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quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Academia Arcana

Olá, arteiros! Hoje venho com uma dica de livro para vocês.

No começo deste ano tive a oportunidade de trabalhar como ilustradora para um projeto de livro de RPG da Editora Chá chamado Academia Arcana, de autoria de Jordan Palmer. Trata-se de um jogo de interpretação ambientado em escolas de magia, com muitos mistérios a serem solucionados.

A versão brasileira, além das ilustrações originais de Abigail Wells, conta com imagens inéditas (desenhadas por esta que vos escreve) numa pegada mais condizente com a realidade escolar aqui do país, incluindo também alguns seres fantásticos da nossa cultura popular.




O livro foi lançado no evento de games Diversão Offline e está à venda na loja da editora nos formatos físico e digital. Um prato cheio para quem gosta do mundo da magia!

Espero que gostem!
Abração e até a próxima! o/

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Urban sketching

Desenhar cenários, paisagens, cidades sempre foi a minha maior dificuldade, e não tenho vergonha nenhuma em dizer isso. Mesmo sendo uma dificuldade declarada, nunca recusei um projeto envolvendo esse tipo de esforço só por não ser meu ponto forte. Ao contrário, encarei essas chances como oportunidade de desenvolver um pouco mais esse lado.

Na postagem de hoje vou apresentar dois livrinhos que adquiri há algum tempo e que estão me ajudando demais com o estudo. O primeiro, na verdade, foi um presente que ganhei de uma colega na agência que trabalhei: Paisagem Desenhada, de Tarcísio Bahia de Andrade; e o outro livro, que encontrei por acaso na livraria e comprei, é o A Perspectiva em Urban Sketching, de Bruno Mollière.


Paisagem Desenhada

Neste livro há vários desenhos do artista. A base, na maioria das vezes, é feita com nanquim, e quando os desenhos são coloridos, dá para perceber o uso de diferentes materiais no processo de colorização.

Capa: Paisagem desenhada - Tarcísio Bahia de Andrade - Editora Cousa

O livro é uma compilação dos desenhos de vários locais em Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O traço é bem solto e representativo, e por isso uso como uma fonte de referência.

Miolo: Paisagem desenhada - Tarcísio Bahia de Andrade - Editora Cousa

Além das paisagens, também é possível encontrar alguns esboços e detalhes de arquitetura. O trabalho do artista é interessante, os desenhos explora diferentes texturas e, pessoalmente, isso me atrai muito num trabalho visual.


A perspectiva em urban sketching

Já é o terceiro livro que compro dessa editora! Recentemente conheci a GG adquirindo um livro sobre Aquarela e fiquei surpresa com a quantidade de publicações que essa editora tem destinadas às áreas das artes, arquitetura e design. A perspectiva em urban sketching, em especial, mexe em duas feridas que tenho: cenários e perspectiva.

Capa: A perspectiva em urban sketching - Bruno Mellière - Editora GG

O livro em si é bem didático e de uma linguagem extremamente simples e compreensível. É dividido em capítulos e em cada um é falado sobre uma particularidade do desenho de espaços urbanos, com dicas interessantes para que o processo todo pareça mais fácil. Virou um xodó, de verdade.

Miolo: A perspectiva em urban sketching - Bruno Mellière - Editora GG

Além de muitos exemplos de paisagens urbanas desenhadas, o livro apresenta fotos e esquemas que facilitam bastante a compreensão dos conceitos propostos. Para quem quer começar a se enveredar por este caminho ou aperfeiçoar o que já iniciou, é um apoio interessante. Pelo menos pra mim tá sendo de grande ajuda...


Beba de outras fontes

Me ative em dois livros que tenho na estante, porém, os materiais de referência vão além deste espaço. Existem muitos materiais online disponíveis para estudo também, e portfólio de artistas disponíveis em plataformas digitais que podem ser acessadas sem a necessidade de criar uma conta nelas. Vale a pena pesquisar a área de interesse e selecionar os materiais que melhor atendem à sua demanda no momento. ;)

Essas foram as dicas de leitura de hoje, espero que tenham gostado e que tenha sido útil. Deixe seu feedback nos comentários. Se tiver também alguma dica de outras fontes sobre urban sketch, ou artistas que recomenda, será super bem-vindo. Vamos trocar experiências!

Abraço!
Até a próxima!

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Praticando Lettering

Hello!
Encostei as produções pessoais para me preparar pra seleção de mestrado, por isso o blog ficou sem atualização por um tempo. Infelizmente até agora não obtive resultado positivo dos meus esforços. Nesse meio tempo também peguei uns trabalhos pra fazer, mas como eles não foram divulgados, ainda não posso mostrar o resultado aqui.

Nos últimos dias fiz alguns estudos pessoais com lettering novamente. Depois da febre "vintage" na área do design, os serviços de lettering são os queridinhos da vez! Quadros personalizados com uma frase bacana, painel de giz, pinturas em paredes, estampas de camisa - o lettering está bombando!

A saga continua...

Acho lindo e conheço muita gente talentosa trabalhando com isso no mercado. Em todos os posts anteriores sobre o assunto, deixei bem claro que era total fora da minha zona de conforto e que eu tinha vontade de exercitar mais esse lado. Pois bem, cá estou super orgulhosa por conseguir fazer algo decente pra mostrar.

Além do conteúdo disponível na internet para os interessados, existem livros muito bons sobre tipografia e desenhos com giz. Ganhei um livro bem legal sobre "chalk lettering" - letreiramento com giz de quadro negro - que mostra vários exemplos do que se pode ser feito, e quais materiais usar.

Livo muito massa! Vale a pena ter em casa.

O livro está em inglês, mas quem tem dificuldade no idioma não precisa se preocupar, pois ele é todo ilustrado e mostra passo a passo da construção de tudo. Além disso, ele também traz alguns exemplos de estilos de letras para dar uma ajudinha. 

Páginas internas.

Quando tenho oportunidade, gosto de presentear as pessoas com algo feito por mim. E foi numa dessas de presentear que acabei retomando os estudos em lettering.

O primeiro quadrinho que fiz foi para o quarto da minha sobrinha, que na época ainda estava na barriga da mãe. Aguardava ansiosamente a chegada dela e fiz com o coração cheio de amor:

Ideogramas de cima para baixo: verdade, razão e beleza.

Usei o estilo de caligrafia japonesa para escrever os ideogramas que formam o nome dela. O galo no fim do nome representa o ano que ela nasceu (2017), e consequentemente, seu signo no horóscopo chinês.

Os estudos desta semana foram mais "ocidentais" e inspirados no livro que mostrei lá no começo do post. Gastei muito papel e caneta para conseguir definir a composição dos elementos. Ainda não consigo fazer com tanta confiança, então preciso fazer diversos testes antes de pôr a mão na massa de verdade. 

Rascunhos da semana

Para transferir o rascunho para o papel definitivo, usei mesa de luz. Não tenho aquelas canetas coloridas opacas (tipo Posca), então estou usando tinta acrílica, aquarela e nanquim. Por ser tudo feito com pincel, o processo é bem demorado, pois qualquer erro de precisão num traço ou um respingo de tinta no lugar errado pode por tudo a perder... e ter que começar do zero!

O resultado:

Acrílica e aquarela sobre papel.

O quadrinho azul também é presente para amigos queridos que aguardam a chegada da cegonha. Já o quadro laranja é um estudo pessoal. Os bonecos redondos são Daruma - amuletinhos para realizar pedidos e trazer boa sorte pra casa. Ainda não sei o que vou fazer com eles. =P

Em relação às experiências anteriores, acredito estar fazendo progresso e sigo otimista. Você pode rever estudos anteriores clicando aqui. Se tiver alguma sugestão, inclusive, um comentário será super bem-vindo.

Até a próxima! o/

sábado, 18 de fevereiro de 2017

A borboleta e o pincel com reservatório de água

Senta, que lá vem história.

Introdução
Sabe quando você quer muito uma coisa e fica enrolando pra comprar? Eu era assim com o pincel com reservatório de água. Cheguei a fazer um usando tubo de caneta esferográfica (veja o post), mas o que eu queria de verdade era o danado do pincel de plástico, com cerdas certinhas.

Os dias foram passando, fui ficando sem tempo pra desenhar e acabei esquecendo não só do pincel, mas como uma boa parte das outras coisas que pretendia comprar pro atelier (se é que posso chamar o canto da bagunça de atelier). Então, numa maravilhosa quinta-feira, chego na agência e encontro essa coisa linda na minha mesa de trabalho:

"Para minha artista preferida fazer artes mais lindas ainda S2"
Pincel com reservatório de água - Aquash Brush, Ponta média - Pentel

Surtei com a surpresa! Pensa numa pessoa desesperada para o fim de semana chegar. Eu! E enfim, o fim de semana chegou, e cá estou postando o resultado de umas horas de diversão na varanda com aquarelas.

Continua sentado, que tem mais.
Como disse, estava na varanda. Quando não está chovendo, é pra lá que vou relaxar com meu material de desenho e fones de ouvido. Venta bastante à tarde e tem umas plantinhas bonitas, um local bastante agradável do meu lar para se tomar um café cappuccino, alugo para temporada.

Beleza, estava com os materiais e uma folha de papel em branco esperando pra ser usada bem na minha frente. E você que desenha, sabe muito bem que essa é a parte mais difícil do processo criativo: iniciar o processo. O que eu ia desenhar naquela folha pra testar meu brinquedo novo?

Foi aí que o pé de manjericão da varanda, que está florido, respondeu minha pergunta. Senti o cheiro da florzinha e isso me fez olhar pra ela e desviar o pensamento para outra coisa: "moro tão alto, não vem nenhuma borboleta ver as flores das minhas plantas". E pensar na borboleta me fez lembrar do primeiro livro de romance policial que li quando criança: O Caso da Borboleta Atíria, da Lúcia Machado de Almeida.

O livro era da minha mãe, que leu nos tempos de escola, e depois me deu pra ler. Lembrei das ilustrações do livro, como se estivesse com ele nas mãos.

Capa e ilustrações internas feitas por Milton Rodrigues Alves

Depois do momento nostalgia, busquei referências para esboçar o desenho. Queria desenhar a Atíria, então além das ilustrações que encontrei na internet, procurei saber mais sobre a borboleta em si, e folheei umas revistas em casa para achar referências de uma pose legal pra ela.

Minha seleção do resultado de pesquisa na internet

Pose que escolhi para desenhar. Adoro composição triangular...
(Foto da chef Paola Carosella, tirada por Gabriel Rinaldi, para a Revista GOL - nov 2016)

Próxima etapa foi esboçar e transferir o desenho para o papel próprio para aquarela. Hoje usei o Canson, 300g/m², no formato A4. Lembrando que para técnicas aguadas, é recomendável o uso de um papel próprio, ou de gramatura mais alta, para que as fibras aguentem a umidade sem "esfarelar", rasgar etc.

Rascunho, mesa de luz improvisada no vidro, e desenho no papel de aquarela.

Queria fazer minha versão da Atíria, mas mantive muitas características dos desenhos do Milton Rodrigues, como os headphones à Princesa Leia, e os sapatinhos... basicamente só mexi do modelito do colant, que ganhou um decote ousado. XD

Agora vou mostrar o passo a passo da colorização. Usei tinta aquarela em bisnaga da Pentel nas cores amarelo, ocre, sépia, azul cobalto e preto.

Etapas de colorização.

Como as asas da borboleta são amarelas, quis colocar um pouco de azul na roupa para dar um contraste pro desenho. A cor complementar do amarelo é o roxo, mas o azul é análogo do roxo, então tá tudo em casa.

Resultado e detalhes.

Agora tem borboleta na minha casa. Me diverti bastante, e fico feliz de ter conseguido compartilhar essa experiência aqui no blog. E você, já usou pincel com reservatório? Me conta...


Espero que tenha gostado. =)
Até a próxima!

sábado, 19 de março de 2016

Ah... a criatividade

De onde você tira suas ideias para um desenho, heim? Como você pensa numa resposta malcriada para implicar com um amigo? Como você consegue consertar o motor do carro com chiclete?

"Criatividade"... Quem trabalha no meio artístico é cobrado constantemente a ser uma pessoa criativa. Quem trabalha com publicidade, propaganda e design então... xiiii!!! Aí que a cobrança aumenta mesmo.

Mas afinal, de onde vem nossa criatividade?
Para começar, nossa cabeça está cheia de coisas. Informações que absorvemos durante a vida toda, todos os dias, por meio dos nossos sentidos, consciente ou inconscientemente. Quando essas coisas chegam ao nosso cérebro, ele as organiza da seguinte forma: tudo que é relevante para você naquele momento é colocado na prateleira - local de fácil acesso; o que não é importante, ele guarda em gavetas, armários e cofres - locais que para acessar, você precisa se esforçar um pouco.

Como eu acredito que funciona o cérebro

Dependendo da fase da sua vida, ou momento no qual está passando, trabalho, etc, o cérebro reorganiza as coisas de acordo com suas novas prioridades, retirando algo do arquivo e movendo para a prateleira das coisas importantes, ou enviando informações outrora relevantes direto para o arquivo.

No dicionário criar significa inventar, produzir, transformar, tirar do nada (sim, tirar do nada)... E, considerando as situações em que precisei da criatividade, seja na vida pessoal ou na profissional, penso que todo mundo tem capacidade para ser criativo. Uns desenvolvem essa capacidade de criar mais que os outros. E se esses outros quiserem, podem exercitar a mente. É uma questão de tempo, disciplina, prática... e problemas! Sim, muitos problemas e tipos diferentes de problemas!

Todo problema tem solução

A criatividade está entre o problema e a solução dele, num processo extenso que passamos, muitas vezes, sem perceber. Dependendo do seu repertório de mundo e das coisas importantes que se tem na prateleira do cérebro, a solução de um dado problema vem tão rápido, que faz com que você se sinta um especialista. Outras vezes, as coisas na prateleira não são suficientes para resolver o que precisa.

Metodologia de projeto de Bruno Munari

A criatividade está, portanto, no meio do processo de resolução de problemas. É a síntese de todas as experiências e estudos da vida voltada para um objetivo. Por isso que para nós, profissionais dependentes da criatividade, é de fundamental importância que fiquemos atualizados sobre técnicas e tecnologias, cultura, política... Precisamos de tempo de dedicação para ler mais, ouvir, sentir, vivenciar, estudar, e o mais importante, experimentar.

A prateleira de um cozinheiro está cheia de combinações de sabores, temperos, tipos de cortes, temperaturas corretas, e esse repertório faz com que ele cozinhe algo genuíno com técnica, criatividade e sabor (#mastechef). A prateleira de um concurseiro está cheia de regras de gramática, fórmulas matemáticas, legislação... Ajuste a prateleira do seu cérebro para sua área de interesse no momento e crie repertório. Se for preciso, instale outras prateleiras! 

Dicas de leitura:
Separei 3 dicas de livros interessantes sobre processo criativo.

1. Roube como um artista - Austin Kleon


Este livro tem formato pequeno, pouco texto por página, muitos diagramas, de leitura fácil e rápida. Não tem desculpa pra não ler! É muito legal, te dá 10 dicas interessantes sobre como agilizar sua capacidade de criar de forma direta e ajuda a organizar as referências do dia a dia.

2. Sobre o artesanato intelectuar e outros ensaios - C. Wright Mills


Por meio de vários artigos, o autor nos mostra a importância de se coletar referências para o trabalho e mostra de que maneira podemos organizá-las. Ele chama essa coletânea de referências de "arquivo". O livro tem poucas páginas, mas a leitura é um pouco estranha para quem não está acostumado com "linguagem acadêmica". Vale a pena!

3. Das coisas nascem coisas - Bruno Munari


Todo mundo que se pergunta "por onde começar?" deveria ler este livro! Fala sobre técnicas e metodologia de projeto. Com exemplos bem didáticos e texto direto, Bruno (olha eu, cheia da intimidade) nos mostra que a evolução de um bom projeto depende do conhecimento que temos sobre todas as coisas que envolvem o problema que procuramos solucionar.

Bom estudo e até a próxima! o/

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Lançamento livro Momotaro

Perfeito! É a palavra que, na minha opinião, resume o lançamento do livro Momotaro - o menino pêssego, organizado pela Editora Leitura e Arte, na Saraiva do Shopping Vila Velha, no último sábado, dia 20 de dezembro!

Movimentação de pessoas no espaço infantil da livraria.

Mesmo sendo um livro voltado ao público infantil, o evento contou com a participação de pessoas de idades variadas, interessados na cultura japonesa, clientes da livraria, além de amigos e familiares do autor. Eu, claro, estava lá e garanti o meu exemplar autografado por Hideki Katsumoto.

Hideki Katsumoto e eu (com cara de boba posando pra foto).

Além de sessão de autógrafos, fotos e encontro de amigos, outras atrações animaram a tarde do sábado. A contadora de histórias Tiana Magalhães, quem teve o primeiro contato com o livro naquele dia, prendeu a atenção de crianças e adultos durante a contação da aventura de Momotaro - o menino pêssego.

Contação da história para as crianças por Tiana Magalhães.


Descendentes de japoneses que estavam no local puderam relembrar a lenda que ouviram de seus pais quando crianças. E os pequenos brasileirinhos, por sua vez, conheceram um pouco da cultura de outro país por meio de uma história cheia de ação, espírito de aventura, e amizade.

Em seguida, foi anunciada uma apresentação de músicas tradicionais japonesas, brasileiras e natalinas cantadas pelo Coral da Associação Nikkei de Vitória, comandados pela professora Ayuko Sakanoue.

Coral da Associação Nikkei de Vitória.

A primeira música cantada foi o tema do Momotaro, que me fez chorar litros! Fiquei muito emocionada durante a apresentação do coral, e ainda agora, só de lembrar, os olhos encheram de água novamente. Foi uma experiência incrível!! (n*-*n)

Bom, eu já acompanhava o projeto do livro pela internet há algum tempo, então fiquei muito feliz de poder ver a coisa toda saindo do papel, ou melhor, colocada de fato no papel! O livro está lindo, a história é muito gostosa de ler, os desenhos são super coloridos e bem feitos, os extras com curiosidades e informações sobre o processo é uma fonte de referência excelente para designers... Desejo muito sucesso e conquistas para o Hideki Katsumoto, e pra Editora Leitura e Arte um super obrigada.

Também deixo aqui um kibidango simbólico em agradecimento a todos que foram no lançamento do livro! E quem não pôde comparecer, mas se interessou pela história, pode ficar tranquilo, pois está fácil encontrá-lo à venda online também. ;)

Confira locais de venda:
Momotaro - o menino pêssego na Saraiva.

Até a próxima! o/
Feliz Natal!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Lançamento - Livro Momotaro

É com muita alegria que anuncio um dos momentos mais felizes do ano: O Lançamento do livro Momotaro - o menino pêssego, do autor, ilustrador e designer, Hideki Katsumoto.


Clique na imagem para ampliar

Para quem não está familiarizado com a história, Momotaro é meio que um herói do folclore japonês, encontrado no rio, ainda neném, dentro de um pêssego gigante, por um casal de velhinhos. Quando mais velho, Momotaro parte em uma aventura com seus amigos para ajudar os moradores de sua vila. \o/

Momotaro e seus amigos

O livro é tooooodo ilustrado, com desenhos magníficos, coloridos, super lindo... E embora seja voltado para o público infantil, acredito ser também uma fonte de referência riquíssima para nós adultos ilustradores, além, é claro de nos deixar um pouco mais por dentro da cultura japonesa.

Recapitulando:
Dia 20/12/2014 (sábado), na Livraria Saraiva do Shopping Vila Velha, de 16h às 19h - Lançamento do Livro Momotaro, com presença do autor. Garanta seu exemplar antes que eu compre todos!

Foi feito um hotsite com as informações de endereço do Shopping, com mapa de como chegar lá, e dados sobre o livro, sobre a história e sobre o autor. Então, qualquer dúvida, pode acessar: http://www.livromomotaro.com.br/

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Leituras para 2013

Quem achou que o mundo fosse acabar, levanta a mão! o/
Pois é, não acabou. 

No post de hoje eu vou falar sobre algumas (não cabem todas) leituras de HQ e livros ilustrados que fiz durante o ano que se passou e meio que recomendar essas leituras para quem tiver os mesmos interesses que os meus sobre quadrinhos, desenho, roteiro... ou quem simplesmente busca diversão e entretenimento. Deveria ter feito isso antes do Natal, para que desse tempo da galera pedir alguns exemplares pra Papai Noel, mas esqueci completamente! Bom que agora dá tempo para organizar a lista de presentes de aniversário do ano que vem, né?

Vamos lá!

Atronauta Magnetar
Danilo Beyruth

Eu faria um Cappuccino inteiro sobre esta HQ, mas tenho medo de dar spoiler do conteúdo. Vale muito a pena ler, a história é linda, reflexiva, bem trabalhada, e a arte é incrível! Não sei o quanto de autonomia (fazer o que quiser) Danilo Beyruth teve na construção do roteiro, afinal, quando se brinca com brinquedos dos outros, é preciso ter muito cuidado! Mas ele mandou super bem e fez o Astronauta ficar muito mais interessante.

Peguei o hábito de ler tudo com meus olhos críticos de designer, então também achei alguns recursos ruins na construção de algumas páginas, mas nada que comprometa a história. Mas isso também é história pra outro Cappuccino.

Peanuts - Obra completa
Charles Schulz

A imagem é da capa do volume 5, que eu ganhei num sorteio da L&PM no Twitter.

Muito bom ver como as coisas são resolvidas por Schulz de maneira inocente e simples. Confesso que fiquei deprimida depois de ler tudo, porque o Charlie Brown sofre demais, credo! Já fiz um Cappuccino sobre isso uma vez, mas vale a pena insistir para que leiam a coleção.

É diversão garantida!

Calvin e Haroldo 
Criaturas Bizarras de outro Planeta
Bill Watterson

Esse eu ganhei de aniversário do meu amigo Gk. Não sei se foi proposital me dar um livro sobre alienígenas ou se foi uma trollagem sem querer, mas definitivamente ele acertou no presente. Embora seja o único exemplar que possuo, já peguei emprestado pra ler quase toda a coleção dos livros com tirinhas do Calvin lançada aqui no Brasil.

As tiras do Calvin e Haroldo são sensacionais! Sou muito fã do Watterson e leio cada página como se fosse a última. Minha visão de designer ainda não achou um problema na construção dos quadros. =P

20.000 Léguas Submarinas
Adaptação de roteiro por João Marcos
Desenhos de Will

A adaptação da obra de Verne, que conta como o Professor Aronnax, Conselho e Ned Land foram parar no interior do submarino Náutilus com Capitão Nemo, ficou muito boa! Eu adorei e acho que é perfeito não só para o público ao qual se destina, mas um ótimo passatempo para quem procura algo interessante e rápido para ler.

Achei problemas nas construções de algumas coisas nas páginas, ora em relação à ordem de leitura, ora por falta do esclarecimento de alguns detalhes importantes para a compreensão da história. Digo isso porque desta vez quis ler a adaptação antes de ler a obra original, e no final precisei voltar algumas páginas achando que tinha perdido alguma coisa. As coisas só ficaram claras quando li o livro. Novamente passei o olho na HQ, achei o tal quadrinho "importante" e pensei: "faltou semiótica aqui".

Mas enfim, tá muito bom e eu recomendo!

Macbeth
Roteiro adaptado pro Marcela Godoy
Arte de Rafael Vasconcellos

Recomendo este inclusive para mim! Ainda não comprei, mas já folheei bastante e quero ler logo. Gosto muito das obras de Shakespeare e ver adaptações pra quadrinhos me deixa com vontade de tecer críticas, muitas críticas sobre elas. Hamlet até agora é a minha preferida, mas logo em seguida vem Macbeth.

Ainda não conheço o trabalho da Marcela Godoy, mas conheço o trabalho do Rafael e vale a pena ser visto, comprado, recomendado, encomendado...

Momotaro - o menino pêssego
Hideki Katsumoto

Este é um livro ilustrado pelo designer Hideki Katsumoto, que conta uma das lendas japonesas mais conhecidas do mundo! Até mesmo já recebeu adaptações com os personagens da Turma da Mônica, tamanha popularidade! Mas a melhor versão de todas, sem dúvida, é a que tem ilustrações do Hideki! Não li só neste ano, li ano passado também e acho que vou ler pra sempre!

O projeto gráfico do livro é lindo, as ilustrações são lindas, coloridas, divertidas... O livro é super tranquilo para ler, tem um glossário no final com algumas palavras japonesas e curiosidades sobre elementos da narrativa. Enfim, pra quem é criança e procura aventura, ou pra quem está interessado em cultura japonesa, fica a super dica!

Ahhhh.... mas só dá pra conseguir um exemplar contatando o Hideki, porque o livro não possui editora. Fica a dica pras editoras também!!

Desvendando Quadrinhos
Reinventando Quadrinhos
Desenhando Quadrinhos
Scott McCloud

Ninguém vira quadrinhista depois de ler esses 3 livros, porque não é suficiente. Mas eu diria que faz parte da bibliografia básica de quem se interessa pelo assunto. Todos os 3 livros são escritos em forma de quadrinhos, o que muita gente acha interessante. Eu, particularmente, acho completamente chato! Mas vale a pena ler, pois o lado bom de ser 100% ilustrado é não deixar dúvidas sobre o que está sendo dito.

McCloud cita bastante o mestre Will Eisner, então, quem quiser beber da fonte, fique a vontade também:

Quadrinhos e Arte Sequencial
Will Eisner

Eu tenho esse aí, mas há edição mais atual disponível no mercado. Acho que todos conhecem o Eisner como criador de Spirit, mas ele também já desenhou muitas capas para os quadrinhos da Disney, e trabalhou em muitas outras coisas. É considerado um dos maiores nomes quando se fala em quadrinhos no mundo!

Já tá bom?
Por hoje basta. Alguns dos livros acima já são conhecidos de posts anteriores, e com certeza capas novas aparecerão nos Cappuccinos de 2013.

Espero que todos tenham um bom fim de ano e que aproveitem bastante as festas!
Nos vemos em 2013!
Até a próxima! o/

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Conservação de livros

O Cappuccino de hoje é sobre uma grande preocupação que tenho em relação a conservação de impressos. No título do post usei a palavra "livros", mas as dicas que darei se aplicam a qualquer encadernado que você tiver em casa. Inclusive, usei meus mangás como exemplo para as fotos.

Há alguns dias tentei vender umas revistas da Turma da Mônica Jovem num sebo e notei que, com um ano de "uso", as revistas desvalorizaram 6 vezes mais que um carro! Eu não tenho dados quantitativos para embasar minha afirmação, mas no caso que vivenciei foi exatamente isso que aconteceu.

Média de desvalorização por ano.

Claro que o objetivo de um sebo é vender livro por um valor muuuuuuito menor que na livraria, mas poxa vida... será que a conservação do impresso não pode influenciar no valor da revenda? Eu recusei a oferta e voltei pra casa, afinal, mesmo querendo "me livrar" das revistas, prefiro dar de presente para alguém que valorize do que sair em tamanho prejuízo.

Antes de começar a dar as dicas de conservação, quero fazer uma pergunta: Qual a diferença entre os mangás abaixo?

Aparentemente nenhuma, né?

Eu havia comprado o volume 6 de Chobits num sebo certa vez, e esquecendo completamente disso tempos depois, comprei o mesmo volume numa livraria. No sebo em questão eu paguei um valor muito próximo ao valor original do mangá, e na livraria, paguei o valor da capa. Agora mostrarei a diferença:

Tcharaaaaam! Quantos perdigotos!

Ao contrário do que alguns pensam, essa mancha amarelada que aparece nos livros não são marcas de velhice, e sim sinais de má conservação. A prova disto é a foto acima, em que os mangás tem a mesma idade! O que ocasiona esse amarelado feio nas páginas são os perdigotos - gotículas de saliva, suor, gordura e demais fluidos corporais, que carregam inúmeras bactérias. Estas umedecem e oxidam o papel formando manchas medonhas e um cheio desagradável. Outra mancha comum de se encontrar são as de fungos, que são muito mais escuras, mas também são ocasionadas pela umidade.

Até agora eu nunca consegui remover as manchas das páginas, mas consegui cortar o desenvolvimento passando algodão com alcool nelas. O método mais eficaz de ter uma coleção limpinha é conservando sua limpidez e manuseando os impressos com cuidado. Além de não tossir, falar ou espirrar nos seus livros, é preciso mantê-los longe de poeira e traças.

- Ingredientes:
Conservar é muito simples, mas requer algum gasto extra.

Sacolinhas plásticas de tamanhos variados.

Essas sacolinhas são facilmente encontradas em lojas de embalagens. O pacote da esquerda vem com 100 unidades e comporta um mangá ou um livro formato de bolso; o rolo da esquerda vem com não-sei-quantas sacolas grandes, onde podem ser acomodadas até 12 volumes de mangas, com sobra.

- Modo de preparo:
Como disse lá em cima, usei meus mangás para demonstrar as etapas de cuidado com impressos, mas isso se aplica a livros, revistas, etc. A fim de não me perder, usarei sempre a palavra mangá, mas se o seu caso for outro, substitua mentalmente as palavras.

Trocando as sacolinhas.

Alguns mangás são vendidos já com um plástico em volta, mas eu prefiro trocar para uma sacola mais folgada para que haja camada de ar em volta do encadernado. Essa camada de ar evita atrito da capa com o plástico impedindo que a impressão seja danificada. Pelo mesmo motivo não recomendo o uso de plástico filme.

Muito cuidado aqui!

Não sopre a sacolinha para abrir, use as mãos! Ali em cima eu falei sobre os perdigotos... se você soprar dentro do plástico, vai infestar o ar de bactérias e seu trabalho será em vão. Lembrando também que é mais eficaz guardar um mangá por plástico.

Não faça isso!

A melhor forma de acomodar mangas em prateleira é horizontalmente, ao contrário da forma mostrada acima. Existe uma força que atua sobre os corpos chamada "gravidade", e se o peso (massa + gravidade) de uma coisa não for bem distribuída numa área, essa coisa deforma. O mangá na vertical possui uma área de base é muito pequena, por isso, se for colocado simplesmente em pé na prateleira, ele vai empenar fácil.

"Mas Nane, eu acho tão lindo uma prateleira com as lombadas dos livros lado a lado... Como faz?" - Simples, vamos precisar de duas coisas: 1) colocar mais um plástico envolvendo o mangá, desta vez de cima para baixo. Dessa forma seu mangá não pegará poeira em cima, nem ficará aberto embaixo para passagem de traças.

Vista uma sacola de baixo pra cima e outra de cima para baixo

2) não deixe espaço entre os mangás, mantenha tudo bem firme e justo na prateleira. Se o espaço for bem maior que a quantidade de mangás que tiver, alguns pesos laterais podem ser usados para dar essa firmeza. É importante que fiquem bem unidos para formar uma espécie de bloco cuja base comporta a ação da gravidade.

Há disponível no mercado diversos modelos de apoiador de livro

Eu até organizaria minhas coisas em prateleiras se meu quarto tivesse alguma. Atualmente meus mangás ficam dentro de um baú de plástico duro, e meus livros numa gaveta gigante debaixo da cama. Um dos meus sonhos é ter aquela biblioteca do castelo da Fera (A Bela e a Fera - Disney) um dia. xD

Por hoje é só! Qualquer dúvida, deixe um comentário ou envie email.
Até a próxima! o/

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Peanuts

Antes de começar a falar sobre o título do post, farei um pequeno histórico da minha experiência como leitora de tirinhas. Se bem que, acredito eu, não deve ser tão diferente da sua... Quer dizer, acho que começamos a apreciar esse tipo de narrativa da mesma forma: lendo jornal, pulando pra ultima página da revistinha da Turma da Mônica, fazendo exercícios de gramática na escola (quem aqui nunca leu todas as tiras do livro de Português antes das aulas começarem?). 

Encontrar tiras atualmente na internet é muito fácil, mesmo assim, foi com os livros impressos que comecei a "estudar" de fato a personalidade de cada personagem que conheci na infância... como as tirinhas seriadas se comportam num jornal; como deixar de comprar o jornal por um dia faz uma diferença danada pra entender as tirinhas do dia seguinte; como os autores programam a piada certa para o dia certo. Isso é lindo demais!

Pois bem, vamos falar de Schulz e Peanuts agora:
Charles M. Schulz é o autor de Peanuts - série que conheci há anos nos livros de gramática e depois acompanhei na versão animada para TV, com os especiais da "garotinha ruiva", "a grande abóbora", "o Natal de Charlie Brown", etc. Recentemente ganhei o quinto volume da coleção de livros Peanuts Completo num sorteio pelo Twitter. Cada livro possui 2 anos de tirinhas diárias que Schulz publicava no jornal - e foi pensando nisso, que passei a conhecer melhor o autor e admirar ainda mais seu trabalho.

Peanuts Completo vol 5 - editora L&PM

Eu já estava de olho nessa coleção desde a primeira vez que vi na loja, mas fui adiando a compra (igual faço com a tablet). Cada volume custa aproximadamente um combinado de sushi e sashimi de 58 peças! E como diz o ditado: Hana yori dango! xD Brincadeiras à parte, eu achei o preço justo! É uma coleção muito bem feita, com ótimo acabamento... vale a pena.

Como é Peanuts?
É triste! Quer dizer, quando você lê 5 tirinhas, você acha engraçado e reflexivo... Mas quando se lê 730, você começa a se sentir deprimido. Charlie Brown é um personagem deprimido e os amigos não ajudam muito para que essa situação mude. O humor consiste (na maioria das vezes) na depressão de Charlie Brown, mesmo que esse tipo de coisa não tenha lá muita graça de verdade. =/

Aprendendo a ficar deprimido... mas que puxa!

Schulz criou ao longo desses anos um mundo com personagens que evoluem e crescem. Todos eles com personalidades diferentes e que carregam os "defeitos humanos" com o jeito inocente de uma criança. No fim das contas, rimos e paramos pra pensar nos nossos erros como pessoas. Acho que é um mundo em que não seria agradável se identificar com algum dos personagens, mas eles nos são apresentados de forma tão simples e graciosa que acabamos por nos afeiçoar facilmente.

E daí?
E daí que, após minha fase de leitura intensa de Peanuts, pude brincar de entrar nesse mundo, e, ligeiramente revoltada (e contraditoriamente orgulhosa) com o "jeitinho brasileiro" de fazer as coisas, fui desabafar minhas frustrações num universo paralelo que me permite isso.

Fica aqui minha homenagem a Charles Schulz, quem eu tive o prazer de conhecer e admirar ainda mais o trabalho que fez. E fica também meu sincero respeito aos que vivem de tirinhas, pois não é um trabalho fácil e não é pra qualquer um.

 
 

Até a próxima! o/