Comprei marcadores novos da marca Tombow para experimentar. Como já foi visto tanto aqui quanto no Caixola, os marcadores são materiais semelhantes à canetinha hidrográfica. Porém, são mais adequados para se finalizar um trabalho de ilustração ou publicidade, tanto por ser de fácil de reproduzir, quanto por dar mais controle no traço na hora de colorir ou esboçar. Em relação à tinta, a dos marcadores tem secagem bem rápida e se aproximam muito do efeito do guache ou aquarela.
Esses dual brush da Tombow chegaram recentemente numa papelaria perto da Ufes, e como estava com di$posição, comprei alguns pra testar e explorar possibilidades. Primeiro eu quis mexer nelas sem ver tutoriais, ou me informar sobre os possíveis truques... pegar e riscar, sabe?
Resultados
Desenhei um garotinho jogando bola, e usei a caneta 873 para a pele. Como ficou muito vermelho e esquisito, adicionei chifres na cabeça e fiz um oni. Até então, eu só tinha 5 cores diferentes e não tinha comprado a caneta blender, por isso os traços da caneta ficaram bem marcados no desenho.

comprei 9 cores diferentes, mais uma caneta blender.
Esses dual brush da Tombow chegaram recentemente numa papelaria perto da Ufes, e como estava com di$posição, comprei alguns pra testar e explorar possibilidades. Primeiro eu quis mexer nelas sem ver tutoriais, ou me informar sobre os possíveis truques... pegar e riscar, sabe?
Resultados
Desenhei um garotinho jogando bola, e usei a caneta 873 para a pele. Como ficou muito vermelho e esquisito, adicionei chifres na cabeça e fiz um oni. Até então, eu só tinha 5 cores diferentes e não tinha comprado a caneta blender, por isso os traços da caneta ficaram bem marcados no desenho.
Assim nasceu meu mais novo personagem: Kijima
Depois disso, vendo o que deu certo e o que deu errado, desenhei o Kijima novamente ao lado de outro personagem antigo que inventei, o Acúleo. Desta vez fiz os meninos usando o atual uniforme da seleção brasileira de futebol.
Kijima Kyōichi à esquerda, Hanada Toge (aka Acúleo) à direita
Aí, gostando mais do segundo resultado, fui na papelaria e comprei a caneta blender e mais 4 cores diferentes. Sim, fiz a festa! E também, fui pro youtube assistir a alguns tutoriais sobre a caneta, e como explorar efeitos das cores, fazer combinações, limpar a ponta, etc. Tem muita coisa interessante!
Em um dos vídeos que vi, a pessoa aconselha usar papel de boa absorção de tinta, e diz que o papel para aquarela é ideal. Como não tenho aqui, usei o papel do sketch pad mesmo, que é 130g/m². Mesmo com essa gramatura, a fibra não aguentou muito. =T
Outro resultado
Esse outro desenho foi registrado desde o esboço e eu vou falar um pouco sobre cada etapa.
esboço feito com lápis nº2
Quando fiz esse desenho tinha acabo de ler o volume 13 do mangá Kimi ni Todoke, que tem o traço shoujo. Isso acabou me influenciando bastante um pouco. Não costumo gostar desse estilo de desenho porque é muito deformado e esquisito, mas o da autora desse mangá até que é mais agradável. Enfim...
as linhas foram feitas com caneta nanquim 0.1
Nem preciso dizer que deveria ter parado no esboço né? Tava muito melhor... Pelo menos tirei foto dele antes de estragar tudo. Definitivamente não levo jeito pra shoujo.
colorindo ~ lá lári lá lááá...
Não acho que o resultado ficou muito bom, mas testes servem pra isso mesmo, pra gente saber o que dá certo e o que não dá e tentar aprender com os erros.
Terminei!
Fiz os pontos de luz com caneta gel branca.
Outra coisa que pretendo é, de pouco em pouco, ir testando nas horas vagas as técnicas mostradas nos vídeos que assisti. O controle sobre o material é realmente muito bom, mas há possibilidade de manchar o desenho sim, principalmente quando a fibra do papel ficar danificada.
Com a tal canetinha aquarela da Faber Castell que mostrei aqui se consegue um efeito bem parecido com esse, só que de forma mais trabalhosa, pois é preciso ter pincel e água do lado.
Por hoje é só. Espero que tenha gostado. (^-^)/