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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Micromundo

Olá! Passe o protetor solar, porque hoje vamos caminhar no jardim procurando cenários para os mundinhos em miniatura.


Tenho postado várias ilustrações recentemente com esse tema, afinal de contas, fantasia é um gênero que adoro e acaba sendo aquela "zona de conforto" quando o bloqueio criativo bate, sabe? Porém, apesar de ser confortável, muitas vezes não é nada fácil elaborar uma composição e acabo angustiada do mesmo jeito.

Neste post vou mostrar um truque que pode ajudar a vencer a tela/ o papel em branco. E, pasmem, está aqui no jardim! Heheh!

Você certamente tem alguma plantinha perto de você neste momento. Seja no quintal, no jardim, no vasinho de suculenta na janela da área de serviço, ou no capim que cresce na calçada da rua... Todos esses cantinhos com mato são cenários em potencial para se desenhar micromundos.


Fiz esse compilado de fotos no jardim do condomínio. Não é a foto do jardim em si, mas são detalhezinhos de plantinhas aqui e ali. Tá entendendo onde quero chegar? Então pegue seu material de desenho e venha!


Pode tirar foto e voltar pra dentro casa, ou fazer o exercício de desenho no local mesmo, repondo a vitamina D. Foi o que eu fiz, inclusive! Fiquei lá me contorcendo no jardim do prédio pra ver e desenhar direitinho as plantas, até ficar com vergonha dos vizinhos me olhando, curiosos.

Uma coisa que eu adoro no desenho artístico é que ele não tem o compromisso de ser fiel à realidade. A gente pode inserir ou apagar elementos da imagem de referência sem culpa!


Depois de desenhar apenas aquilo que considerei interessante para o cenário, coloquei personagens: um duende (possível heróis da história); um vagalume (seu fiel escudeiro); e um sapinho espreitando perigosamente. Em seguida, com o rascunho pronto, fiz as linhas de contorno para arte final e comecei a preencher os espaços com cor.


O fundo fez toda a diferença na ilustração! Além de deixar o cenário mais profundo, as silhuetas das plantas criaram uma atmosfera mais sinistra para a narrativa. Eu amei, porque a ideia era justamente deixar a presença de um sapo ali o mais dramático possível!


Próximo passo, iluminação. Além dos detalhes das plantinhas, fui colocando sombra e luz no ambiente. Como tenho um vagalume em cena, precisei me preocupar com a luminosidade emitida por ele também.

O traseiro do vagalume foi a cereja do bolo e a ilustração ficou assim:


A parte mais difícil é sempre o começo, né? Mas aí a gente vai rabiscando e se empolgando... até sair algo. O que você acha desse tipo de exercício para a criatividade? Toparia fazer?

Vou encerrar por aqui, deixando a proposta para que procurem um vasinho de planta aí em casa e façam a experiência de usar como cenário de um mundinho, com personagens fantásticos. Me conta se fizer, vou amar saber o resultado!

Até a próxima! o/

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Desenhe antes de desenhar

Peguei o hábito de fazer desenhos livres para poder aquecer o braço e o punho antes de iniciar um trabalho de ilustração. Notei que depois desse exercício prévio, meu gestual melhora bastante e eu ganho mais confiança pra realizar o traçado da ilustração seguinte. Hoje vou mostrar um desses exercícios pra você.

O desenho pro aquecimento pode ser de qualquer coisa. Um personagem de animação que você gosta, um objeto que tem na sua mesa, um bichinho, a primeira pessoa que achar numa revista... enfim! No caso do meu estudo de hoje, procurei uma imagem nesses bancos de foto da internet e mandei ver.

Imagem do banco de fotos / Meu rascunho.

O objetivo não é ficar igual, nem bonito. Associado com alongamentos, esse exercício, a princípio, serve para que a musculatura do seu braço "acorde" e "se acostume" com os movimentos que terá que executar nas próximas horas. E até mesmo para sua cabeça começar a funcionar num ritmo mais criativo. O problema é que às vezes a gente se empolga e quer continuar investindo tempo no exercício até ele virar um estudo completo - como aconteceu comigo.

Vídeo em timelapse do processo completo.

Na verdade, não é ruim quando isso ocorre. Muito pelo contrário... Acaba virando mais uma ilustração produzida e finalizada pro seu acervo pessoal. rsrs. Independente de ser algo bom, preciso aprender a me controlar em relação a isso, afinal era pra ser apenas um aquecimento! =P

Me conta aí, quais exercícios você pratica antes de desenhar?
Bons estudos, e até a próxima! o/


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Tucano com tinta guache

Oi, oi! Como estão?

Em abril fiz um estudo com guache, mas só agora consegui sentar no computador com calma e descrevê-lo pra vocês.

Num típico dia de bloqueio criativo, fuçando os materiais de desenho procurando por inspiração, encontrei dois objetos: um lápis adornado com um tucano de biscuit; e curvas francesas (um gabarito de curvas irregulares, arabescos). Juntei as duas coisas e obtive um desenho bem orgânico!

A fluidez do desenho me agradou bastante e achei que cores vibrantes poderiam levantar ainda mais o astral dele. Fazia muito tempo que não mexia nas minhas tintas guaches, e como elas apresentam pigmentação bem forte, não pensei duas vezes. 

Usei basicamente cores primárias e secundárias, e senti dificuldade na diluição da tinta em água - o papel até enrugou um pouquinho em algumas áreas. O acabamento foi feito depois da tinta secar completamente, usando lápis de cor super macios.

O desenho foi postado no meu Instagram, mas achei que valeria a pena explicar o processo criativo com mais detalhes, e quem sabe, motivá-los a experimentar esse exercício de criatividade.

Vou tentar repetir a dose qualquer hora dessas. Me conta o que achou!

Abraço, até a próxima! o/

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Trocando as mãos pelos pés

Já notou que as conversas mais malucas que temos como nosso amigos costumam ser a chave das experiências criativas mais divertidas? Foi numa dessas que acabei sendo desafiada a desenhar com os pés por um amigo dos tempos de escola. Lógico que o desafio foi em tom de brincadeira, mas assim... por que não tentar? Achei uma proposta interessante!

Prendi uma folha de papel num suporte de madeira para não escorregar, deixei meu estojo de giz de cera ao alcance dos pés, e me sentei na cadeira para começar a experiência. Escolhi desenhar um amigo em comum, e fui documentando o processo todinho.

Os preparativos para se desenhar com os pés.

Nas primeiras tentativas de riscar o papel, o giz escorregava bastante entre os dedos, principalmente porque estava usando meias, mas aos poucos consegui entender qual era o grau de habilidade de cada pé e quais as posições mais confortáveis. A partir daí, as primeiras linhas (tortas) foram aparecendo.

Etapas do desenho: rascunho e definição de cores.

Me diverti bastante durante o processo, e em determinados momentos sentia que a minha mão - muito mais experiente que meus pés - gostaria de se meter na história. No entanto, não permiti em momento algum que isso acontecesse! Enquanto rabiscava, pensei várias coisas relacionadas ao desenvolvimento psicomotor dos seres humanos. O que os meus pés estavam fazendo no papel muito se assemelhava à maneira com a qual crianças colorem seus primeiros desenhos.

Já sentindo mais confiança, resolvi evidenciar as linhas principais do desenho e trabalhar volume (luz e sombra). O material que escolhi para trabalhar não me permitia apagar linhas erradas ou sobrepor tons de cores diferentes, e isso foi ótimo para exercitar a criatividade em relação a consertar os erros. Estava empenhada para que o desenho ficasse minimamente parecido com o modelo. rs

Evidenciando linhas e trabalhando volume.

Sofri, penei, meu cérebro deu vários nós! Mas nessa altura do campeonato - e com uma noite de descanso entre as etapas - os pés estavam experientes em segurar gizes e em aplicar pressão sobre o papel. O exercício do dia anterior muito ajudou a colorir o restante do desenho. Pensava até em como melhorar o processo "da próxima vez". Pois é! Ó eu achando que vou desenhar com o pé de novo...

Resultado da experiência de desenhar com os pés.

A imagem acima mostra o desenho finalizado. Sei que está longe de ser o desenho mais bonito da vida, e nem esperava que fosse, mas modéstia à parte, fiquei impressionada com o resultado, pois eu duvidava muito de que fosse dar certo. Topar o desafio, além de muita diversão, me trouxe a possibilidade de exercitar (mesmo que pouquinho) habilidades motoras diferentes, afinal, jamais havia usado meus pés para desenhar algo antes. 

Deixando a brincadeira de lado, considero essa experiência um prato cheio para quem procura desenvolver conhecimento corporal e psicomotricidade! Espero ter oportunidade de repeti-la de alguma forma.

Recomendo que experimentem também e me contem o resultado. \o/
Até a próxima!


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Agradecimentos especiais ao Bruno, que me desafiou; ao Cado, de quem peguei foto pra ser meu modelo; e ao Nuno pela caixa de giz de cera (dada em 2006) que uso com carinho.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

3 dicas de cursos on-line gratuitos para melhorar seus desenhos

Oi! Tudo bem?
Ultimamente estou tendo pouca demanda de trabalho, e além de afetar o lado financeiro, também os meus estudos pessoais ficaram comprometidos. Sabe o que dizem, né? Mente vazia, oficina do diabo. Em situações assim, a melhor coisa a se fazer é procurar uma atividade para manter a cabeça no lugar.

Foi numa dessas tentativas de ocupar a cabeça que pensei em procurar cursos gratuitos para melhorar minha produção, e vou compartilhar algumas dicas por aqui hoje.

1 - Plataforma Crehana
A Crehana é uma plataforma digital que reúne vários cursos nas áreas de design, ilustração, animação, publicidade... é praticamente uma escola especializante e que ultimamente vem bombardeando meu feed do Instagram de post patrocinado. Ótimo! Porque foi um deles, com a palavra "gratuito", que resolveu meu problema.

Acesse a página de cursos grátis da Crehana clicando na imagem acima.

Para acessar a plataforma, você deve fazer um cadastro simples inserindo nome e endereço de e-mail. E ao final de cada curso, pode enviar o seu projeto final na sua galeria, que funciona como portfólio. Para quem está iniciando, é uma ótima oportunidade de trocar contatos e experiências.

2 - Caça ao Tesouro no Youtube
Pois é... olha que doideira!
Hoje em dia todo mundo tem canal no Youtube, né? Sei que às vezes é um pouco difícil filtrar os conteúdos de qualidade, mas se a gente dedicar um tempinho do dia para fazer uma caça ao tesouro, tenho certeza que encontraremos preciosidades.

Uma dica que queria dar é o canal da Marina Viabone, que trabalha com lettering, uma vertente do design gráfico e da ilustração que ainda não domino e gostaria de exercitar.

Clique aqui para acessar a playlist de Aulas de Lettering da Marina.

Achei os vídeos bem didáticos, e dá tranquilo pra adaptar os exercícios aos materiais que temos a nossa disposição em casa.

Além disso, as empresas fabricantes de material artístico estão nas redes sociais e divulgam vídeos com artistas falando sobre processos criativos. Vale a pena conferir, pois mesmo que não tenhamos aqueles materiais que estão usando, podemos aprender novas técnicas e adaptá-las ao que temos.

Tutorial Gabriel Picolo - canal Faber Castell

O vídeo acima é um exemplo disso que falei. Nele, Gabriel Picolo está usando produtos da Faber-Castell, mas falando do seu processo criativo para finalizar uma ilustração. Você pode se inspirar nesses tipos de vídeo para produzir uma ilustração com os materiais que possui no seu estojo.

3 - Google Books / Google Livros
Um dos meus queridinhos é o Google Livros, uma das opções de filtro de buscas do Google que disponibiliza leitura gratuita de vários livros, em diversos idiomas. Usando a palavra-chave "desenho", encontrei esta lista imensa:

Clique na imagem acima para acessar a lista.

É só clicar no livro que mais atrair seu interesse e visualizar. Grande parte dos livros possui visualização restrita de páginas. Mas filtrando bem, dá pra achar muito material útil para melhorarmos nossas habilidades.

Visualização do livro Guia Curso Básico de Desenho Cartoon Ed.01 no Google Livros.

Você pode fazer uma busca mais específica de acordo com sua área de interesse, como desenho livre, ou desenho de observação; tem até livros específicos para desenhos para tatuagens!

Dica extra
Se tiver alguma dica extra para contribuir com esse post, ou quiser relatar sua experiência com alguma das dicas acima, é só escrever aqui nos comentários. Desta forma, ajudamos muitos colegas que, assim como nós, buscam melhorar cada vez mais suas habilidades no desenho.

Bons estudos e até a próxima! o/

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Produções do Sepiatember

Uau! Já acabou setembro. Mais um mês que passou voando, né? Lá no começo propus o Sepiatember como um aquecimento para o Inktober, então vou postar aqui o que consegui fazer durante este período usando materiais nos tons de marrom. 

Para começar, os primeiros! Duuuh!! Fiz com mais tempo, logo no começo do mês, antes da sobrinha nascer, antes do edital de mestrado abrir, antes dos freelas fecharem...

Primeiros desenhos do Sepiatember

As inspirações para os temas dos desenhos vieram de várias coisas, jogos que estava jogando no momento, estudos sobre arte antiga, documentários assistidos, músicas da playlist etc. 

Sertão, Pokémon e Lettering... constância pura!

Os primeiros desenhos serviram para me ajudar a escolher um material pra trabalhar durante o mês. Como eu tive bem mais tempo no começo, consegui trabalhar em estudos mais demorados com lápis de cor e tinta guache. Depois, passei a usar basicamente marcadores com ponta de pincel (brush) da Tombow e canetinha hidrocor fina (ponta 0.4) da Compactor.

Hidrocor e marcadores.

Eventos específicos das semanas também influenciaram alguns desenhos. Notícias mundiais, eventos de dança, exposições de arte. Cara, setembro foi um mês que deu o que falar! De desenvolvimentos tecnológicos para agricultura à novos produtos de limpeza pra casa, tudo foi parar de alguma forma nos desenhos do sepiatember.

Café, Duchamp, Ganimedes e Cinderella.

A segunda metade do mês foi um pouco complicada para a produção dos desenhos diários. O tempo dividido entre trabalho, estudos, atividades domésticas (infinitas) e família ficou mais apertado. A cabeça nem sempre quer pensar no tempo livre, e poucas vezes consegui ter ânimo pra desenhar no final do dia. Ainda assim consegui espremer os desenhos de coisas legais. 

Cartinhas e convites, anime e lanche da janta, 
teatrinho e banda de j-rock são coisas legais.

Ficou faltando exatamente a última semana do mês, que foi a mais conturbada pra mim em relação à ansiedade, correria pra resolver umas pendências, inscrição no mestrado. Mas enfim, eu fiquei feliz de ter feito pelo menos esses 23 desenhos. Não foi nada muito trabalhoso nem complicado de ser feito, mas foram estudos que, por mais simples que pareçam, com certeza me acrescentaram conhecimento.

Agora é ficar de olho no Inktober! Não sei o quanto vou conseguir participar, mas quero deixar uma contribuição. Desde criança desenhar é uma paixão e uma das minhas atividades favoritas. Até nos momentos de "fossa epiritual", o que me ajuda a melhorar, na maioria das vezes, é preencher um papel com algum desenho. Participar desses eventos, em que várias pessoas estão ali desenhando juntas, me entusiasma pra caramba!

Vamos desenhar?
Até a próxima! o/

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Treinamento é fundamental!

Ei, tudo certo? Desenhando bastante?
Voltei a trabalhar em casa, e entre um serviço de design e outro, sempre aparece ilustração para fazer. Caricaturas, mascotes, quadrinhos, os desafios que aparecem são muito gostosos de resolver.

Algo que tanto iniciantes quanto profissionais mais experientes nesta área precisam saber é que se exercitar constantemente é fundamental. Gosto de fazer o paralelo com jogadores de futebol, que ficam a semana toda treinando entre os jogos. Assim somos nós, desenhistas. Precisamos treinar todos os dias, mesmo sem um trabalho em vista, para virarmos craques!

Dia desses vi este post no Caixola que falava exatamente sobre prática de acabamento em linhas usando desenhos que foram descartados ou que foram rascunhos despretenciosos. Empolgada com a dica, e com o vídeo maravilhoso da Joyce passando uma brushpen no desenho, catei uns rabiscos antigos para finalizar à nanquim.

Gender bender da Mary Poppins. 

Estudo em nanquim, com base em foto do vocalista da banda One Ok Rock.

Algumas pessoas não entendem muito bem essa nossa necessidade de desenhar sempre, não é? Existem aqueles aspirantes a ilustradores que querem saber desenhar bem do dia para a noite; e aquelas pessoas (normalmente os parentes que te aconselharam o vestibular para medicina) que acham que a gente fica rabiscando o dia todo por falta do que fazer. É engano pensar assim.

Desenhar é uma maneira da gente treinar e aguçar um monte de capacidades intelectuais de forma prazerosa. Matemática, raciocínio lógico, equilíbrio, proporção, direcionamento de atenção, física, anatomia (humana, animal e vegetal); percepção de texturas, planos e profundidades; criatividade e capacidade de resolver problemas. A lista é bem grande.

O olhar de desenhista é quase um superpoder!

Não quis assustar ninguém com a imagem acima! É puramente motivacional, galera. xD

Confesso que ainda fico bem chateada quando fazem descaso da minha profissão (às vezes até sem querer - parentes fazem muito isso), mas hoje tenho conhecimento na área e maturidade o suficiente para não me deixar abalar tanto.

Pra variar, comecei o post falando de uma coisa e fui mudando ao longo do caminho. Mas acredito que tenha por aí quem se identifique com o que eu escrevi aqui, e espero ter ajudado de alguma forma. Enfim, vamos continuar treinando, ok?

Até a próxima! o/

domingo, 29 de maio de 2016

Chapolin Colorado

Oh! E agora quem poderá me defender?

- Eeeeeuuuuu!!!

Acredito que Chapolin dispensa explicações. Se por acaso não conhece, bom.... Eu digo que é uma das séries mais divertidas que já vi! Das criações do Bolaños, Chapolin é de longe a minha preferida. Reassisti recentemente alguns episódios da série e, agora com conhecimento para avaliar a complexidade da criação do personagem, me senti muito inspirada para desenhar.

Pensei: "poxa, o Chapolin bem que poderia ter um desenho animado igual fizeram para o Chaves...." E quando me dei conta, estava na varanda de casa, com um monte de materiais de desenhos espalhados no chão, estudando poses e expressões em função das falas mais marcantes.

Quando criança, não entendia a palavra "astúcia" e pensava que ele falava "túcias".

O primeiro estudo foi feito no sketchbook usando brush pen nanquim, marcadores Promarker, marcadores Bic, lápis de cor vermelho, e caneta gel branca. Achei que fosse parar por aí mesmo. Tirei uma foto, postei no Instagram e, quando fui colocar o sketchbook de volta na mesa, vi o bloco papeis coloridos que tinha comprado há 2 semanas.

Na segunda sequência de desenhos, usei papel vermelho 120g/m², brush pen nanquim, marcador Promarker cinza, lápis de cor branco, e caneta gel branca.

Estudos no papel vermelho

Gostei do resultado do estudo das expressões corporais, mas não fiquei satisfeita com a falta de contraste no fundo vermelho. Fiz um teste com os marcadores da Tombow pra ver se a cor da tinta sobressaia no papel amarelo, e tendo resultado positivo, concluí a bateria de estudos lá.

Resultado no papel amarelo

Usei brush pen nanquim, marcadores Tombow, lápis de cor vermelho, caneta gel branca e tinta guache branca.

Apesar de ter pensado inicialmente em uma proposta de personagem para desenho animado, depois de pronto, achei que combinou mais história em quadrinhos. Não só por ter usado elementos de linguagem específicos de HQ, mas pelas expressões que usei, arte final e colorização.

Desenhar personagens de séries, de jogos, ou de livros é uma prática que gosto muito. Exercita o cérebro que é uma beleza! Indico a experiência. =)

Até a próxima! o/
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Para quem se interessa em construção de um personagem, seja para criação ou análise, vou deixar uns links com artigos relacionados:

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Minhas HQs de Tex Willer

Há um bom tempo, depois de participar da pesquisa sobre HQs na universidade e longas conversas sobre material de referência para desenho com a Suco, alimentava a ideia de comprar um exemplar de Tex. Essa série antiga, apesar de ser ambientada num Velho-Oeste dos Estados Unidos, é italiana e possui uma estética bem bacana, trabalhada em preto e branco com muuuuuito contraste. Lindo!

Como não gosto de ficar olhando muito tempo pra telas de computador, comprei um exemplar da revistinha na banca, para poder consultar sempre que quiser. Como a série ainda está sendo republicada (pela Mythos Editora), o preço de capa nas bancas está R$8,30 para revistas simples (umas 100 páginas), mas edições antigas podem ser encontradas por um valor bem mais baixo em sebos.

Capas das edições que comprei.... na banca. xD

Quando cheguei em casa, mostrei a revistinha pro meu pai e ouvi um discurso bastante empolgado sobre como Tex fez parte da vida dele, quando mais jovem, trocando livros e gibis com amigos. Daí meu pai pegou a revistinha e levou pro quarto dele. Catou na cara de pau! Esperei ele se distrair e catei de volta. hauAHuahUA

Sinceramente, eu tinha um certo preconceito com Tex, de ser HQ de tiozinho... mas, cara, na moral, foi só começar a ler que me apaixonei perdidamente mudei de ideia. Tem lá seus problemas de balonagem e fluxo de leitura em alguns quadros de ação, mas é como ler um western Sherlock Holmes. A história é muito boa! =P

Partiu desenho!
Na companhia do amigo de infância do meu pai, e na folguinha depois do almoço, esbocei minha versão do ranger chefe dos navajos, Sr. Willer.

Tex e Dinamite (cavalo) - rascunho

Depois, num raríssimo momento de folga em casa, consegui passar nanquim tentando trabalhar contraste, peso de linha, hachuras. Que saudade eu tava do cheiro de nanquim!!

Para colorir usei marcadores à base de água e de álcool, olhando as cores de capa da revistinha como referência, pois como disse lá em cima, as páginas internas são em preto e branco. Existe a edição toda colorida de Tex também, caríssima, mas nem me atrai.

Dinamite - colorido com marcadores diversos.

Poucos dias depois voltei na banca pra fazer a limpa! Comprei mais um exemplar da revistinha do Tex, uma edição de outro com história completa, e, por indicação de um brother, uma revistinha do Zagor pra experimentar. É legal também, e estou na metade já!

Zagor é esse cara muito macho segurando a machadinha!

O tio da banca ficou animado por ver "uma jovem" comprando essas coisas e quis conversar pra descobrir o porquê. Falei que a princípio era para referência de desenho, mas que depois de ler acabei gostando. Penso em voltar na banca qualquer hora para mostrar os estudos que fiz. =)

Bons estudos!
Até a próxima! o/

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Suco e Lettering

Neste último semestre, minha amiga Suco se matriculou numa disciplina de desenvolvimento de tipografia. Logo nas aulas iniciais, os alunos tiveram que fazer exercícios de desenho de letras em vários estilos usando penas caligráficas e tinta nanquim. Empolgada com os resultados da Suco, aceitei o convite para passar uma tarde na casa dela mês passado e tentar pegar um pouco de conhecimento por osmose, desenhar a toa e colocar a conversa em dia.

Foi neste dia que fiz a fanart de Rodentia! (foto retirada de: joyce_carmo)

Há algum tempo ela já havia feito alguns testes de lettering bem legais e com essa ida na casa dela, me empolguei e quis arriscar algumas coisas também. Começamos com alguns exercícios bem básicos, usando nanquim colorido e buscando referências de um livro (Suco, poderia deixar um comentário com o nome do livro, please?).

Usamos pena caligráfica de ponta chanfrada para fazer as letras.

Depois disso, discutimos sobre desenhar algo para colocar em prática o que aprendemos com os exercícios. Chegamos a conclusão que faríamos cartas de baralho com uma letra "A" bem firulenta. Foi divertido demais desenhar junto com ela e gastar as tintas todas! Ao contrário do exercício com pena, desta vez fizemos o desenho do contorno da letra antes de preencher com nanquim preto.

O meu foi de Copas, o da Suco de espadas.

Sem contar que acabamos passando depois na papelaria pra eu torrar meu capital com coisas que não precisava: nanquim verde e 100 folhas de papel branco, 120g/m². Já posso ficar 2015 todinho sem me preocupar com material de desenho, porque 2014 foi o ano da ostentação!

Em casa, ainda empolgada por conta do fim de semana, consegui desenvolver vários exercícios de lettering durante a semana. Nenhum deles ficou bom, mas valeram como exercício. Por causa do Inktober, boa parte das produções iniciadas lá foram parar na minha galeria.

Estudos, rabiscos descompromissados.

Para ver os exercícios finalizados de Lettering, usados como atividade do Inktober, veja minha galeria do Deviant Art. No Google imagens a gente acha milhões de referências e dá pra deixar a imaginação rolar solta. Foi bastante divertida essa experiência, pois foi algo que nunca arrisquei fazer antes, e agora é questão de prática para conseguir fazer algo bom. =)

Até a próxima! o/

terça-feira, 8 de abril de 2014

Primeiro MDC e cabriolet!

O Monthly Drawing Challenge (Desafio Mensal de Desenho) é um grupo virtual que, como o nome diz, faz desafios mensais de desenho com o objetivo de promover estudos de desenho e experimentações de materiais e técnicas artísticas distintas. Bom, acho que minha definição ficou bem resumida, mas você pode encontrar algo melhor no blog da vizinha Joyce: Caixola.

O primeiro desafio proposto foi "desenhar um carro usando o material de sua preferência" - coisa que eu nunca desenhei a sério na minha vida! Todos os meus rabiscos esquemáticos de carro são fusquinhas ou carrinhos caixotes, quadrados, sabe? Eu nunca tinha parado antes pra "estudar" um carro, ver referências de modelos, desenhar de observação, tentar construir e desconstruir.

Meu Cabriolé

Clique na imagem acima pra visitá-lo na galeria do MDC. 

Mesmo tendo descrito boa parte do desenvolvimento do desenho acima lá na galeria, algumas etapas da execução não foram detalhadas, então separei o material para fazer este post complementar.

Para começar, a escolha do modelo do carro: gosto muito de carros antigos, e por influência da ambientação do séc XIX dos romances policiais que leio, sou apaixonada em especial por cabriolés - tanto os antigos puxados por cavalos, quanto os mais modernos que mantém o desenho antigo. Com a ideia na cabeça, passei para a primeira parte de toda e qualquer pesquisa - saber mais sobre o assunto e buscar referências (neste caso, mais visuais do que científicas).

 
Algumas referências que usei para estudar.

Mas de todas as referências que consegui na internet, a que eu peguei para trabalhar foi a mais conveniente possível: uma miniatura de plástico de um carrinho desse modelo. É um brinquedo que veio de brinde dentro daquele Ovo de chocolate (na minha época de criança, eles custavam R$0,50... *suspira*).

Meu objeto de estudo.

Estudos que fiz do carrinho.

Fiz vários estudos do carrinho e estava com vontade de desenhar em perspectiva, mas quando optei pelo material (pastel oleoso), fiquei com receio de não conseguir colocar no papel o que estava pensando. Daí voltei um passo e trabalhei o carro na vista lateral. Olhando agora, foi um grande erro que cometi! Deveria ter apostado no trabalho com perspectiva, mesmo que a execução não ficasse lá grande coisa, seria um estudo finalizado muito bacana.

Enfim, vou falar um pouco dos materiais que usei. Optei por trabalhar com pastel oleoso, e a marca do estojo com 36 cores que tenho é Pentel.  O papel que usei foi o da marca Filiperson, com textura de tela, 240g/m². Ambos materiais são fáceis de ser encontrados e acessíveis ($).

Diferente de como trabalhei anteriormente com esse material (leia os posts Princesa pastel e Mario), não usei solvente para mesclar as cores. Preferi trabalhar gastando os bastões dessa vez, deixando bastante pigmento no papel, marcando o gestual e explorando a textura.

Registro de algumas etapas da pintura.

A experiência me empolgou bastante! Hoje eu vejo o carrinho que fiz e já penso em como fazer algo completamente diferente e até melhor do que esse... E fazendo propaganda, devo muito disso ao desafio do MDC, porque sem ele, talvez eu estaria até hoje adiando um desenho de carro.

O que quero dizer é que todo mundo tem aqueles motivos que gosta mais de desenhar, mas também tem pontos fracos em diversas coisas. Pode ser um desenho de carro, ou desenho de mãos, desenho de cenário, desenho de bichos... Todo mundo tem uma deficiência em algo, mas só vai superar a partir do momento que sentar à mesa pra estudar como fazer o troço direito.

Até a próxima! o/
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Nane, o que preciso fazer para participar do MDC?
Para participar do grupo, basta ter vontade, conta no DeviantART e pedir pra entrar! O endereço de acesso é este MDC-Brasil e quanto mais gente trocando ideia, melhor.

Para o final deste mês, o MDC está propondo desenho de aves da fauna brasileira, e já estou procurando referências para decidir qual desenharei. Nossa fauna é muito rica e escolher uma ave só dentre todas as que existem vai ser uma tarefa difícil. Não sou boa com desenho de animais também, então quero aproveitar a oportunidade pra sair mais uma vez dessa famosa "zona de conforto".

sábado, 1 de março de 2014

Gender Bender

Em diversas cidades, durante o feriado de Carnaval, existe bloco de rua em que os homens se vestem de mulher, e as mulheres, por sua vez, se vestem de homem. O que sempre me chamou atenção nesses "eventos" foi o fato de ninguém se esmerar muito na fantasia... Quer dizer, os homens fantasiados de mulher continuam parecendo homens e, por mais que as mulheres tenham um cuidado maior ao se vestirem de homens, nunca fica "natural"! Ou seja, as versões caricatas ficam tão bizarras, que a diversão acaba girando em torno disso mesmo.

A brincadeira de troca de gênero (gender bender) tá sendo bem comum em alguns episódios especiais de desenhos animados e séries, apesar de não ser novidade. Os próprios fãs fazem desenhos dos personagens assim, e ficam muito interessantes as soluções dadas. Levando em consideração a dificuldade de mudar o gênero de uma personagem pensando na construção da personalidade em outro corpo, e influenciada pelo clima de Carnaval, aceitei o desafio (proposto por mim mesma) de me desenhar na versão menino. xD

Esse seria o Nane! rs

Algumas pessoas que viram o desenho antes que eu postasse aqui, disseram que está parecido com o meu irmão mais novo. Por que será, heim? Claro que existe uma semelhança entre nós dois, mas se está parecido a ponto de confundir, é porque a minha personalidade não ficou tão presente no desenho. =T

Na tentativa de resolver isso e deixar "o" Nane mais a minha cara, mudei a cor da camisa e fiz desenhos mais alegres e com mais movimento....

Tá mais bobo alegre agora, né?

No estudo acima usei basicamente nanquim e marcadores, detalhes de sombra com lápis de cor, e picos de luz com caneta gel branca. A primeira tentativa está no meu bloco azul, e a segunda fiz em papel reciclado de gramatura baixa (por isso ficou enrugado onde tem nanquim).

Achei a experiência legal e reflexiva! Precisei pensar muito no "quem sou eu" para tentar me desconstruir e depois reconstruir de um novo jeito. Heheheh! O estudo não precisa parar por aqui e posso, posteriormente, trabalhar estilos diferentes, arriscar novas poses e novas combinações de cores... Mas isso renderia mais um monte de Cappuccino.

Já fez algo assim alguma vez? É um desafio divertido!
Bom feriado e até a volta! o/

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Cada um no seu quadrado

Muita gente tem dificuldade em fazer bom aproveitamento da área do papel na hora de desenhar. Seja para copiar algo ou criar do zero, por mais que tentem, o desenho ou fica pequeno demais na imensidão branca do papel, ou grande demais a ponto de faltar papel pra desenhar o resto. Já passou por isso?

Bom, eu já. Existem vários tipos de exercícios para solucionar o problema que variam de complexos à extremamente bestas. Hoje vou falar de um que é extremamente besta, que serve tanto para treinar a organização do desenho no espaço, quanto para fazer ampliações ou reduções: construção de grade (ou "malditos quadradinhos", chame do que quiser).

Como faz?
Acredito que todo mundo que já teve livrinhos de atividades artísticas quando criança já se desesperou com isso alguma vez. Eu, por exemplo, odiava ver as imagens todas divididas em quadradinhos e não entendia o propósito daquilo, mas agora sei que a coisa funciona mais ou menos assim:

Primeiro, selecione uma imagem de referência.

Achei a imagem acima numa propaganda de vinhos dentro de uma revista de companhia aérea. Alguma coisa no modelo me fez lembrar do processo criativo dos "Gentlemen", e pensei que a fotografia me daria um estudo de desenho legal.

Para não estragar a revista e nem a imagem de referência, tirei uma cópia dela em preto e branco para fazer o exercício, e em seguida, dividi toda a imagem em quadrados de 2cm com caneta gel, e, em outra folha, fiz a mesma quantidade de divisões com medidas maiores.

Fiz as linhas com caneta gel branca, pra poder enxergar melhor.

A figura de referência me rendeu um quadrado maior com 6 quadrados menores de altura e largura. Para o melhor aproveitamento disso num A4, as divisões feitas foram de 3,5cm (que x6 = 21cm = a medida do menor lado do papel no formato A4).

Depois de fazer isso, é só trabalhar cada quadradinho como uma unidade separada, reproduzindo os elementos nos quadrados da outra folha. Se houver necessidade de detalhar mais, é possível que você faça subdivisões nos quadradinhos, se quiser. O resultado do estudo foi este:

Comparação entre os tamanhos.

Um dia você vai ficar tão fera nisso, que nem de quadradinhos vai precisar mais! Huahauhauahuaha!! Isso ajuda muito quem quer pintar a parede do quarto com o personagem de desenho favorito, mas tem medo de desenhar em grandes formatos... Olha a Nane dando ideia errada para as crianças.

Enfim, depois do desenho pronto, fiz uma experiência pintando com café... mentira, usei aquarela líquida e canetinhas hidrográficas em diferentes tons de marrom.

Usei a mesa de luz para reproduzir o desenho.

Gostaria de fazer um exercício usando nanquim preto e hachuras, mas vai ficar pra outro dia. Está na hora do karaoke e preciso espantar os males. (^-^)/"

Bom estudo e até a próxima!