No post anterior eu falei que, na minha opinião, os materiais mais básicos para se começar a desenhar são: lápis, borracha e papel. Lá eu dei dicas de em quais tipos de cada um desses materiais seria interessante investir no começo. Sei que isso pareceu controverso, afinal minhas ilustrações atualmente são feitas com todo tipo de material - aquarela, guache, nanquim, lápis de cor. Mas eu não tinha condiçõe$ de ter tudo isso quando comecei a desenhar, e os meus primeiros trabalhos remunerados da vida, acredite, foram feitos só com lápis (grafite).
Quando a gente tá no período escolar, acaba tendo bastante contato com as ilustrações de livros infantil e infanto-juvenil. Ainda hoje, pela natureza da minha profissão, sou exposta a elas o tempo todo! Lembro que alguns dos livros que li na juventude tinham imagens que pareciam feitas à lápis, como no exemplo abaixo:
Sherlock Holmes: o Cão dos Baskerville - Sir Arthur Conan Doyle
Editora Melhoramentos. Ilustrações: NW Studio.
Curtia demais as ilustrações dos livros! Batia uma vontade de desenhar assim também, sabe? Na verdade, até hoje, lendo algumas histórias, fico empolgada querendo desenhá-las... só me falta tempo rs.
Bom, senti que falhei em não mostrar para você um desenho meu feito só à lápis. Aqui no blog há uma porção de esboços espalhados nas postagens, mas desenho finalizado eu acho que não tem. Daí eu tirei um dia pra me empenhar em resolver isso e provar que dá sim pra gente ter um bom resultado usando apenas lápis e borracha! Vem comigo:
Vídeo do processo de desenho.
Para essa ilustração, escolhi um trecho do livro Rangers - Ordem dos Arqueiros: Ruínas de Gorlan, do autor John Flanagan. É uma aventura épica sobre arqueiros e destinado a um público jovem; o autor escreve de forma simples e o livro é bem gostoso de ler. Não é um livro ilustrado, mas seria bem legal se tivessem ilustrações de abertura de capítulo. Foi nisso que pensei ao escolher o que ia desenhar.
Você viu o resultado no vídeo, mas vou colocar aqui também:
Personagens Halt e Will, desenhados por mim.
Olha... eu adorei ter feito essa ilustração! Espero um dia ter a oportunidade de trabalhar com uma editora num projeto assim. E você, anima fazer o exercício também?
Recentemente assisti a uma série na plataforma Disney + chamado "Sketchbook - Do Esboço à Realidade". É uma espécie de documentário "desenha e fala" que apresenta ilustradores que trabalham nos estúdios de animação. Cada episódio tem uns 20 minutinhos de duração, com o profissional falando sobre sua trajetória enquanto desenha um dos personagens da franquia.
Sempre curti assistir outros artistas desenhando ou pintando, pois consigo aprender muito só de olhar o processo criativo deles. O que cada um faz de especial, os materiais que usam, como resolvem determinado problema no desenho... Isso tudo a gente observa e vai arquivando na nossa cabeça e lá na frente acaba resgatando essas informações quando precisamos.
Ouvindo as histórias, me emocionei em vários momentos. Quem desenha acaba tendo experiências bem parecidas em algum momento da vida. Se você que está lendo este post também é artista, com certeza vai se lembrar de ter desenhado exaustivamente um personagem favorito de algum filme, ou daquela vez que ganhou um material de arte que não era parte da lista dos materiais da escola, ou então por ter conseguido fazer amizade com alguém por ser a criança que desenha.
Para quem não é assinante da plataforma, eu vou deixar outros vídeos que estão no canal "Walt Disney Animation Studios", no youtube. Nesses vídeos podemos aprender a desenhar alguns personagens com as pessoas que trabalham lá, como Mark Henn, por exemplo,animador da Pequena Sereia, Simba, Princesa Jasmine etc.
E que "raio" é esse que você colocou no título, Nane?
Ah, sim! Bom, fato é que, depois de assistir uma porção de vídeos, fiquei empolgadíssima e acabei fazendo alguns estudos pessoais pra exercitar esse estilo Disney, usando os amigos e eu como cobaias modelos.
O desenho acima foi o resultado da experiência. Fiz digitalmente, simulando lápis no app Procreate. Tem sido difícil encontrar tempo entre os trabalhos para estudar e praticar coisas novas, então fiquei feliz de ter conseguido desenvolver esses rascunhos durante os intervalos de descanso.
E por hoje é só. rs
Queria muito compartilhar os vídeos e, quem sabe, empolgar vocês também.
Na semana passada falei sobre borrachas aqui no blog, e usei um rascunho que fiz da Mulher Maravilha para exemplificar os pontos do post. Esse desenho, depois de finalizado, teve uma boa repercussão no Instagram e decidi trazer hoje o processo de colorização dele pra vocês.
Esboço e limpeza do rascunho
Não me lembro de ter feito uma Mulher Maravilha alguma vez. Fiquei com vontade depois de assistir ao filme Liga da Justiça, do Zack Snyder. Para o desenho, busquei fotos de referência na internet.
Depois do rascunho pronto, usei uma borracha limpa-tipos para suavizar as linhas. Para quem não conhece, essa borracha lembra muito uma massinha de modelar cinza. Ela é elástica, pode ser moldada do jeito que precisar, não desgasta, e absorve a sujeira da superfície sem deixar resíduos. Essa massinha era usada antigamente para fazer a limpeza de tipos móveis de composição, daí o nome "limpa tipos".
A intenção era deixar o rascunho com linhas beeeeem fracas, porque à princípio eu queria trabalhar somente com aquarela.
Colorização
Meu sketchbook não aguenta muito bem as técnicas aguadas, e descobri da pior forma: passando a primeira pincelada de tinta no papel. O papel absorve líquido muito rápido e resseca fácil. Mesmo assim, insisti e fiz a cor base toda em aquarela.
Com o preenchimento das áreas principais feito, esperei o papel secar completamente e trabalhei com lápis de cor super macios por cima. O bom desse tipo de lápis é que soltam bastante pigmento no papel, mesmo pintando de leve. Já fiz um post sobre os lápis de cor que uso, vale a pena dar uma olhadinha.
Todas as texturas e balanço de sombra foram feitos em lápis de cor. Apaguei as poucas linhas de grafite que sobraram pra deixar o desenho "saltar do papel" com a variação de peso das cores. Puxei efeito de luz usando lápis de cor amarelo (que seria o reflexo do Laço da Verdade), caneta gel branca para picos de luz, e tinta guache dourada pra dar um tchanãnã.
Como pode ser visto nos detalhes acima, as texturas de aquarela, lápis e guache no papel casaram muito bem. Foi um estudo bem legal de fazer, embora eu quase tenha desistido quando vi que o papel não aceitava bem as aguadas.
Por fim...
Fiquei feliz por não ter desistido do estudo. Nem sempre as coisas acontecem como imaginamos, mas com um pouco de insistência (e paciência) podemos conseguir algo surpreendente.
Alguma vez você já sentiu vontade de largar um desenho pela metade, mas foi até o fim? Compartilha a experiência com a gente nos comentários.
Você conhece uma planta chamada Maria Dormideira? Dormideira, para os mais íntimos, é aquela plantinha que fecha as folhas ao encostarmos nela. Sempre quis ter em casa, porque me faz lembrar da minha infância, quando ia no sítio dos meus avós e cantávamos: "dorme, dorme, dormideira, pra acordar segunda-feira".
Pois bem, recentemente consegui uma mudinha aqui pro apartamento e nesta semana ela floriu pela primeira vez. Foi um verdadeiro show! Passei um bom tempo admirando, tirando foto, observando, até pensar que a dormideira parecia estar "acordando". Pronto! Foi o gatilho pra querer desenhar, e lá fui eu pro Sketchbook (um dos app gratuitos que uso pra desenhar).
Rascunho baseado na fotografia da flor de dormideira.
Com um pouco de imaginação, podemos ver na foto acima que a plantinha parece abrir os braços como se estivesse se espreguiçando. Tentei desenhá-la como se fosse uma pessoa e aproveitei que o desenho estava sendo feito digitalmente para praticar novos estilos de ilustração.
Etapa de colorização do desenho.
O estilo que escolhi praticar desta vez é bem diferente do que costumo fazer. Minhas ilustrações possuem linha de contorno, e eu queria experimentar trabalhar com massas de cor. Vou colocar abaixo o vídeo em timelapse com todo o processo.
Vídeo de como fiz a ilustração
Diferente, né? Mas gostei do resultado. Sair da zona de conforto pra aprender e praticar coisas novas é legal e procuro fazer isso sempre que posso. O resultado foi este aqui:
Maria Dormideira - desenho digital
Pra mim foi mais uma prova de que a inspiração vem de onde menos imaginamos. Por isso, como designer e artista, eu recomendo muito deixar os nossos sentidos abertos para os estímulos que o ambiente tem a nos oferecer. Às vezes é uma música, uma paisagem, ou um cheiro que nos chama pra produzir algum estudo legal. No caso de hoje, foi ver uma florzinha acordando.
E aí, o que te inspira? Te convido a transformar uma planta em personagem também. Se fizer, me marca nas redes sociais (@nanechan_), ou comenta aqui embaixo o link... quero ver sua produção. ;)
Pergunta difícil essa... Eu me vejo em vários personagens, e acho que esse é o maior ponto chave do sucesso dessa série até hoje. Na minha infância não existia plataformas de streaming, então meu lazer era "maratonar"os gibis aos quais tinha acesso, principalmente gibis do Cebolinha, meu personagem favorito.
A Mauricio de Sousa Produções (MSP) lançou mais tarde a Turma Jovem numa pegada mais mangá, e em paralelo, começou os projetos das graphic novels. Cheguei a acompanhar essa nova fase assiduamente por uns 2 anos, mas fiquei por fora das novidades ao ingressar no mercado de trabalho.
Hoje em dia dou uma espiadinha nos perfis da empresa nas redes sociais, e entre um post e outro inflama a saudade de folhear as revistinhas novamente. E numa dessas vontades, me peguei pensando "como seria se a Mônica e a Magali jovens seguissem a estética Tumblr e Instagrammer das moças de hoje?".
Esboços sujo e limpo da Mônica e Magali posando para uma selfie.
Peguei meu tablet e fui desenhar isso. Mônica e Magali posando para uma selfie, durante um rolê de amigas. Às vezes as ideias pra um desenho surgem assim, de um emaranhado de pensamentos, não é mesmo?
Desenho contornado e cores base para pintura digital.
Fiz o desenho inteiro digitalmente, desde o rascunho até a colorização. Aproveitei para treinar meu trabalho nesse meio ainda muito difícil pra mim. Encarei como se fosse um #drawitinyourstyle (desenhe no seu estilo) e achei bem divertido.
Postei a fanart finalizada aqui no meu Intagram e o processo de finalização e colorização no vídeo do meu canal no youtube, que pode ser conferido abaixo:
Espero que tenham gostado desse processo criativo! Me conta sua opinião nos comentários. Ah!! E se puderem se inscrever no canal, ficarei bem feliz. Fora que os vídeos de desenho são sempre postados lá antes de virem pro blog, então você acaba recebendo o conteúdo primeiro. ;)
E com ele, nossas esperanças se renovando para que todos os contratempos de 2020 sejam solucionados, superados e que possamos tocar nossas vidas com mais força.
Falando em força, 2021 é, pelo horóscopo chinês, o ano do touro. Para comemorar essa transição, desenhei Aldebaran - o cavaleiro de ouro da casa de Touro, de Cavaleiro dos Zodíaco. Segue abaixo o vídeo em timelapse dos processos de line art e pintura.
Desenhado no App gratuito Sketchbook Pro - da Autodesk
Desejo a todos muita saúde, garra, determinação e coragem nesta nova fase. Continuem se cuidando e Feliz Ano Novo a todos!
As personagens originais (também conhecidos pela sigla OC, que vem do inglês, original character) são personagens que TODOS... absolutamente TODOS os desenhistas fazem em algum momento da vida, seja profissionalmente ou apenas por diversão. Muitas vezes um personagem original pode dar origem a uma história original, rendendo séries de quadrinhos, filmes ou desenhos animados. Homem Aranha, Goku, e Irmão do Jorel tiveram que ser inventados um dia, né?
Quando eu era criança, sempre que lia um gibi ou assistia um desenho animado, tentava me imaginar fazendo parte daquela narrativa. Inúmeras vezes me imaginei brincando com a Mônica e Cebolinha no Bairro do Limoeiro, ou capturando Pokemon com Ash e seus amigos. Foi assim, querendo me inserir nas histórias -, que comecei a materializar no papel meus primeiros personagens, e com o passar do tempo, ganhei confiança para criar universos próprios.
Meus OCs
Fuçando arquivos antigos, achei 3 personagens que criei enquanto frequentava o curso de Design na Ufes. Fiz um resumo da origem de cada um nas imagens a seguir:
Acúleo, 2007 - o menino planta!
Kijima, 2013 - um oni (monstro da cultura japonesa) que joga futebol.
Pólipo, 2014 - um "sereio".
Apesar de tê-los criado há alguns anos, acabei não tocando pra frente os projetos que os envolviam. Aí pensei cá com meus botões: "será que ainda consigo desenhá-los"? E foi aí que passei o final de semana empenhadíssima nesse desafio para trazer o resultado pro blog.
Página do sketchbook com os personagens rascunhados.
Esbocei eles num caderninho tentando lembrar a história de cada um:
1) Acúleo é um menino planta que foi encontrado na floresta por um biólogo. Faz fotossíntese, tem a pele verde, tem um pouco de medo de vegetarianos, não possui muitos amigos na escola por ser diferente, se interessa por química orgânica, e solta brotos pelo corpo quando pega muita chuva... O nome dele veio do nome do espinho da rosa.
2) Kijima é um oni, sua pele é bem vermelha e tem dois chifrinhos no topo da cabeça. Joga futebol e faz a linha do garoto esportista, buscando superar seu limites e habilidades. Odeia comidas geladas (sorvete nem pensar), mas no fundo tem um bom coração e se apaixona facilmente... um clássico herói de mangá shounen!
3) Pólipo... de todos os 3, ainda é o mais raso. Um pouco humano, um pouco peixe, um pouco cnidário (filo dos animais tipo anêmona, água-viva, medusa etc). Excelente nadador, tem medo de humanos, entende os animais marinhos e se alimenta de plânctons. Sua cabeça abriga peixes-palhaços, que muitas vezes o tira do sério.
Redesenhando meus OCs depois de anos...
Elaborei uma composição com eles interagindo/posando para uma "foto".
Esboço dos personagens.
Para finalizar, usei nanquim nas linhas de contorno e marcadores à base de álcool de várias marcas diferentes. Antes de começar a pintura, fiz um guia com a paleta de cor para cada personagem. Desta forma eu ficaria com menos medo de colorir.
Registrei parte do processo da ilustração em um vídeo:
Vídeo curtinho em timelapse.
E o resultado foi este:
OCs coloridos.
Gostei muito de fazer essa ilustra porque já faz bastante tempo que não desenho algo "pra mim" em mídia tradicional. Serviu para observar também o que eu já esqueci como se faz e o que eu preciso melhorar daqui pra frente rs.
Conclusão sobre criação de personagens:
Criar um personagem é uma tarefa complexa. Não é só desenhar bonito e achar que tá bom. Além da aparência, precisamos desenvolver também os contextos nos quais ele será inserido. E isso se aplica tanto para OCs quanto para Mascotes, galera.
O que achou deste post? Você alguma vez já criou um personagem original? Me conta nos comentários.
Se tem uma coisa que deixa qualquer pessoa chateada é quando a linha de contorno do desenho - lineart - sai toda tremida. A gente capricha no esboço, mas na hora de fazer a arte-final, a caneta nanquim se transforma numa fera indomável! Quem aqui já passou por isso?
Linha uniforme e contínua versus linha segmentada
Pois é. Hoje vou deixar aqui dicas e exercícios para ajudá-los a melhorar essa questão. Não encarem como regras a serem seguidas, afinal, estou apenas compartilhando alguns truques que me ajudaram a desenvolver um traçado mais firme e uniforme no contorno dos meus desenhos.
1) Seu braço é um compasso
Como assim?! rs Calma, explico: nosso braço é dividido em várias articulações, sendo as principais o ombro, o cotovelo e o punho. O movimento que fazemos com cada articulação dessa influencia diretamente no resultado do desenho.
Riscando uma curva mexendo apenas o eixo do punho.
Para desenhos pequenos, movemos livremente os dedos e o punho. Note na imagem acima que a abertura de ângulo que conseguimos ao mover é bastante limitada, porém suficiente para riscar traços firmes e curtos. Para desenhos em formatos um pouco maiores, o ideal é usarmos cotovelo e ombro. Observe na imagem abaixo a linha contínua que consegui fazer movendo o braço todo, apoiado no eixo do cotovelo.
Usando o cotovelo como eixo, podemos chegar numa linha contínua com abertura de quase 180º!
Preencher um papel com diferentes tamanhos de círculos é um ótimo exercício para perceber como o seu braço pode te ajudar a ganhar confiança. É importante que façamos alongamento e aquecimento dessas áreas antes e depois de desenhar.
2) Entenda o material que está sendo usado
Uma caneta nanquim é diferente de um pincel, que é diferente de um lápis, que é diferente de uma caneta pra dispositivos digitais. O peso, a composição, a carga, a pressão exercida, ângulo da ponta e até mesmo o atrito com a superfície interferem no resultado do seu traço.
Minha folha de teste de materiais de desenho.
Criei uma tabela de teste para catalogar os materiais que tenho, mas mesmo assim, mantive o hábito de experimentar as coisas num pedacinho de papel antes de usar. Vai que a carga de uma caneta acaba no início de um projeto importante! Já pensou?!
3) Prática!
Desde cozinhar até falar um idioma, se você não praticar, não vai melhorar. Com desenho, arte-final e colorização é a mesma coisa.
Sei que às vezes bate uma preguiça de pensar num desenho legal pra só treinar arte-final. Ou então a gente fica pensando "poxa, não quero cagar estragar esse desenho!" e aí vai acumulando zilhões de esboços numa pastinha... Pensando nisso, reuni alguns rascunhos meus para que você possa exercitar arte-final, seja no digital ou imprimindo pra finalizar com nanquim. Se der ruim, faz de novo e de novo até dar certo.
Clique na imagem acima para fazer download do PDF com os desenhos.
Eu vou super aceitar se você me enviar seus rascunhos também, viu? Inclusive, já fiz isso algumas vezes com minha amiga Joy. Gosto dessa troca e a gente vai poder ir acompanhando o desenvolvimento um do outro pelo Instagram. É só me marcar na postagem!
Não é novidade dizer que gosto de uma roupa manchada de nanquim, do cheiro de guache, e dos dedos todos borrados de giz pastel, e das horas que passam quando estou colorindo com lápis de cor. Estar em contato diretamente com esses materiais é um dos prazeres da minha vida e da minha profissão.
Porém, devido ao aumento da procura por desenhos digitais, precisei adaptar o meu trabalho para esse meio; já até compartilhei experiências com aquarela digital no Photoshop e crayon com Paint Tool Sai aqui no blog. E há pelo menos 10 anos, venho buscando melhorar o meu desempenho, descobrindo ferramentas para me auxiliar, como mesas digitalizadoras, e tablet por exemplo.
Hoje, vou falar um pouquinho sobre aplicativos gratuitos para se desenhar digitalmente em um tablet. Sigo muitos artistas no Instagram que usam um app pago chamado ProCreate. Já considerei comprar a licença, mas conheci apps gratuitos que me atendem bem.
Aplicativos instalados no meu iPad
Começaremos da direita para a esquerda: Adobe Sketch, Adobe Draw, Sketches e SketchBook.
1) Adobe Sketch
Os apps da Adobe exigem que façamos um cadastro de e-mail, mas não é cobrado nenhum valor por isso. A versão gratuita possui uma quantidade limitada de recursos e ferramentas, mas é o suficiente para fazermos o básico que precisamos.
Fiz um gif com a interface do aplicativo.
A interface é bem autoexplicativa e o app possibilita trabalhar com o sistema de camadas, o que é confortável para quem está acostumado ao Photoshop. E falando nisso, é possível exportar o arquivo com compatibilidade para programas no computador. Ou seja, posso fazer um rascunho de uma ilustra no tablet e finalizar posteriormente no PC.
2) Adobe Draw
Segue a mesma linha do Adobe Sketch, porém, as imagens são geradas em vetor. A interface é praticamente a mesma e também há o sistema de trabalho em camadas.
Interface do Adobe Draw
A diferença está no acabamento das linhas e na possibilidade de exportar um arquivo vetorial, compatível a outros programas de edição de vetor, como Illustrator. Apesar dos recursos gratuitos serem limitados, é possível desenvolver ideias bacanas.
3) Sketches
Foi o primeiro app que baixei pra experimentar, e como o nome sugere, só serve pra rabiscar mesmo. A versão gratuita possui recursos limitados, mas é legal mesmo assim e, como um pouco de criatividade, fazer miséria nesse aplicativo!
Interface do app Sketches
O que eu achei legal desse app é que ele organiza os projetos em pastinhas, simulando sketchbooks, então se outras pessoas quiserem usar seu tablet para desenhar, elas podem salvar os desenhos delas separados dos seus.
A interface é bem limpa, e você precisa futucar um pouco as opções para saber onde fica cada recurso. As ferramentas disponíveis para uso são "apenas" as listadas no canto esquerdo da tela, e o app não te deixa rotacionar o canvas enquanto desenha. Pelo menos eu não descobri como fazer isso...
4) SketchBook Pro
É um aplicativo gratuito da empresa Autodesk (desenvolvedora do AutoCAD), com opção de software - também gratuito - para computador. Na época que baixei, o sistema dele era bem parecido com o do Sketches, e havia a versão paga. Hoje em dia, ele é completamente gratuito e te dá um mundo de possibilidades, com a vantagem de também exportar arquivos em camadas. Dentre os listados acima, é o que mais se assemelha ao ProCreate em relação aos recursos e se eu tivesse que levar um app de desenho pra uma ilha deserta, seria este!
Interface do app SketchBook
Depois que atualizei o app para a versão completa, não tive oportunidade de futucar todas as ferramentas que ele simula, ainda estou estudando e experimentando suas possibilidades (que são inúmeras). Mas confesso que já dei uma brincada legal! No meu Instagram há desenhos feitos nesse aplicativo, e pretendo futuramente gravar alguns vídeos com meus estudos para servir de ajuda.
Por enquanto, vou deixar abaixo um vídeo que gravei enquanto usava o SketchBook para finalizar e colorir uma fanart dos personagens Beto e Bobby, das tirinhas de Denis Rizolli - Desventuras HQ.
Vídeo com finalização de fanart que fiz de Beto e Bobby - Denis Rizolli @desventurashq
Conclusão
Espero que este post tenha sido útil para te auxiliar na escolha de aplicativos para desenho digital, e mostrar que é possível desenvolver suas habilidades artísticas em apps e softwares gratuitos. Listei os 4 que tenho instalados, mas se você conhecer algum outro, estou aberta a sugestões! Vamos trocar figurinhas.
Falar de processo criativo é algo comum aqui no blog, mas costumo falar sempre dos projetos pessoais e estudos. Afinal, considero este espaço como um local onde podemos trocar experiências para crescermos juntos. Por outro lado, também acho que seria importante dizer que arte, desenho, ilustração - pelo menos para mim - vai além de um passatempo, é minha profissão.
Pensando nisso (e aproveitando o lançamento da fita cassette), no post de hoje resolvi contar um pouco sobre meu processo criativo da ilustração feita para a capa do álbum musical "GRANDMA", do beatmakerRikinish, que conheci durante sua estada aqui em São Paulo.
Mockup de fita cassette.
A primeira coisa que eu fiz após receber o briefing foi escutar todas as músicas várias vezes para sentir qual caminho deveria seguir. Apesar de não ter alguém cantando, pude entender a história por trás de cada música. A ilustração deveria conter alguns elementos essências: Rikinish, suas avós, chá verde, e um pombo; e em relação ao estilo, composição, acabamento, me foi dado "carta branca". Para me orientar, montei um quadro com referências de cultura pop japonesa, paletas de cor, utensílios para chá, vovós, pombos etc.
Quadro de referências para projeto GRANDMA - @rikinish
Essa visão romântica de que um desenhista pegar o papel em branco e já sair fazendo uma obra de arte é coisa de filme! Na vida real não é assim. Pelo menos comigo há muita tentativa e erro, muito papel amassado, dores de cabeça, e inúmeras camadas ocultas nos softwares até conseguir um resultado satisfatório.
Na imagem abaixo está o caminho percorrido desde o rafe (no papel) até a arte-final (digital).
Do rascunho à arte-final.
Optei por um arranjo circular em uma cena onde os personagens estão reunidos para tomar chá. Gosto de dar um caráter dinâmico aos desenhos, criar uma atmosfera na qual uma história possa ser contada com base no que está sendo visto. Não estão posando para uma foto, estão interagindo espontaneamente, conversando, rindo. Acho que quando pensamos em todos os detalhes, conseguimos produzir significados mais profundos.
Versão final - capa do álbum GRANDMA - @rikinish
Essa é a versão final colorida da ilustração. Além de estampar a capa da fita cassette e miniaturas das plataformas de streaming de música, foram feitos alguns itens promocionais com ela. (Você pode adquirir os produtos no Bandcamp.)
Clique na imagem acima para acompanhar Rikinish nas redes sociais.
Foi uma experiência bem diferente e fiquei muito feliz com o resultado. Agradeço ao Rikinish pela oportunidade e espero poder participar novamente de projetos assim. Esse e outros trabalhos podem ser visualizados no meu portfólio online (tem um botão aqui no menu lateral do blog).
Agora me conta, quais foram suas experiências profissionais com ilustração? Ah! Ficou parecendo uma pergunta de entrevista de emprego, né? Foi mal... mas me conta, tá! Vamos trocar figurinha.
Até a próxima! o/
----------------------
リキニッシュ、私のデザインに信じてくれてありがとうございます。
嬉しかったです。
Aconteceu comigo algo que está cada vez mais comum no meio artístico: o tão temido bloqueio criativo. Não foi de uma hora para a outra, e sim um processo. Houve um período em que eu estava com alguns trabalhos de ilustração para fazer e mal sobrava um tempinho para produção pessoal; porém, depois da entrega dos trabalhos e sobra de tempo livre, a produção pessoal continuou no zero!
Em meio a uma das várias crises de ansiedade que tive, assisti a vídeos sobre como aproveitar melhor as peças de roupa e fazer combinações inteligentes com o que já tem no armário. Com vontade de testar essas combinações, mas sem paciência de ficar trocando de roupa, comecei então a desenhar os "looks" que achava interessante experimentar um dia.
Primeiro look, usei para passear e tomar café.
Esse desenho acima foi o primeiro após meses de bloqueio. Tentei me desprender de várias formalidades como proporção, perspectiva, e deixar o traço fluir sem compromisso. Achei o resultado legal e acabei postando no Instagram.
Segundo look, uma combinação que ficou melhor na vida real do que no desenho.
No segundo já consegui ousar um pouco mais na pose. Usei o desenho como aquecimento de braço para um trabalho que precisava fazer. A partir daí já consegui desenhar outras coisas no tempo livre e voltar a rabiscar o que quer que fosse, despretenciosamente.
Terceiro look, ainda não usei. Estou aguardando oportunidade!
Quando cheguei no terceiro desenho de look, pensei "por que não fazer disso um hábito?". Se vai dar certo, ainda não sei, mas pretendo postar nas redes sociais todas as segundas-feiras uma sugestão de roupa com a #lookdesegunda. O nome carrega um trocadilho que me descredita (afinal, quem sou eu no mundo da moda?), mas como exercício, acho que vale à pena. Te convido a me seguir lá para acompanhar meus looks de segunda rsrs.
Para amarrar o assunto sobre bloqueio criativo e ansiedade, fatores externos como organização da casa nova depois da mudança interestadual, saudade da família e do convívio com amigos, falta de renda fixa e preocupação com os boletos chegando etc, tiveram uma parcela de contribuição nesse problema. Me sentia completamente culpada por sentar diante do sketchbook enquanto todas essas coisas buzinavam na minha cabeça. Sei que muitas pessoas passam por isso, cada uma com os seus gatilhos. =/
Como experiência pessoal, sugiro respeitar seu próprio tempo. Bloqueios criativos às vezes são necessários para que a gente, como artista, possa refletir sobre o próprio trabalho. Evite se comparar com o outro, e foque no seu próprio desenvolvimento. Se abra, fique ligado ao que está acontecendo ao seu redor, leia um livro novo, veja vídeo sobre algo que nunca te interessou antes... Uma hora a criatividade volta, e você vai poder desenvolver novos projetos. S2
Estive no Japão mês passado, realizando os sonho da minha vida! Tive oportunidade de conhecer muitas lojas de mangá, museus, e, lógico, lojas de artigos de arte e papelarias. Consegui trazer algumas coisas pra testar aqui ateliê, e hoje vou falar um pouco das canetinhas hidrográficas brushpen da marca GELOO, que ganhei de presente da minha amiga que mora lá.
Canetinhas GELOO
Não existe muita informação sobre essas canetinhas disponível na internet. Fiz uma busca no Google em japonês e encontrei para vender na Amazon Japão. Na embalagem mesmo não tem muita coisa escrita, nem dados do fabricante. Com as descrições da loja Amazon, descobri que são de uma fábrica chinesa, que só produz e distribui, não faz venda. Me senti bem perdida! rs
O meu conjunto tem 60 cores e vem nessa embalagem redonda de papelão compensado, bem resistente. Consta as informações de que são canetas hidrográficas - ou seja, à base de água -, com duas pontas, para utilizar em atividades de colorir, material escolar e escritório, artesanatos do tipo "faça você mesmo", esboços etc. É recomendado tanto para crianças quanto adultos.
Pontas das canetas GELOO
As pontas de pincel são bem parecidas com as dos marcadores Tombow, são arredondadas e de feltro. Precisa ter cuidado com o papel em que vai usar, pois sai muita tinta! Já as pontas finas da outra extremidade são similares às canetas Stabilo. As cores são super bonitas e vivas, mas ao contrário das Tombow, não consegui notar a possibilidade de misturá-las em matizes e degradês.
Sobre o material da tinta em si, acho que o equivalente disponível no mercado brasileiro seriam as canetinhas hidrográficas da Faber Castell ou Compactor, da linha escolar. A diferença mesmo são as pontas e a quantidade de carga. Acredito que as GELOO tenham mais mililitros de tinta.
Cartela de cor - GELOO
As canetas não têm sequer indicação dos códigos das cores. Fiz uma cartela de cor por conta própria e etiquetei a tampa de todas elas por meio de um sistema que fazia sentido pra mim. Geralmente os materiais de desenho possuem esse código, e facilita bastante no caso de reposição depois.
Você pode fazer suas próprias cartelas de cor dos materiais que tem em casa. Mesmo os que já possuem código podem ser catalogados para que você saiba exatamente qual é qual, e qual a verdadeira cor deles, uma vez que as cores das tampas da caneta nem sempre fazem jus à cor do pigmento delas.
Fiz um modelo de tabela igual a que usei para as GELOO para você imprimir, se quiser. O formato é A5, dá para imprimir duas em um papel A4. Tem 60 espaços, e no topo você pode colocar o nome do material e a quantidade total de cores dele. É só clicar na imagem abaixo e salvar.
Tabela vazia para fazer a sua cartela de cor.
Testei as canetas colorindo uma fanart que fiz da minha personagem favorita da série de mangá e anime My Hero Academia - a Tsuyu Asui. Esse anime conta a história de uma escola para formar super-heróis, e cada aluno possui uma individualidade (habilidade especial), e a dessa personagem é basicamente ser um sapo.
Processo de colorização com GELOO - Tsuyu Asui
A cobertura da tinta é boa e a secagem é bem rápida. Se a área para cobrir for grande, vai ficar um pouco manchado. Pra deixar uniforme é preciso esperar secar e cobrir novamente. Não dá pra fazer sobreposições e misturas, mas a quantidade de cores da caixa possibilita brincadeiras com tonalidades próximas.
Resultado do desenho, usando canetinhas GELOO
Além da cartela de cores, fiz uma tabela com as cores que usaria no desenho. Quanto mais opções temos, mais perdidos ficamos, certo? Por isso selecionei 18 cores para compor todos os itens. Segui referência da paleta da Asui na internet para fazer essa seleção. Fazer isso antes de colorir ajuda muito a não errar, pois já crio uma imagem do desenho pronto na cabeça.
A conclusão que cheguei foi que conseguimos efeitos muito parecidos com canetinhas comuns. A vantagem da ponta pincel é poder cobrir uma área maior em menos tempo e dar efeito de variação de espessura da linha com mais facilidade. Gostei bastante do presente! Farei muitos desenhos e exercícios de lettering, com certeza!
Desenhar cenários, paisagens, cidades sempre foi a minha maior dificuldade, e não tenho vergonha nenhuma em dizer isso. Mesmo sendo uma dificuldade declarada, nunca recusei um projeto envolvendo esse tipo de esforço só por não ser meu ponto forte. Ao contrário, encarei essas chances como oportunidade de desenvolver um pouco mais esse lado.
Neste livro há vários desenhos do artista. A base, na maioria das vezes, é feita com nanquim, e quando os desenhos são coloridos, dá para perceber o uso de diferentes materiais no processo de colorização.
O livro é uma compilação dos desenhos de vários locais em Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O traço é bem solto e representativo, e por isso uso como uma fonte de referência.
Além das paisagens, também é possível encontrar alguns esboços e detalhes de arquitetura. O trabalho do artista é interessante, os desenhos explora diferentes texturas e, pessoalmente, isso me atrai muito num trabalho visual.
A perspectiva em urban sketching
Já é o terceiro livro que compro dessa editora! Recentemente conheci a GG adquirindo um livro sobre Aquarela e fiquei surpresa com a quantidade de publicações que essa editora tem destinadas às áreas das artes, arquitetura e design. A perspectiva em urban sketching, em especial, mexe em duas feridas que tenho: cenários e perspectiva.
Capa: A perspectiva em urban sketching - Bruno Mellière - Editora GG
O livro em si é bem didático e de uma linguagem extremamente simples e compreensível. É dividido em capítulos e em cada um é falado sobre uma particularidade do desenho de espaços urbanos, com dicas interessantes para que o processo todo pareça mais fácil. Virou um xodó, de verdade.
Miolo: A perspectiva em urban sketching - Bruno Mellière - Editora GG
Além de muitos exemplos de paisagens urbanas desenhadas, o livro apresenta fotos e esquemas que facilitam bastante a compreensão dos conceitos propostos. Para quem quer começar a se enveredar por este caminho ou aperfeiçoar o que já iniciou, é um apoio interessante. Pelo menos pra mim tá sendo de grande ajuda...
Beba de outras fontes
Me ative em dois livros que tenho na estante, porém, os materiais de referência vão além deste espaço. Existem muitos materiais online disponíveis para estudo também, e portfólio de artistas disponíveis em plataformas digitais que podem ser acessadas sem a necessidade de criar uma conta nelas. Vale a pena pesquisar a área de interesse e selecionar os materiais que melhor atendem à sua demanda no momento. ;)
Essas foram as dicas de leitura de hoje, espero que tenham gostado e que tenha sido útil. Deixe seu feedback nos comentários. Se tiver também alguma dica de outras fontes sobre urban sketch, ou artistas que recomenda, será super bem-vindo. Vamos trocar experiências!
Dia desses, inspirada pela lua cheia, rabisquei uma bruxinha e acabei usando o desenho para testar um conjunto de canetas permanentes pretas - dessas de uso geral - que ganhei. Cheguei a postar o resultado no Instagram, e vou mostrar as etapas hoje por aqui.
Não usei referências externas, me baseei no senso comum que temos sobre bruxas usarem chapéu pontudo e voarem em vassouras. Como no momento do desenho eu estava com o humor compatível ao tema, acabei emprestando algumas características físicas minhas à personagem.
Rascunho.
O rascunho foi feito em papel cartão e usei apenas lápis HB. Era apenas um desses rascunhos que a gente faz enquanto conversa ou assiste alguma aula, sabe? Mas achei que ficou fofo e guardei para testar com as canetas permanentes.
O conjunto é formado por duas canetas, ambas com duas pontas, uma em cada extremidade da caneta. A caneta menor possui uma ponta redonda de feltro, e outra ponta fina também de feltro; a caneta grossa possui uma ponta redonda e outra ponta chanfrada.
Linhas de contorno feitas com caneta fina.
Usei a ponta fina da caneta meno para fazer a linha de contorno. O traçado fica bem uniforme e possui poucos pontos de variação na espessura. Como o papel cartão é um pouco poroso, as linhas devem ser traçadas de forma contínua para evitar acúmulo de tinta ao longo do caminho.
Preenchimento feito com caneta grossa.
A imagem acima mostra a diferença de espessura das duas canetas. Com a ponta chanfrada da caneta mais grossa preenchi as áreas pretas do desenho sem medo de ser feliz. A cobertura da tinta das canetas permanentes é muito boa e resistente à água. Isso me permite usar tranquilamente em projetos de curta duração como letreiro, cartaz manuscrito, endereçamento de encomendas, etc.
Mas Nane, por que você não pode usar em outros projetos?
A carga dessas canetas permanentes são compostas por solventes que, com o passar do tempo, amarelam o pigmento. Já falei desse "probleminha" no post nem toda tinta preta é nanquim. Vale a pena dar uma conferida, caso ainda não tenha visto.
Bruxinha colorida.
Para colorir usei marcadores Bic e Promarker, e caneta gel branca para os picos de luz. O resultado me agradou muito e, assim como outros desenhos que fiz, já fiquei imaginando o desdobramento como estampa de alguns produtos (camisa, caneca, essas coisas...). Foi um processo divertido e despretensioso, que resultou em mais uma peça interessante para minha pastinha de desenhos.
Moral da história: não subestime os rabiscos que faz ao telefone, durante as aulas, ou enquanto espera na fila do atendimento de algum serviço. Eles podem ser base de algum material bacana futuramente. Seja para uso comercial ou como objeto de estudo... Vale tudo!