quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Fica a dica


(cantinho da criação)

Algumas pessoas já me disseram para parar de perder o meu tempo desenhando mangá. Que era para exorcizar este traço e aprender o estilo cartum, porque mangá não dá emprego no Brasil. E também falaram que é receitinha de bolo, que todo mundo consegue fazer. Ah, eu discordo em absoluto! Alguns estúdios de ilustração possuem tanto preconceito com esse estilo que nem olham o portfólio de um ilustrador com influências de desenho japonês... imagine que absurdo!

Pois é, eu discordo que o estilo seja fácil ou receitinha de bolo. Quem entende do assunto sabe muito bem disso (quem não entende muito, mas lê Bakuman, também)! Cartum, comics, mangá, desenho realístico, etc, possuem o mesmo grau de dificuldade para quem começa do zero. Qualquer um pode desenhar qualquer estilo desses, mas nem todos são bons no que fazem. Depende da prática, do nível de dedicação, estudo...

Acho que o problema todo é que ainda existem pessoas dotadas do pensamento imbecil de que tudo que vem dos Estados Unidos é a melhor opção. Não que eu ache o quadrinho americano a pior opção... Não existe melhor ou pior, apenas opções. Cabe a cada um fazer o próprio julgamento do que gosta e do que não gosta. Inferiorizar o gosto do outro é estupidez!

Faça o que gosta e gosta do que faz! - Segredo do sucesso ;)
Até a próxima!

4 comentários:

  1. O pior é aquela galerinha que gosta de falar que os quadrinhos europeus são superiores a todos hehehe. Como se só o estilo da ilustração fosse importante... ai ai né!

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  2. Pra quem já leu excelentes quadrinhos palestinos passa a se considerar tudo a mesma coisa com apenas diferenciações de traço.

    Importante lembrar que Cartum não é algo tipicamente norte-americano. A história dos quadrinhos está aí para mostrar que no Brasil já se desenhavam quadrinhos "cartunescos" ou "caricatura" muito antes, vide Ângelo Agostini, um dos pioneiros dos quadrinhos no país (e quem sabe do mundo?!).

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  3. É um erro pensar que tudo que desenhamos vem de fora.

    O Brasil tem tradição em quadrinhos e "somos foda" no que fazemos!
    Influências externas são apenas influências, não regra.

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  4. Em momento algum inferiorizei a produção brasileira na área de quadrinhos. Eu valorizo e muito as diferentes característica dos traços e também acho que influências não são regras.

    Estou apenas criticando o preconceito real encontrado em alguns lugares por algumas pessoas(não generalizei em momento algum).

    Independente de influências externas, as pessoas devem optar pelo que gostam. Acredito que a imposição seja um erro.

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