levar o caso à Justiça foi cogitado por mim, mas quer saber? Não vale a pena tanta dor de cabeça. A única coisa que posso fazer mesmo é esperar pra ver se um dia a revista chega.

Estou no processo digestivo da famosa "lição aprendida". Não quero ser radical a pronto de desacreditar no mercado independente de quadrinhos brasileiros; mas é necessário que a atenção seja redobrada daqui pra frente. Lastimo este episódio, e lamento por todos os outros autores que tiveram suas propriedades intelectuais exploradas desta forma.

Sendo portanto detentora de todos os direitos sobre Double Trouble, disponibilizo a HQ para leitura aqui:


Eu achava mais legal ano passado! xD


Até a próxima! o/

domingo, 4 de agosto de 2013

Promarker x Tombow

Semana passada fui à papelaria ficar pobre (comprei mais 5 marcadores Promarker) e ouvi da dona do estabelecimento que as canetinhas Tombow estavam com pouca saída em relação à Promarker. Ela não sabia se isso acontecia por a Promarker ser "melhor", ou se ela é quem não sabia explicar direito o funcionamento e as possibilidades das Tombow.

A Luta do Século! ¬¬

Ultimamente tenho usado mais a Promarker nos meus experimentos, mas não larguei e nem pretendo largar a Tombow. Os dois tipos de canetinhas são muito diferentes, não só pela composição, mas pelo comportamento de cada uma. Por isso, não dá pra dizer qual é melhor, porque depende exclusivamente da pretensão do artista em relação ao trabalho que será feito.

Principais diferenças:

Pra começar, a mais básica: Promarker é à base de álcool, Tombow é à base de água. Dá pra perceber isso antes mesmo de usar, pois uma tem cheiro forte e álcool, e a outra não tem cheiro algum.

Eu até gosto de canetas com esse  cheiro...

A tinta da primeira entra no poro do papel com muita facilidade e, por isso, não consigo fazer detalhes com ela. A menos que seja detalhe de desenhos em grandes formatos, porque daí o "detalhe" não é tão pequeno. Já a segunda caneta permite maior controle em relação à tinta, que não adentra muito a fibra do papel. 

Bom, os dois tipos oferecem pontas de feltro para usar em áreas do desenho que precisam de mais precisão do artista, ou para escrever, enfim. A diferença é que a segunda opção de ponta da Promarker é pincel chanfrado, enquanto na Tombow a opção é uma ponta simulando pincel redondo. 

Espessura de traço

Esse é o principal motivo pelo qual utilizo Promarker para grandes formatos. A quantidade de pincelada que preciso dar para preencher uma área "x" é menor do que se eu estivesse trabalhando com a Tombow.

Nos dois casos, consigo simular o efeito de aquarela, pois as tintas das canetas se mesclam quando sobrepostas. Porém, em marcadores à base de álcool, tonalidades próximas costumam ter melhores efeitos de mescla do que tonalidades muito distintas.

Exemplo da passagem gradativa entre amarelo e rosa.

Ao meu ver, o comportamento da tinta da Tombow, por ser à base d'água, simula muito melhor a aquarela, além de permitir misturas mais gradativas e lavadas (para lavadas podem ser usados tanto a caneta blender ou um pincel umedecido com água).

Já em relação à durabilidade, vai do zelo que cada um tem com o próprio trabalho. Claro que é muito mais provável ser apanhado de surpresa por uma chuva de água do que uma chuva de álcool... mas né! Vamos combinar que acidentes acontecem seja lá qual for a sua probabilidade, então, independente do material usado em suas "obras", tome bastante cuidado ao transportá-las.

 No fim das contas:
Recomendo a compra dos dois tipos de caneta, mas não necessariamente estas marcas em especial. Existem várias outras marcas disponíveis no mercado com preço muito mais baixo e acessível; como também existem marcas muito melhores e mais caras que as apresentadas neste post. Vai do bolso de cada um. 

Se mais dúvidas surgirem, pode deixar um comentário que eu respondo num zaz-traz! 
Até a próxima! o/