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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Blue Period

Feliz Ano Novo, leitores!
Como vocês estão?

Nosso 2022 começou e espero que seja um ano infinitamente melhor do que os anteriores. A pandemia ainda está mexendo muito com a minha saúde mental e, consequentemente, afetando minha produção artística. Precisamos de ânimo (e todas as doses da vacina) para não deixar a peteca cair, certo?

Quero trazer pra vocês a dica de um anime que comecei a acompanhar no Netflix: Blue Period. Tem tudo a ver com nossa vida de artista e sobre como é importante ter uma produção constante, fazer exercícios, buscar inspiração... Tô curtindo horrores!


A animação conta a história de Yatora, um colegial que se apaixona por arte às vésperas de decidir qual caminho seguir após se formar no ensino médio. Apesar da temática, o anime não dá ênfase ao ambiente de sala de aula, e nos dá a chance de acompanhar a rotina de Yatora do lado de fora do colégio.

Os episódios saem semanalmente aos sábados e já deve ter mais de 10 disponíveis na plataforma, caso alguém queira maratonar.

Aviso aos mangazeiros:
Existe o mangá também!!! Está sendo publicado no Japão pela Kodansha desde 2017, mas não sei se alguma editora trouxe ou tem planos de trazer para o Brasil. Se você souber, deixa a dica nos comentários, por favor. 💙


Desde Bakuman eu não sentia uma ligação tão forte com a história de algum anime/mangá. Quando toca a musiquinha de abertura então, meu coração acelera de um jeito inexplicável.

Me conta se gostou do anime também.
Boa semana, galera! o/

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Exposição Isto é Mangá

Olá!

Pronto para mais um rolê em centros culturais? O nosso passeio anterior foi na exposição "Olá, Mauricio!" e hoje vamos saber um pouco mais sobre a Isto é Mangá, que ficará na Japan House SP até o dia 05 de janeiro de 2020. A Japan House, para quem não conhece, é uma instituição criada pelo governo japonês para difundir arte e cultura japonesa em vários países. Aqui no Brasil, ela fica na cidade de São Paulo, na famosa Avenida Paulista.

Painel de entrada da exposição Isto é Mangá.

Isto é Mangá fala sobre a carreira do premiado quadrinista japonês (mangaka) Naoki Urasawa - autor de 20th Century Boys, mangá lançado pela Shogakukan e publicado aqui pela Panini. Inclusive, eu só conhecia essa obra dele, e me surpreendi bastante na exposição vendo as outras criações.

O espaço é bem grande, e conta com vários biombos contendo páginas originais dos mangás de Urasawa. Por questões legais, infelizmente não é permitido fotografar essas páginas de quadrinhos, mas é muito legal ver de perto o processo de artefinal de um mangaka de verdade. Retículas coladas, esboços e anotações em lápis azul (non-photo blue), machas de nanquim corrigidas com tinta branca, páginas especiais coloridas com aquarela... Que pena não poder registrar isso para vocês!

Havia também nas paredes alguns painéis com cópias em grande escala das obras. Estes sim poderiam ser fotografados, inclusive para interagir e compartilhar nas redes sociais. A Japan House sugere o uso das hastags #UrasawaNaJHSP e #IstoéMangá para divulgar a exposição.

Painel mangá YAWARA! / Painel mangá MONSTER

Boneco e painel de 20th Century Boys.

Ideias para capa do mangá PLUTO / Painel dos quadrinhos BILLY BAT
*cocriação de Takashi Nagasaki

Além disso, também estavam expostas as cópias de cadernos de quando Naoki Urasawa era criança, contendo suas primeiras histórias originais. Conseguimos acompanhar, desta forma, a constante evolução do traço do artista e sua capacidade de transformação. Billy Bat, por exemplo, embora contenha muitos elementos característicos dos quadrinhos japoneses, está carregado de inspiração nos cartuns americanos da década de 1920, como Gato Félix.

Vou deixar abaixo imagens do folder, no qual podemos obter mais informações sobre o artista, e sobre o mangá e sua importância cultural.

Folder da exposição - cliquei na imagem para ampliar

Espero que tenha curtido nosso passeio. Quem gosta de quadrinhos, gosta de desenhar, e estiver por São Paulo, visite a exposição. É fácil chegar, não paga nada pra entrar, e faz um bem danado! Para quem mora longe, também é possível sentir o gostinho da exposição visitando o site da Japan House e acompanhando as hashtags já mencionadas.

Um agradecimento super especial ao Hideki, que estava comigo no dia e cedeu algumas fotos que fez lá para que eu pudesse compartilhar a experiência aqui no Cappuccino. 

Vejo você no próximo rolê!
Até mais! o/

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Olá, Mauricio!

Ei, gente! Tudo bem? Como está a rotina de desenho? Espero que à todo vapor!!!

Depois de sumir por um tempo, estou de volta trazendo uma dica super bacana de rolê gratuito pra você: a exposição Olá, Mauricio!, no Centro Cultural Fiesp, na cidade de São Paulo. A mostra começou em julho, e temos aí mais alguns meses para aproveitar.

Imagem do folder com Programação de Setembro do SESI-SP;
+ Bidu gigante na entrada do prédio da Fiesp.

Mesmo com uma duração bacana, eu sei que muitos admiradores do trabalho do Mauricio e fãs da Turma da Mônica não tem a oportunidade de viajar até São Paulo para conferir de pertinho o que está rolando. Eu mesma passei por isso várias vezes! Perdi muitas exposições legais que acontecem aqui na "terra da garoa" porque morava longe e não tinha condições de vir... Mas, calma! Quero compartilhar contigo a experiência. Vamos juntos?

Primeiro painel da exposição.

A mostra é sobre as contribuições de Mauricio de Sousa nesses 60 anos de carreira. Ele, que começou jornalista, hoje tem papel super importante na cultura brasileira, tanto na área do entretenimento quanto na de educação, por meio dos quase 500 personagens de quadrinhos que criou. O painel de entrada, na metáfora de página dupla de jornal, conta um resumo de sua vida profissional e traz imagens de diversos momentos, incluindo a primeira tirinha publicada - Bidu e Franjinha.

Painéis de apresentação das personagens dos núcleos
Chico Bento (acima) e Astronauta (abaixo).

Na primeira parte da exposição temos contato com as personagens organizadas de acordo com seus núcleos. Os painéis são gigantes, super coloridos, e podem ser fotografados (sem flash, lógico). Fui num horário bem tranquilo, então consegui tirar fotos bem abertas pra mostrar alguns deles.

Agora pasmem! Quando as apresentações das personagens acabam, a gente encontra uma réplica da estação de trabalho do Mauricio. Confesso, senti muita vontade de pular a faixa de segurança e sentar ali pra saber qual a sensação. Dicionário, canetas de todas as cores e miniaturas são alguns dos itens em cima da mesa, sem contar com maravilhosas páginas originais (ou cópias das originais) de Turma da Mônica Jovem. A lágrima só não escorreu porque tinha um segurança me olhando fixamente.

Réplica da mesa de trabalho do Mauricio de Sousa.

Aí, meu coração que já estava abalado, quase encerra atividade quando me dirijo à segunda parte da exposição: Histórias em Quadrões -  a releitura que o Mauricio fez das obras de grandes artistas. Esta ala começa com vááááários originais dos esboços protegidos de mim por um vidro.

Esboços originais de Histórias em Quadrões.

Os "quadrões" são quadrões mesmo. Telas bem grandes pintadas à tinta, com personagens da Turma da Mônica dando ar da graça em famosas obras de arte. Encontrei, dentre os esboços, o do meu "quadrão" favorito - Cebolinha tocador de pífaro (releitura de O tocador de pífaro, de Édouard Manet).

Cebolinha tocador de pífaro.

Porém, a versão à tinta não estava exposta, buááá!! Mas aproveitei a oportunidade para eleger um segundo favorito dentre os presentes na galeria. A escolha foi bem óbvia, na verdade: a releitura d'A grande onda de Kanagawa, do mestre japonês Hokusai.

A grande onda de Kanagawa.

O final da galeria fica na saída do espaço, encerrando a exposição, e isso me deu uma sensação triste de "poxa... acabou." - daí, retornei pela porta de entrada e percorri tudo de novo! Sim... perambulei lá dentro DUAS vezes e pretendo ir de novo, porque dá pra absorver muita informação.

Do lado de fora, professores organizavam seus alunos para entrar. Senti tanta vontade de conduzir eu mesma um grupo de crianças e explicar os personagens, contar sobre como as historinhas do Mauricio me ajudaram quando eu tinha a idade delas, ensinar história da arte pegando a deixa dos Quadrões... Passou um filme na minha cabeça. Me vi criança desenhando a Mônica e falando  que seria desenhista.

Senha simbólica para fila da exposição Olá, Mauricio!

Bom, trouxe comigo dois bilhetinhos da senha simbólica que é distribuída lá dentro. Uma é minha e a outra é sua, leitor, que foi junto por meio desta postagem. 

A exposição tem muito mais do que mostrei aqui. Perderia a graça se eu mostrasse tudo também, né? Se você tiver chance, gosta de desenhar, gosta de quadrinhos, visite. Fica aberto de terça à sábado, das 10h às 22h; e aos domingos, das 10h às 20h - até dia 15 de dezembro de 2019.

Se já foi, ou pretende ir, deixe um comentário contando sua experiência. Caso não possa ir, mas interessou, deixe suas perguntas aqui nos comentários, que a gente troca ideia também. Beleza?

Até a próxima! o/

segunda-feira, 24 de julho de 2017

HQ - o início das tirinhas do #casalchan

Hoje vou postar aqui algumas das tirinhas que andei fazendo - e que quando posso, continuo produzindo - baseadas em acontecimentos da minha vida. Quando ficam prontas, vão para o Instagram, mas como elas são sequenciais, acredito que lá não seja a melhor ferramenta para visualizações posteriores. Por isso, postarei aqui também.

Vou começar pelo arco do #mermay - movimento em que vários artistas desenhavam sereias durante o mês de maio (mer, de mermaid: sereia, em inglês; may: maio, em inglês). As tirinhas começaram quando percebi que as sereias que eu estava desenhando não eram... hmm... sereias "de verdade".





Espero que tenham gostado.
A sua vida também renderia uma série em quadrinhos? Aposto que sim. rs
Até a próxima! o/


quarta-feira, 30 de março de 2016

Tesouro - Nossa História em Quadrinhos

Uma das maravilhas que acontecem na vida de um estudante é poder participar de projetos de pesquisa e extensão durante sua passagem pela academia. Design em Quadrinhos, nascido em 2011 no Departamento de Desenho Industrial da UFES, foi um dos grupos de pesquisa dos quais participei, e é com muita felicidade no coração que hoje apresento a vocês o fruto do trabalho que desenvolvemos ao longo desses anos.

Design em Quadrinhos - UFESTesouro - Nossa História em Quadrinhos.

O projeto consistia na produção de uma história em quadrinhos voltada para alunos do Ensino Fundamental, e para isso tivemos como parceira a Escola Municipal de Ensino Fundamental Experimental de Vitória, contando com a supervisão de professores, pedagogos e pesquisadores para que pudéssemos desenvolver com qualidade um material que auxiliasse na aprendizagem da História do Espírito Santo.

Integrantes do DQ - Design em Quadrinhos

Para elaboração do roteiro, foram longos meses de estudo de História aqui do Estado, e depois mais longos meses de desenvolvimento das outras etapas do projeto - storyboard, desenho, arte final, colorização, letreiramento, etc - todas elas baseadas em teoria de design para tomada de decisões quanto a forma, representação, escolha tipográfica. Enfim, o estudo rendeu um projeto de graduação e mais 9 pesquisas de iniciação científica, fora participação em eventos de design como oficina de quadrinhos. Foi tudo muito lindo!

Design em Quadrinhos - UFESPágina interna e capa

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) promove editais que incentivam e fomentam criações de materiais relacionados a produção e desenvolvimento cultural. Nosso projeto foi agraciado por um desses editais, que concorremos pela Secult ES, possibilitando a distribuição do nosso Tesouro em escolas públicas aqui do Estado.

Fiquei muito feliz e emocionada com o resultado!
DQ, parabéns pela conquista!! =)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Minhas HQs de Tex Willer

Há um bom tempo, depois de participar da pesquisa sobre HQs na universidade e longas conversas sobre material de referência para desenho com a Suco, alimentava a ideia de comprar um exemplar de Tex. Essa série antiga, apesar de ser ambientada num Velho-Oeste dos Estados Unidos, é italiana e possui uma estética bem bacana, trabalhada em preto e branco com muuuuuito contraste. Lindo!

Como não gosto de ficar olhando muito tempo pra telas de computador, comprei um exemplar da revistinha na banca, para poder consultar sempre que quiser. Como a série ainda está sendo republicada (pela Mythos Editora), o preço de capa nas bancas está R$8,30 para revistas simples (umas 100 páginas), mas edições antigas podem ser encontradas por um valor bem mais baixo em sebos.

Capas das edições que comprei.... na banca. xD

Quando cheguei em casa, mostrei a revistinha pro meu pai e ouvi um discurso bastante empolgado sobre como Tex fez parte da vida dele, quando mais jovem, trocando livros e gibis com amigos. Daí meu pai pegou a revistinha e levou pro quarto dele. Catou na cara de pau! Esperei ele se distrair e catei de volta. hauAHuahUA

Sinceramente, eu tinha um certo preconceito com Tex, de ser HQ de tiozinho... mas, cara, na moral, foi só começar a ler que me apaixonei perdidamente mudei de ideia. Tem lá seus problemas de balonagem e fluxo de leitura em alguns quadros de ação, mas é como ler um western Sherlock Holmes. A história é muito boa! =P

Partiu desenho!
Na companhia do amigo de infância do meu pai, e na folguinha depois do almoço, esbocei minha versão do ranger chefe dos navajos, Sr. Willer.

Tex e Dinamite (cavalo) - rascunho

Depois, num raríssimo momento de folga em casa, consegui passar nanquim tentando trabalhar contraste, peso de linha, hachuras. Que saudade eu tava do cheiro de nanquim!!

Para colorir usei marcadores à base de água e de álcool, olhando as cores de capa da revistinha como referência, pois como disse lá em cima, as páginas internas são em preto e branco. Existe a edição toda colorida de Tex também, caríssima, mas nem me atrai.

Dinamite - colorido com marcadores diversos.

Poucos dias depois voltei na banca pra fazer a limpa! Comprei mais um exemplar da revistinha do Tex, uma edição de outro com história completa, e, por indicação de um brother, uma revistinha do Zagor pra experimentar. É legal também, e estou na metade já!

Zagor é esse cara muito macho segurando a machadinha!

O tio da banca ficou animado por ver "uma jovem" comprando essas coisas e quis conversar pra descobrir o porquê. Falei que a princípio era para referência de desenho, mas que depois de ler acabei gostando. Penso em voltar na banca qualquer hora para mostrar os estudos que fiz. =)

Bons estudos!
Até a próxima! o/

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Ciência, tecnologia e mais quadrinhos!

Como foi dito no post anterior, tá acontecendo aqui em Vitória, dos dias 22/10 a 25/10, a 10ª Semana Estadual de Ciências e Tecnologias. A galera do grupo de extensão DQ - Design em Quadrinhos está participando desse evento e divulgando os trabalhos desenvolvidos no estande da UFES.


Revistinhas impressas com várias HQs produzidas na disciplina ofertada no ano passado.

As pessoas envolvidas no projeto - tanto alunos de pesquisa e extensão, quanto quem cursou a disciplina de HQ - tiveram a felicidade de ver suas histórias em quadrinhos impressas numa coletânea feita pelo DQ¹. A revistinha fala um pouco sobre os projetos desenvolvidos pelo grupo de pesquisa do NIPP e divulga os talentos descobertos no Desenho Industrial.

Família McCleod - roteiro do Toscano com meus desenhos.

Esse material está sendo distribuído lá na exposição para os interessados, mas caso você não possa dar um pulinho lá na feira para conferir nosso trabalho, as historinhas podem ser lidas online lá no blog do DQ.

Até a próxima! o/

_______________________________________________________________
¹ - projeto gráfico de Babi Fonseca e Matheus Rocha


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Ciência e tecnologia... e quadrinhos!


O projeto de extensão DQ - Design em Quadrinhos foi convidado para participar da X Semana Estadual de Ciência e Tecnologia, que acontecerá entre os dias 22 e 25 de outubro na Praça do Papa, em Vitória. Preparamos uma porção de material bacana pra divulgação e explicação dos projetos desenvolvidos, e claro, muitas histórias em quadrinhos!

Até lá! o/

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Livro do Mistiras

Meus vizinhos de blog - Ary Santa Cruz e Luciano Félix lá do Mistiras - estão com um projeto bem interessante no Catarse: eles querem lançar um livro com as tiras publicadas no blog em 2012, desenhos inéditos, bastidores das produções das tirinhas, rascunhos...

Para quem não conhece, o Catarse é uma comunidade de financiamento coletivo. Isto é, você pode financiar um projeto que acha interessante e ajudar a sair do papel. Há várias categorias de investimento, e cada uma delas oferece um tipo diferente de bonificação aos colaboradores. No caso do Livro do Mistiras, você pode ganhar desde o nome nos agradecimentos, até um pacotão com o livro, camisas, desenhos exclusivos, etc. 

Clicar na imagem te leva para a página no Catarse

Eu já dava risadas com os roteiros nerds do Ary super bem solucionados pelo Luciano, mas eles me ganharam mesmo depois do Um Teco e do arco do dublador Marco Parlla de férias com a namorada. Se os meninos conseguirem publicar, não precisaremos depender da internet pra ler todas as tiras na hora que quisermos, e além disso, teremos em mãos um excelente guia de referências pra desenho. \o/

Oh céus!

Enfim, fiz minha parte e aguardo ansiosamente pelo livro!
Até a próxima!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Triple Trouble - a treta continua!

Lembra do post Double Trouble? Pois bem... acho que nunca acertei tanto num título, pois essa história só me trouxe dor de cabeça até agora. (¬_¬)

Todos os autores que participaram enviando suas histórias assinaram um contrato dizendo que receberiam gratuitamente um exemplar da revista, além de uma porcentagem de desconto na compra de exemplares. Acontece que mais de um ano se passou e não "vi o cheiro" do meu exemplar ainda! 

Cabeça de bacalhau!

Ao longo desse tempo todo fiz várias cobranças por e-mails ao responsável da extinta PADA (só que de lá pra cá a sociedade faliu!), e ele sempre me pedindo para esperar um pouco mais. Até levar o caso à Justiça foi cogitado por mim, mas quer saber? Não vale a pena tanta dor de cabeça. A única coisa que posso fazer mesmo é esperar pra ver se um dia a revista chega.

Estou no processo digestivo da famosa "lição aprendida". Não quero ser radical a pronto de desacreditar no mercado independente de quadrinhos brasileiros; mas é necessário que a atenção seja redobrada daqui pra frente. Lastimo este episódio, e lamento por todos os outros autores que tiveram suas propriedades intelectuais exploradas desta forma sem receber um centavo pelo serviço.

Sendo portanto detentora de todos os direitos sobre Double Trouble, disponibilizo a HQ para leitura aqui:


Eu achava mais legal ano passado! xD


Até a próxima! o/

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Mágico de Oz em quadrinhos

O primeiro filme com "gente de verdade" que assisti na vida foi o musical O Mágico de Oz. Na época eu estava com mais ou menos 6 anos de idade e fui visitar a casa de tios da minha mãe. Lá não tinha muito o que uma criança fazer, então a prima de mamãe colocou a fita desse filme pra mim.

Dorothy e seus amigos com a Bruxa do Oeste

Foi um pouco assustador, tive vários pesadelos com ele depois, mas gostei e assisti várias outras vezes depois. O filme é muito velho, longo e cheio de música, precisa ter paciência pra assistir. Mas foi uma super produção na época e a história é muito boa. O roteiro é uma adaptação do livro homônimo de L. Frank Baum.

Adquiri há alguns anos o livro no formato de bolso pela editora L&PM. Ele traz a aventura de Dorothy muito mais detalhada, claro. Mas considerando a linguagem do cinema nos anos 30, o filme resumiu a história em uma adaptação muito boa e divertida.

Por que estou falando disso?
Porque ontem ganhei de presente a versão da obra de L. Frank Baum em quadrinhos! Nem sei o que falar sobre a publicação... a capa é linda, as ilustrações (tanto desenho quanto cor) são maravilhosas, os quadros parecem muito bem resolvidos, o cheiro é bom. Incrível!

A capa é essa aqui.

Tô com aquela mistura de sentimentos de "não quero ler para durar pra sempre" com "quero ler tudo de uma vez só". No fim das contas eu tô me segurando pra ler devagarinho e apreciar cada página, porque o trabalho foi muito bem executado e a HQ está excelente.

Por fim...
Sem dúvida, essa é uma de minhas histórias preferidas, e juntar isso com quadrinhos foi sensacional. Fiquei demasiadamente feliz com o presente. Foi uma surpresa e tanto! Recomendo a leitura.

"we are off to see the wizard, the wonderful wizard of Oz"
Até a próxima! o/

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pato Donald - canetinhas hidrográficas

Tudo joia?
Sempre que a minha cabeça pára de funcionar enquanto desenvolvo meu projeto de graduação, eu faço uma pausa para refrescar as ideias. Daí fui ler uma história da revista Jumbo da Disney, que é uma coletânea com mais de 500 páginas de quadrinhos dos personagens Disney. 

Existem outras versões mais baratas e com menos páginas, tão legais quanto! Não sei se foi porque tive o primeiro contato com esses personagens em animações, mas cada vez que os vejo nos quadrinhos, leio como se estivesse assistindo ao desenho animado. Mas não fiquei só na leitura...

acabei desenhando um Donald

A arte final dessas revistinhas é muito boa em matéria de espessura de linhas de contorno! E cada história é desenhada e finalizada por pessoas diferentes, dando pra comparar os traços e estilos. Acho isso bastante interessante para se ter como referência e fazer exercícios. =)

Bom, aí desenhei esse Donald no meu sketchbook usando como base dois artistas distintos da revista, um pro desenho do cenário e outro pro desenho do personagem. Para esse exercício foram usadas caneta nanquim 0.3 no contorno e Pentel pocket brush no preenchimento.

trabalhando as linhas...

Queria colorir com marcadores, mas o papel do bloquinho só tem 130g/m² de gramatura, e a tinta do marcador vaza pro outro lado. Como no verso da folha estava o desenho com lápis de cor finalizado, não queria usar algo que pudesse estraga-lo. Aí fiz testes com canetinha hidrográfica a fim de saber o quanto podia usar sem saturar o papel.

comprovando que usar marcador não daria certo

A canetinha hidrográfica venceu! e o resultado foi este:

o Pato Donald é um personagem © Disney! ;)

Infelizmente a canetinha mancha bastante em áreas grandes, onde sobreposição da tinta é inevitável. Como o exercício era mais voltado para espessura de linha do que pra acabamento em cor, não liguei. As canetinhas são uma opção muito legal para se usar em desenhos esquemáticos, quando há intenção de visualizar imediatamente como algo ficará depois de colorido e impresso.

Por hoje é só, preciso voltar ao trabalho.
Até a próxima! o/

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Leituras para 2013

Quem achou que o mundo fosse acabar, levanta a mão! o/
Pois é, não acabou. 

No post de hoje eu vou falar sobre algumas (não cabem todas) leituras de HQ e livros ilustrados que fiz durante o ano que se passou e meio que recomendar essas leituras para quem tiver os mesmos interesses que os meus sobre quadrinhos, desenho, roteiro... ou quem simplesmente busca diversão e entretenimento. Deveria ter feito isso antes do Natal, para que desse tempo da galera pedir alguns exemplares pra Papai Noel, mas esqueci completamente! Bom que agora dá tempo para organizar a lista de presentes de aniversário do ano que vem, né?

Vamos lá!

Atronauta Magnetar
Danilo Beyruth

Eu faria um Cappuccino inteiro sobre esta HQ, mas tenho medo de dar spoiler do conteúdo. Vale muito a pena ler, a história é linda, reflexiva, bem trabalhada, e a arte é incrível! Não sei o quanto de autonomia (fazer o que quiser) Danilo Beyruth teve na construção do roteiro, afinal, quando se brinca com brinquedos dos outros, é preciso ter muito cuidado! Mas ele mandou super bem e fez o Astronauta ficar muito mais interessante.

Peguei o hábito de ler tudo com meus olhos críticos de designer, então também achei alguns recursos ruins na construção de algumas páginas, mas nada que comprometa a história. Mas isso também é história pra outro Cappuccino.

Peanuts - Obra completa
Charles Schulz

A imagem é da capa do volume 5, que eu ganhei num sorteio da L&PM no Twitter.

Muito bom ver como as coisas são resolvidas por Schulz de maneira inocente e simples. Confesso que fiquei deprimida depois de ler tudo, porque o Charlie Brown sofre demais, credo! Já fiz um Cappuccino sobre isso uma vez, mas vale a pena insistir para que leiam a coleção.

É diversão garantida!

Calvin e Haroldo 
Criaturas Bizarras de outro Planeta
Bill Watterson

Esse eu ganhei de aniversário do meu amigo Gk. Não sei se foi proposital me dar um livro sobre alienígenas ou se foi uma trollagem sem querer, mas definitivamente ele acertou no presente. Embora seja o único exemplar que possuo, já peguei emprestado pra ler quase toda a coleção dos livros com tirinhas do Calvin lançada aqui no Brasil.

As tiras do Calvin e Haroldo são sensacionais! Sou muito fã do Watterson e leio cada página como se fosse a última. Minha visão de designer ainda não achou um problema na construção dos quadros. =P

20.000 Léguas Submarinas
Adaptação de roteiro por João Marcos
Desenhos de Will

A adaptação da obra de Verne, que conta como o Professor Aronnax, Conselho e Ned Land foram parar no interior do submarino Náutilus com Capitão Nemo, ficou muito boa! Eu adorei e acho que é perfeito não só para o público ao qual se destina, mas um ótimo passatempo para quem procura algo interessante e rápido para ler.

Achei problemas nas construções de algumas coisas nas páginas, ora em relação à ordem de leitura, ora por falta do esclarecimento de alguns detalhes importantes para a compreensão da história. Digo isso porque desta vez quis ler a adaptação antes de ler a obra original, e no final precisei voltar algumas páginas achando que tinha perdido alguma coisa. As coisas só ficaram claras quando li o livro. Novamente passei o olho na HQ, achei o tal quadrinho "importante" e pensei: "faltou semiótica aqui".

Mas enfim, tá muito bom e eu recomendo!

Macbeth
Roteiro adaptado pro Marcela Godoy
Arte de Rafael Vasconcellos

Recomendo este inclusive para mim! Ainda não comprei, mas já folheei bastante e quero ler logo. Gosto muito das obras de Shakespeare e ver adaptações pra quadrinhos me deixa com vontade de tecer críticas, muitas críticas sobre elas. Hamlet até agora é a minha preferida, mas logo em seguida vem Macbeth.

Ainda não conheço o trabalho da Marcela Godoy, mas conheço o trabalho do Rafael e vale a pena ser visto, comprado, recomendado, encomendado...

Momotaro - o menino pêssego
Hideki Katsumoto

Este é um livro ilustrado pelo designer Hideki Katsumoto, que conta uma das lendas japonesas mais conhecidas do mundo! Até mesmo já recebeu adaptações com os personagens da Turma da Mônica, tamanha popularidade! Mas a melhor versão de todas, sem dúvida, é a que tem ilustrações do Hideki! Não li só neste ano, li ano passado também e acho que vou ler pra sempre!

O projeto gráfico do livro é lindo, as ilustrações são lindas, coloridas, divertidas... O livro é super tranquilo para ler, tem um glossário no final com algumas palavras japonesas e curiosidades sobre elementos da narrativa. Enfim, pra quem é criança e procura aventura, ou pra quem está interessado em cultura japonesa, fica a super dica!

Ahhhh.... mas só dá pra conseguir um exemplar contatando o Hideki, porque o livro não possui editora. Fica a dica pras editoras também!!

Desvendando Quadrinhos
Reinventando Quadrinhos
Desenhando Quadrinhos
Scott McCloud

Ninguém vira quadrinhista depois de ler esses 3 livros, porque não é suficiente. Mas eu diria que faz parte da bibliografia básica de quem se interessa pelo assunto. Todos os 3 livros são escritos em forma de quadrinhos, o que muita gente acha interessante. Eu, particularmente, acho completamente chato! Mas vale a pena ler, pois o lado bom de ser 100% ilustrado é não deixar dúvidas sobre o que está sendo dito.

McCloud cita bastante o mestre Will Eisner, então, quem quiser beber da fonte, fique a vontade também:

Quadrinhos e Arte Sequencial
Will Eisner

Eu tenho esse aí, mas há edição mais atual disponível no mercado. Acho que todos conhecem o Eisner como criador de Spirit, mas ele também já desenhou muitas capas para os quadrinhos da Disney, e trabalhou em muitas outras coisas. É considerado um dos maiores nomes quando se fala em quadrinhos no mundo!

Já tá bom?
Por hoje basta. Alguns dos livros acima já são conhecidos de posts anteriores, e com certeza capas novas aparecerão nos Cappuccinos de 2013.

Espero que todos tenham um bom fim de ano e que aproveitem bastante as festas!
Nos vemos em 2013!
Até a próxima! o/

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

DQ - Design Computacional e outras histórias

O blog da disciplina de Quadrinhos da Ufes já está sendo atualizado com as histórias maiores que foram produzidas durante o período letivo de 2012/1. Todas elas contam um pouco sobre a importância de algumas matérias ou assuntos do curso de Design.

As histórias do blog são mais longas (variam entre 13 e 17 páginas) e servem não só para quem já passou pelas mesmas situações dos personagens principais, também orienta quem almeja ingressar no curso, mas que não faz ideia do que aprenderá por lá.

A minha HQ, Design Computacional, já está online. Ela conta o drama de Nicolas - que deixa pra fazer um trabalho importante na véspera da entrega.

clique na imagem acima para ler a HQ Design Computacional

Para ler as outras histórias, basta clicar aqui em Design em Quadrinhos!
Até a próxima! o/


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Grande Mac!

Macbeth

Que eu gosto de livros e quadrinhos não é segredo algum! Todos sabem disso, até quem tem a infelicidade de pegar o ônibus no mesmo horário que eu. Quando a leitura envolve os dois - adaptação de um livro para quadrinhos -, a coisa fica ainda mais interessante!

Geralmente as adaptações para quadrinhos são feitas não só para estimular a leitura, mas também como forma de popularizar um certo livro. Há vários trabalhos desse tipo no mercado, os quais ainda não tive a oportunidade de adicionar a minha biblioteca particular, mas folheei inúmeras vezes nas livrarias. O motivo de não ter feito isso ainda é gostar de ler a obra original antes de ver suas adaptações, independente da mídia (filme, série, quadrinhos, jogo, etc). Acontece também de encontrar coisas que já li, mas as vezes o traço do ilustrador não me agrada tanto... aí acabo deixando pra lá.

Uma das editoras que investem nisso é a Editora Nemo, que já publicou nomes da literatura mundial, como Júlio VerneWilliam Shakespeare, e há alguns dias foi anunciado por ela o lançamento de Macbeth para a série Shakespeare em Quadrinhos.


Terminei ontem de ler Macbeth (livro) publicado pela L&PM e agora estou ansiosa para ler a versão em quadrinhos por vários motivos: adoro Shakespeare; conheço o ilustrador; gosto de adaptações; estou curiosa para saber como os personagens foram desenhados; quero conhecer o trabalho da roteirista e saber se fez uma boa adaptação; etc.

Recomendo a leitura das obras de Shakespeare, galera! Macbeth é uma das minhas preferidas.
Até a próxima! o/


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pelo mundo: Portugal

Nane e Hugo Damas - Torre de Belém
E aí, beleza?
Hoje estou aqui  em Lisboa, tomando Cappuccino com o "aspirante a roteirista de sucesso" Hugo Damas, quem conheci através da Padawan Paula (LabPC) - que atualmente trabalha com ele desenhando a webcomic Torven X. Na conversa, falamos não só das Bandas Desenhadas (HQs) que escreve, mas também sobre a visão dele sobre o mercado de quadrinhos em Portugal.

Torven X e Aegis Omega
Essas são as duas "bandas desenhadas" que o Hugo Dantas escreve atualmente. A primeira, possui a Padawan Paula como desenhista, a segunda é desenhada pelo norte americano Matt Johnson. Você pode ler as HQs clicando na imagem abaixo.


Aspirante a roteirista de sucesso? (õ_o)
É que mesmo escrevendo duas séries e investindo numa nova empreitada, Hugo Damas não se considera ainda um roteirista de sucesso. Para ele, sucesso é quando se tem colaboradores dispostos a trabalhar com você, além de ter o trabalho reconhecido e publicado. Apesar de não ter ainda publicado formalmente suas histórias, Hugo se anima com a possibilidade de viver de sua escrita devido à colocação das suas HQs no hanking de leitura do site e a quantidade de fãs que conquistou.

"Estou no mesmo poço de lama que o resto dos milhares, 
só tive a sorte de agarrar uma ou duas cordas."

Mas minha surpresa veio ao perguntar pra ele se pretendia fazer "escritor de HQ" sua profissão principal, pois a resposta enigmática foi "Não. ...e sim.". Daí ele me disse que escreve roteiros para quadrinhos por afinidade com a linguagem, mas que seu objetivo mesmo é ser story-teller.

Por que inglês?
Aqui no Brasil, quando expomos nossas "habilidades" na internet, o sucesso começa de dentro do país pra depois sair. Podemos citar como exemplo o roteirista Estavão Ribeiro, cuja história Pequenos Heróis (que fez sucesso aqui no Brasil) é hoje vendida em outros países! Acostumada com essa ordem de acontecimentos, perguntei ao Hugo por que ele começou suas histórias em inglês, me dando a entender que pretendia primeiro abraçar o mundo.

Ele explicou que desde muito cedo começou a escrever em sites de RPG para interagir com outros escritores, e que seu contato com filmes estrangeiros também o ajudou a pegar certa fluência no idioma, a ponto de não conseguir imaginar um diálogo ou um grito de desespero tão impactante numa história se não fosse em inglês. Outro fator que influenciou nessa escolha, foi o discurso de seu pai - "dirija-se ao mundo lá fora." (ou algo do tipo).

Como funciona em Portugal?
Interessada nesse ponto de vista, perguntei sobre o mercado de quadrinhos em Portugal, principalmente onde ele mora, que é perto de Lisboa. A resposta foi que há publicações portuguesas de quadrinhos sim, porém são publicações de pouca relevância no mercado. É mais comum o consumo de HQs que vem de fora, como DC, Marvel, Turma da Mônica... E pasmem! Hugo começou o seu contato com quadrinhos lendo Turma da Mônica na infância.

Disse ainda que quem quer viver de quadrinhos profissionalmente em Portugal precisa ser muito apaixonado pelo gênero, e que o mercado de jogos é mais atraente que o de HQ. E os apaixonados por quadrinhos que conhece trabalham em projetos internacionais.

O que uma pessoa precisa pra trabalhar com quadrinhos?
Pra Hugo Damas, primeiramente a pessoa deve se certificar que é esse o sonho dela. Tanto roteirista quanto desenhista precisam se dedicar ao máximo àquilo que sabem fazer, e não devem confiar apenas no talento. Disciplina para a produção é algo fundamental, pois, ao contrário do que possa parecer, trabalhar com quadrinhos é muito trabalhoso.

"Tem que ter o amor e o sonho, se não vão parar.
Não há espaço para todos."

As vezes uma pessoa pode desenhar muito bem, mas sofre para fazer uma página de quadrinhos. O bom escritor, por sua vez, não é definido apenas por ter uma boa ideia... essa pessoa precisa saber escrever sobre essa boa ideia e garantir que seja inédita, e precisa também agradar uma grande quantidade de pessoas.

"(...)Se você não consegue fazer uma página sem se cansar, 
e tendo acabado, não se sente realizado, esqueça.
(...)Se você não consegue escrever 100 páginas numa semana, 
de duas histórias, sem se cansar e, tendo acabado,
não se sente realizado, esqueça."


E os famosos Pasteis de Belém?
Você só encontra em Belém! xD

Espero que tenham gostado do especial Cappuccino pelo mundo: Portugal!
Até o próximo! o/