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sexta-feira, 9 de março de 2018

Art trade - Sheena Fujibayashi



Quanto tempo não rolava um art trade nesse Cappuccino, heim!

Dia desses, a Joyce (Caixola) me mostrou o processo de uma fanart que estava fazendo de uma personagem do jogo Tales of Symphonia. Não conhecia o jogo, muito menos a personagem, mas quando vi o rascunho, achei tão bonito e interessante que perguntei pra Joyce se por acaso poderia arte-finalizar em nanquim.

Pra minha felicidade, ela topou e disponibilizou o arquivo do rascunho, feito no Clip Studio Paint, para imprimir. Além disso, me enviou várias imagens do jogo e da personagem para que eu tivesse referência visual, e ainda contou um pouco da história pra me situar no universo do jogo. <3 p="">

Sheena e Corrine - fanart Tales of Symphonia
Por: Joyce Carmo

Me amarro em processos assim! É um exercício bem legal poder finalizar um desenho que a gente não fez, sabe? Quando o desenho é nosso, ao cometer um deslize, podemos fingir que foi intencional, ficar por isso mesmo, mas desta forma não crescemos; quando o desenho não é nosso, a atenção aumenta e o erro se torna um incômodo, e com ele aprendemos a ser mais cuidadosos e certeiros.

Após algumas horas na mesa de luz, o resultado foi este:

Desenho finalizado em nanquim

Eu não fazia nada neste estilo há um bom tempo! Gostei de poder desenferrujar e contribuir com uma etapa do processo, e de descobrir que minhas canetas ainda não secaram. Imprimi o rascunho em papel A4 e nas linhas usei pontas 0.3 e 0.8, preenchendo as áreas maiores com uma brushpen.

Já fez algo assim antes?
Deixa um comentário contando sua experiência. ;)

Até a próxima!

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Art trade - Tiozinho da Joyce

Ufa! Finalmente consegui um tempinho pra postar no Cappuccino este mês. Hoje é feriado aqui na minha cidade e não teve expediente no trabalho, o que me rendeu algumas horas a mais de sono e uma parte da tarde para desenhar. As coisas em maio estão super corridas pro meu lado, mas prometo explicar o motivo dessa correria toda nos próximos posts.

O tiozinho
Em abril descobri no sketchbook da Joyce, minha amiga pessoal e dona do blog Caixola, um esboço muito legal e pedi a ela permissão para arte-finalizar e colorir o desenho. Para minha surpresa, a honra me foi concedida sem dificuldade. xD

Tiozinho da Joyce

O que mais gostei nesse desenho foi... tudo! Desde o estilo escolhido para representação até a personalidade da personagem passada pelas roupas e pose. Minha leitura foi de um senhor que trabalha como inspetor da polícia, detetive, algo do tipo, sabe? Sujeitinho durão no trabalho, e bonachão em casa com os filhos. Huahauhauah Sim! Pensei nos filhos dele também!

A Joyce estava aqui em casa em ocasião do aniversário da minha mãe, e, enquanto esperávamos a festinha começar, ficamos no meu "quarteliê" (quarto + ateliê) desenhando e jogando conversa fora. A arte final e o começo da pintura foram feitos nesse meio tempo. Quando a festinha começou, parei de pintar e só retomei a atividade hoje à tarde!

Resultado.

Usei nanquim nas linhas de contorno e preenchimento das áreas pretas, e Ecoline na colorização. Por fim, utilizei caneta gel branca para fazer um fios brancos no cabelo da personagem.

É sempre um desafio finalizar o desenho de outra pessoa, porque querendo ou não, você acaba colocando um pouco de si no que está fazendo, e a interpretação pode não ser a mesma do primeiro autor. Em situações assim, é comum o diálogo entre as partes, mas neste caso pouco discutimos a respeito.

Gostei do resultado, mas será que Joyce vai gostar? =P

Até a próxima! o/

terça-feira, 7 de maio de 2013

Art Trade

No último sábado, Suco (Caixola) e eu marcamos uma reunião para tratar de trabalho, mas a conversa rumou para um lado bem diferente e começamos a falar de desenhos, artistas e pinturas. Na verdade, a Suco me trouxe uns desenhos dela para escanear, e acho que nos empolgamos por causa disso.

Há um tempo ela publicou no deviant art a foto de um rafe da Pocahontas (minha princesa Disney preferida) que eu achei lindo, e ocorreu desse desenho estar entre os que deveriam ser escaneados. 

Aí, sugeri que a Suco fizesse a arte final da Pocahontas ampliada usando minha mesa de luz (e devo um Cappuccino sobre ela) num papel de gramatura alta, para pintar com as cores do vento aquarela depois.

Só sei que durante a conversa, ela acabou me obrigando a finalizar o desenho, fazendo arte final e colorindo, usando a desculpa de que queria ver o meu método de trabalho com os materiais.

Acabei aceitando a proposta. Foi bom que fiz alguma coisa legal nas “férias”. Fazia tempo que não produzia algo somente por diversão. =]

Usei muita coisa: nanquim, aquarela em bisnaga, aquarela em pastilha, 
lápis de cor comum, lápis de cor metálico, e caneta gel branca e dourada.

Fiquei triste de não ter registrado o desenho quando estava apenas com o contorno em nanquim, pois perdi a oportunidade de mostrar o passo a passo aqui. Mas só tivemos a ideia de postar o que foi feito depois de terminar a pintura.

Achei que o inverso deveria acontecer, queria saber como Suco trabalhava também. Aí sentei no meu cantinho da disciplina criação e rascunhei a princesa Disney preferida dela: Ariel.

Segundo a Suco, levei 30min pra fazer XD

O que ela fez com isso pode ser conferido no post Caixola com Cappuccino - Art Trade. Espero que tenha gostado da nossa troca!

Até a próxima! o/

quarta-feira, 21 de março de 2012

Desafio aleatório

Semana passada a Suco chan (Caixola) upou um desenho muito maneiro no Deviantart! Era um tritão, guerreiro, assustador, mais um monte de outras características geradas por um blog construtor de personagem.

A brincadeira é assim: você clica num botão e uma série de características aleatórias são passadas pra você. Sua missão é desenhar um personagem com aquelas características. Super simples! ...E divertido!

Aí eu fui lá na galeria dela e comentei, claro! Falei que um sashimi do guerreiro dela cairia bem, só que ela respondeu "mimimi, ele é forte pra caramba, nunca será derrotado!" (na verdade ela respondeu: "Valeuzão, mas eu acho que o tridente dele não concordaria muito com você!"). Encarei isso como um desafio - fazer um char capaz de transformar o char dela em sashimi. Para isso entrei no blog e mandei gerar características.

Para minha surpresa e alegria, o sorteio me sorriu com um "merfolk" também, ou seja, seria uma briga de igual para igual!
A prova de que saiu Merfolk pra mim também!

Meu resultado foi esse aqui:

Rainha sereia magrela e misteriosa

Vou tentar fazer um char por semana para exercitar a criatividade. Confesso que no começo não dei muita bola, mas depois achei uma experiência muito divertida! Recomendo.

Até a próxima! o/

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Analógico ou Digital?


Um assunto corriqueiro nas rodinhas de ilustradores (profissionais e amadores) é “qual é melhor: o meio digital ou o analógico?”. Acredito que os dois ambientes se completam e que não dá pra escolher qual o melhor e qual o pior... o que podemos decidir, na verdade, é o grau de afinidade que cada pessoa tem com cada um desses ambientes. Lembrando que ter afinidade com uma dessas partes não exclui ter conhecimento na outra.

Neste post reuni a opinião da Suco chan com a minha, porque ela tem mais afinidade com arte digital e eu com a parte analógica. Então, acho que pode gerar uma discussão bacana do tema.

Suco chan


Qual a sua afinidade: analógico ou digital? Por quê?
Prefiro trabalhar com o meio digital por uma série de questões. Primeiro, a facilidade que encontro de não precisar ter recursos disponíveis, como papéis, lápis, tintas, canetas, penas, etc. Posso simplesmente criar um arquivo no meu programa favorito (Photoshop, porque tenho maior intimidade com o funcionamento das ferramentas), criar uma camada pra cada rascunho, e quando consigo um rascunho que acho que vai pra frente, faço a arte final.

Sempre tive muita dificuldade pra desenhar e sou muito bagunceira com meus desenhos. Quando faço um que fica bacana e quero colorir, fico triste se sai alguma coisa errada e acaba estragando. Foi assim que comecei a escanear meus desenhos pra pintar digitalmente antes mesmo de comprar uma mesa digitalizadora. A possibilidade de trabalhar com camadas sem afetar o principal é muito boa, mas acaba gerando vícios problemáticos pro desenvolvimento artístico.
Concept do personagem Pedro - analógico

A parte boa é que com uma única ferramenta (o tablet) o artista consegue ir do rascunho à arte final, simulando várias técnicas disponíveis, nos mais diversos programas pra arte digital, enquanto no sistema analógico as vezes faz-se necessário uma quantidade imensa de materiais. Acaba saindo uma grande economia.

Quando comecei a desenhar no Photoshop, foi muito difícil encontrar configurações que simulassem bem o resultado que obtinha com o lápis. Gosto de rabiscar bastante meus desenhos e só depois reforçar as linhas definitivas. Sempre aprecio mais o resultado dos meus rascunhos do que da arte-final. Pra conseguir desenhar melhor no meio digital, consegui configurar pincéis que simulam os efeitos que obtenho com o lápis ao rascunhar no papel. Já que nem todos os modelos de tablets oferecem uma superfície texturizada, o atrito acaba dando muita diferença e demora pra se adaptar.

Outro ponto ao qual tive que me adaptar foi o uso da borracha. No meio analógico você pode optar por apagar tudo, ou apagar só um pouco pra ainda ver como era o traço errado. Um método que desenvolvi pra simular essa mesma técnica no Photosho foi diminuir a opacidade da borracha. Assim não apago a linha toda na primeira passada.

O que do analógico faz mais falta no digital, e o que do digital faz falta no analógico?
Estou tão habituada a desenhar digitalmente, que ultimamente quando estou com lápis e papel, sinto falta de um CTRL + Z. Quem não sabe fazer no analógico, o digital também não proporciona milagre. Como disse nosso professor do NIC uma vez: “no digital só dá pra desfazer”. Essa só é uma vantagem pra consertar o trabalho rápido.

Sinto falta no meio digital do atrito com o papel, de visualizar a imagem como um todo. As vezes é necessário desenhar uma imagem com uma resolução altíssima e fica complicado trabalhar com zoom reduzido. Sinto falta de ter experimentado mais no meio analógico, principalmente no campo da pintura e sombreamento. Sem essa experiência, fica difícil se desenvolver no meio digital também.

Nane chan

Qual a sua afinidade: analógico ou digital? Por quê?
Minha afinidade é com o meio analógico. Desenho desde que me entendo por gente e naquela época não havia computador em casa, então me virava rabiscando todo e qualquer pedaço de papel branco que aparecia na minha frente.

Demorou muito para conhecer softs de edição de imagem como o paint (conheci aos 6 anos) e mais ainda para conhecer e criar intimidade com o Photoshop. Enquanto não pegava o jeito das artes digitais, eu me virava como podia na tinta e no papel. O ambiente físico sempre me deu mais liberdade de movimentos, variação de materiais, possibilidades de experimentação que acabaram me servindo hoje para explorar as ferramentas digitais equivalentes.

Há pouco postei no cappuccino uma serie de etapas para se pintar com tinta aquarela... bom, eu consigo obter esses mesmos efeitos com a pintura digital em softwares que simulam materiais e possibilitam edição de brushes (Photoshop e Corel Painter por exemplo).

Atualmente pode ser que a liberdade criativa seja maior no ambiente digital por vários motivos: simulação de materiais, tintas, substratos, milhares de cores, etc... mas se a pessoa não souber usar o equivalente no ambiente “real”, talvez o trabalho não tenha a mesma qualidade de um trabalho feito por uma pessoa que dominasse os dois ambientes. Com certeza a migração do analógico pro digital é mais fácil do que o inverso, e saber o que está fazendo evita o retrabalho.

Ainda dependo de papel e lápis pra fazer meus rabiscos (e eu rabisco o tempo todo), mas não sei como vai ser depois que arrumar uma mesinha digitalizadora pra mim. O trabalho talvez migre pro digital, mas meu hobbie continuará sendo sujar a mão de grafite, nanquim, guache, pó de lápis de cor...

O que do analógico faz mais falta no digital, e o que do digital faz falta no analógico?
No mundo digital existem coisas maravilhosas chamadas “atalhos de teclado” e o meu preferido é Ctrl+Z! Gostaria que existisse isso... temos a borracha, mas depois que o nanquim faz a festa no desenho, não há borracha que resolva o cagaço; Já no digital já existe muita metáfora do analógico, é só olhar a barra de ferramentas! Indo um pouquinho além, temos as mesinhas digitalizadoras que elimina apenas a função do scanner, grosseiramente falando.

Mas de todas as coisas, o que sinto mais falta no digital é a emoção de correr o risco de errar!
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Até a próxima! o/