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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Transformei minha planta em personagem!

Você conhece uma planta chamada Maria Dormideira? Dormideira, para os mais íntimos, é aquela plantinha que fecha as folhas ao encostarmos nela. Sempre quis ter em casa, porque me faz lembrar da minha infância, quando ia no sítio dos meus avós e cantávamos: "dorme, dorme, dormideira, pra acordar segunda-feira".

Pois bem, recentemente consegui uma mudinha aqui pro apartamento e nesta semana ela floriu pela primeira vez. Foi um verdadeiro show! Passei um bom tempo admirando, tirando foto, observando, até pensar que a dormideira parecia estar "acordando". Pronto! Foi o gatilho pra querer desenhar, e lá fui eu pro Sketchbook (um dos app gratuitos que uso pra desenhar).

Rascunho baseado na fotografia da flor de dormideira.

Com um pouco de imaginação, podemos ver na foto acima que a plantinha parece abrir os braços como se estivesse se espreguiçando. Tentei desenhá-la como se fosse uma pessoa e aproveitei que o desenho estava sendo feito digitalmente para praticar novos estilos de ilustração.

Etapa de colorização do desenho.

O estilo que escolhi praticar desta vez é bem diferente do que costumo fazer. Minhas ilustrações possuem linha de contorno, e eu queria experimentar trabalhar com massas de cor. Vou colocar abaixo o vídeo em timelapse com todo o processo.

Vídeo de como fiz a ilustração

Diferente, né? Mas gostei do resultado. Sair da zona de conforto pra aprender e praticar coisas novas é legal e procuro fazer isso sempre que posso. O resultado foi este aqui:

Maria Dormideira - desenho digital

Pra mim foi mais uma prova de que a inspiração vem de onde menos imaginamos. Por isso, como designer e artista, eu recomendo muito deixar os nossos sentidos abertos para os estímulos que o ambiente tem a nos oferecer. Às vezes é uma música, uma paisagem, ou um cheiro que nos chama pra produzir algum estudo legal. No caso de hoje, foi ver uma florzinha acordando.

E aí, o que te inspira? Te convido a transformar uma planta em personagem também. Se fizer, me marca nas redes sociais (@nanechan_), ou comenta aqui embaixo o link... quero ver sua produção. ;)

Até a próxima! o/

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Meus OCs

As personagens originais (também conhecidos pela sigla OC, que vem do inglês, original character) são personagens que TODOS... absolutamente TODOS os desenhistas fazem em algum momento da vida, seja profissionalmente ou apenas por diversão. Muitas vezes um personagem original pode dar origem a uma história original, rendendo séries de quadrinhos, filmes ou desenhos animados. Homem Aranha, Goku, e Irmão do Jorel tiveram que ser inventados um dia, né?

Quando eu era criança, sempre que lia um gibi ou assistia um desenho animado, tentava me imaginar fazendo parte daquela narrativa. Inúmeras vezes me imaginei brincando com a Mônica e Cebolinha no Bairro do Limoeiro, ou capturando Pokemon com Ash e seus amigos. Foi assim, querendo me inserir nas histórias -, que comecei a materializar no papel meus primeiros personagens, e com o passar do tempo, ganhei confiança para criar universos próprios. 

Meus OCs
Fuçando arquivos antigos, achei 3 personagens que criei enquanto frequentava o curso de Design na Ufes. Fiz um resumo da origem de cada um nas imagens a seguir:

Acúleo, 2007 - o menino planta!

Kijima, 2013 - um oni (monstro da cultura japonesa) que joga futebol.

Pólipo, 2014 - um "sereio". 

Apesar de tê-los criado há alguns anos, acabei não tocando pra frente os projetos que os envolviam. Aí pensei cá com meus botões: "será que ainda consigo desenhá-los"? E foi aí que passei o final de semana empenhadíssima nesse desafio para trazer o resultado pro blog.

Página do sketchbook com os personagens rascunhados.

Esbocei eles num caderninho tentando lembrar a história de cada um: 

1) Acúleo é um menino planta que foi encontrado na floresta por um biólogo. Faz fotossíntese, tem a pele verde, tem um pouco de medo de vegetarianos, não possui muitos amigos na escola por ser diferente, se interessa por química orgânica, e solta brotos pelo corpo quando pega muita chuva... O nome dele veio do nome do espinho da rosa.

2) Kijima é um oni, sua pele é bem vermelha e tem dois chifrinhos no topo da cabeça. Joga futebol e faz a linha do garoto esportista, buscando superar seu limites e habilidades. Odeia comidas geladas (sorvete nem pensar), mas no fundo tem um bom coração e se apaixona facilmente... um clássico herói de mangá shounen!

3) Pólipo... de todos os 3, ainda é o mais raso. Um pouco humano, um pouco peixe, um pouco cnidário (filo dos animais tipo anêmona, água-viva, medusa etc). Excelente nadador, tem medo de humanos, entende os animais marinhos e se alimenta de plânctons. Sua cabeça abriga peixes-palhaços, que muitas vezes o tira do sério.

Redesenhando meus OCs depois de anos...
Elaborei uma composição com eles interagindo/posando para uma "foto".

Esboço dos personagens.

Para finalizar, usei nanquim nas linhas de contorno e marcadores à base de álcool de várias marcas diferentes. Antes de começar a pintura, fiz um guia com a paleta de cor para cada personagem. Desta forma eu ficaria com menos medo de colorir.

Registrei parte do processo da ilustração em um vídeo:

Vídeo curtinho em timelapse. 

E o resultado foi este:

OCs coloridos.

Gostei muito de fazer essa ilustra porque já faz bastante tempo que não desenho algo "pra mim" em mídia tradicional. Serviu para observar também o que eu já esqueci como se faz e o que eu preciso melhorar daqui pra frente rs.

Conclusão sobre criação de personagens:
Criar um personagem é uma tarefa complexa. Não é só desenhar bonito e achar que tá bom. Além da aparência, precisamos desenvolver também os contextos nos quais ele será inserido. E isso se aplica tanto para OCs quanto para Mascotes, galera.

O que achou deste post? Você alguma vez já criou um personagem original? Me conta nos comentários.

Até a próxima o/

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Prancheta de papel paraná

Olá! Desenhando muito?
Estou trabalhado em casa, e quando tenho um tempo entre um serviço e outro, procuro fazer exercícios de desenho. Tanto os tradicionais de observação quanto teste com materiais.

Meu primo, que é artista plástico, me sugeriu desenhar ao ar livre também, ir para um parque e fazer estudos lá. Achei a ideia muito boa, e cheguei a sair de casa com esse propósito algumas vezes, mas esbarrei em uma pequena dificuldade: falta de apoio para desenhar.

Nãããão, não me refiro a apoio moral. Estou falando de suportes como pranchetas ou cavaletes. A única prancheta portátil que tenho é aquela de escritório, tamanho ofício, sabe? Que prende o papel em cima e talz. São bem úteis, mas acabam me impossibilitando fazer estudos em formatos maiores, como A3, por exemplo.

Cheguei a procurar algumas mais voltadas à desenho na internet, achei vários modelos de pranchetas e cavaletes, de vários preços diferentes... mas o que fez meus olhos brilharem foi uma dica do canal de artesanato Maria Amora, que ensina a fazer uma prancheta com papel paraná!


Esse canal tá cheio de coisa maneira pra fazer com papel.

Mas ó, pera lá! A ideia da prancheta de papelão (ou papel paraná) é uma solução para quem precisa transportar isso pra lá e pra cá, como eu pretendo fazer. É algo leve de se carregar, não vai me causar desconforto, e eu posso guardar em algum cantinho da casa.

Em meu humilde atelier tem uma mesa de luz com inclinação própria para trabalhar com desenho. Então, se você pretende montar uma estação de trabalho adequada, ainda que um pouco mais caro, sugiro investir em materiais duráveis para isso. Mesas ou pranchetas que vão te acompanhar por um bom tempo! 

Nas pesquisas que fiz em relação a custo x benefício, achei a marca Mocho Artes, que oferece pranchetas dobráveis e portáteis, de tamanhos variados, feitas com MDF. No youtube tem vários vídeos com review, eu assisti a este aqui do Canal Crás Conversa.

Espero que tenha curtido a dica. Fico por aqui.
Até a próxima! o/

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Todo mundo é criativo!

Para alguns, a palavra "criatividade" é um bicho de sete cabeças, e acham que ser "criativo" não é para qualquer um. Bom, não é por aí... Todo mundo é criativo. A criatividade não existe somente para desenvolver o campo das artes, mas sim da necessidade humana de resolver problemas. Criar é pensar com foco em alguma coisa/situação, fazer a cabeça trabalhar, simples assim. E acredito eu que pensar é algo que todos fazemos (ou deveríamos fazer) o tempo todo.

Como ser criativo?
Minha resposta seria: "estimulando seu cérebro". No contexto da minha vida profissional, a criatividade geralmente está associada à resolução de problemas comunicacionais, conectando informações de todo o estudo que fiz sobre o assunto com experiências pessoais, vivências, com a parte ferramental técnico - o famoso "mão na massa". Quem acompanha o Cappuccino vê vários exemplos do meu processo criativo para resolver um desenho. =)

Ultimamente tenho acompanhado as séries do tipo Masterchef e vejo claramente a criatividade rolar solta na cozinha. Os participantes muitas vezes se deparam com ingredientes novos, ingredientes limitados, ou coisas que nunca comeram na vida, e precisam preparar um prato requintado para ser avaliado por 3 chefes de cozinha renomados. Ou seja, problemas que precisam ser solucionados fazendo o cérebro trabalhar.

O que tem pra hoje?
Separei uns vídeos de palestras bem legais que falam sobre processo criativo e como a criatividade gera inovação. Cada vídeo tem cerca de 15 minutinhos, e são bem tranquilos de assistir.

Você é criativo? - Johnny Ferrari fala sobre a importância do olhar diferenciado


  Processo Criativo Gunddens - metodologia usada pelo humorista Murilo Gun

Como criatividade gera inovação - Martha Gabriel

Então, partiu botar a mão na massa?
Tô indo lá! Até a próxima! o/