sexta-feira, 18 de julho de 2014

Uma tarde bárbara!

Todo mundo já sabe que minha casa fica em festa quando o trio do barulho tá reunido pra desenhar, né? Ou melhor, ultimamente o trio só se reúne aqui em casa quando tem festa... Aniversário da minha mãe, meu aniversário e aniversário do meu irmão - um pertinho do outro! E graças a essas datas maravilhosas, consegui mais uma vez encontrar meus amigos Bis e Suco no meu humilde recinto pra jogar conversa fora e desenhar. 

Todos nós estamos trabalhando e sentimos falta do convívio diário que tínhamos na faculdade. Então, sempre que há alguma oportunidade, a gente aproveita pra fazer um encontrão. Desta vez, trabalhamos e estudamos coisas mais elaboradas, que fiz questão de registrar em etapas.

Estudos e desenvolvimentos do Bis (sequencia de cima) e da Suco (sequencia de baixo)

Na imagem acima está registrado começo, meio e "quase-fim" dos desenhos feitos pelos dois. Quando começamos os estudos, o assunto era abrangente, e ao passo em que avançávamos os estudos, o assunto ficava mais restrito ao processo criativo e estudo de desenho em geral (observação das formas, dificuldades de representação, essas coisas). =D

O mais legal de tudo é que temos liberdade total uns com os outros para aceitar críticas e pedir ajudas. Bis e eu passamos um tempo tentando resolver número de cabeças na proporção da fada que ele estava desenhando, e eu pedi dicas de efeito cromado (que ela usou bastante na série Rodentia) para fazer o meu desenho.

Minha bárbara

Sobre o desenho acima, eu havia assistido ao segundo filme da série Como treinar o seu dragão e ainda estava inspirada com os personagens e cenário da história. Hehehe! Enquanto conversávamos, rabisquei isso aí e finalizei usando canetinhas aquareláveis (as mesmas do post anterior).

Foi tão bom fazer essa reunião, e os resultados ficaram tão maneiros!!! Não vejo a hora de poder encontrar o pessoal de novo. Sei que sempre digo isso, mas fazer o quê? É a mais pura verdade. xD

E daí que...
Hoje não teve muita novidade, mas deixei vários exemplos de como uma conversa com os amigos influencia no processo criativo, e como boas ideias surgem ao longo do caminho. Isto é, às vezes você está rabiscando algo sem compromisso e o rabisco acaba evoluindo inesperadamente pra algo super legal. Então, se estiver com bloqueio criativo, mais uma opção válida é juntar os amigos e conversar. \(^-^)/

Fico por aqui. Até a próxima! o/

terça-feira, 8 de julho de 2014

Aquarela do Brasil

Desde o dia em que comprei as canetinhas aquarelas da Faber Castell até hoje, tive poucas oportunidades de fazer algo com elas "pra valer". Fiz alguns estudos na época, mas depois minha vida foi ficando corrida e as canetinhas passaram um bom tempo emprestadas pro meu amigo Bis paradas na prateleira.

Canetinhas aquareláveis e outros materiais da minha bancada.

O tema do MDC de junho foi Copa do Mundo e eu estava motivada com as vitórias da seleção durante o mundial, feliz em ver as ruas enfeitadas e as pessoas unidas por uma causa divertida, daí aproveitei a inspiração para pensar em um desenho em que eu pudesse usar as canetinhas.

O mais difícil foi decidir o que fazer, e como o Cappuccino estava sem um banner comemorativo da Copa, resolvi unir o útil ao agradável. Outro fator dificultante foi a falta de tempo para desenhar, porque ultimamente tenho chegado muito cansada do trabalho e acabo capotando na cama.

À esquerda - rafe feito na minha agenda do trabalho;
 à direita - desenho finalizado com nanquim no sketchbook.

Sabe aquele tempinho que demora para um programa abrir no computador, ou para salvar um arquivo pesado, que se você clicar em qualquer outra coisa, tudo para de responder? Então, usei vários desses poucos segundos para rabiscar ideias lá no trabalho, e o desenho mais detalhado eu fiz em casa, com calma, no fim de semana.

Gravei um pedaço da colorização pra mostrar como "a caneta funciona". A qualidade do vídeo não é nada boa porque meu computador chora horrores para editar, mas dá pra ver direitinho o processo.

Parte da colorização do desenho do topo comemorativo da Copa 2014.

Algum tempo depois... desenho finalizado. Enfeitar as ruas com bandeirinhas é, de longe, a parte que mais gosto nos eventos esportivos, e quis fazer isso aqui no blog também.

Ilustração que virou banner comemorativo no mês de julho.

Só lamento ter demorado tanto para enfeitar o blog, porque agora a Copa já está na última semana e o jogo de hoje tirou o Brasil da final. =/ De qualquer maneira, mais um MDC concluído e bola pra frente!

Até a próxima! o/

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Casa de Ferreiro... estojo de acrílico.

Engraçado como as coisas "brotam" na sua cara quando você menos espera, né? Há anos eu ensaiava comprar um godê, e usava provisoriamente uma forma de gelo - que constantemente era levada de volta à cozinha por engano. Mas e quando você quer levar seus materiais de desenho pra passear? Ir num parque desenhar ao ar livre, ou levar suas coisas pra uma tarde na casa dos amigos... Não rola levar uma forma de gelo gigante!

Na ocasião do aniversário da minha mãe, um dos presentes foi uma caixa daqueles chocolates gostosos recheados com avelã, e vi na embalagem dos bombons um grande potencial para estojo de desenho/pintura.

Deliciosos bombons.

Bom, daí quando os chocolates acabaram, mendiguei a embalagem pra mim, para servir de estojo de transporte. Isto é, quando quero levar pinceis, tintas, lápis e outras coisas pra lá e pra cá, carrego dentro da caixa de acrílico.

Estojo + godê.

Meus problemas acabaram! A embalagem de acrílico é resistente e o suporte dos bombons é lavável, então dá pra usar aquarela tranquilamente neles. Na hora de guardar, não corre o risco de sujar os materiais, pois a tinta fica por cima de tudo, e a caixa não é do tipo que abre sozinha.

Claro que você não vai comprar uma caixa desse bombom só pra ter um estojo, mas fica a dica do que fazer depois do chocolate acabar. ;)

Até a próxima! o/

terça-feira, 24 de junho de 2014

Cipreste Triste da Agatha Christie e outras histórias

Quase um trava-línguas este título, né? Eu mesma tenho dificuldade em falar isso rápido... Sai "cipestre tristre"... que seja! Hoje vou falar sobre como uma boa leitura pode influenciar no seu humor pra desenhar.

Não é segredo pra ninguém que eu gosto de ler romance policial, e dentre meus autores preferidos está a Agatha Christie. Nos últimos 15 dias peguei dois livros dela pra ler, um é o Cipreste Triste, e o outro (dado pra mim de presente de aniversário pela Suco) foi Os Crimes ABC; ambos estrelados pelo detetive fictício, Hercule Poirot.

Os livros que tenho são da coleção de bolso da editora L&PM.

O que mais me chamou a atenção nos dois livros foi a fuga da busca pelo culpado. No Ciprestre Triste, Poirot é procurado para provar a inocência de uma moça condenada por assassinato, e em Os Crimes ABC, é mais ou menos parecido com Death Note... não terminei de ler ainda.

E daí?
Me senti muito empolgada quando estava lendo Cipreste Triste, tentando adivinhar o final, essas coisas, e depois que terminei de ler, senti vontade de desenhar algo que representasse a narrativa. A capa de um livro é bem isso, né? Você olha pra ela e encontra o resumo da história inteira, mas as relações entre capa e narrativa só fazem sentido depois que você lê tudo (a galera que já leu sobre/estudou semiótica entende o que eu quero dizer).

Enfim, me empolguei com o livro, reuni os elementos que considerava importantes, e fiz isto:

Elinor Carlisle - personagem fictícia do livro Cipreste Triste (Agatha Christie)

O desenho acima é a minha visão sobre uma das personagens principais do romance, a acusada pelo crime de assassinato. Usei lápis de cor escolar e tinta nanquim sobre papel vergê cor-de-salmão-grelhado (me disseram que o nome certo desta cor é "coral").

ABC
Também estou me divertindo com este livro, e faltam apenas algumas páginas pra terminar. Desta vez, não me apeguei na história em si para desenhar, mas nos personagens detetive Poirot e seu amigo Hastings - o narrador da aventura.

Poirot é o baixinho da esquerda; Hastings, o outro.

Ainda está no esboço à lápis, e não tenho previsão para terminar por causa da rotina puxada de trabalho. Neste meio tempo, toda sugestão de material para usar na arte final será bem-vinda. Quando tiver pronto, faço um Cappuccino com o resultado.

Moral da história... se é que tem.
Bloqueio criativo não é uma macumba que jogaram na gente, e sim algo muito comum de acontecer, por inúmeros fatores. Por outro lado, um surto criativo pode vir do nada também, assistindo a um filme, ouvindo uma música, ou, como no meu caso, lendo alguns livros. =D

Agora com licença, vou ler mais um pedaço dOs Crimes ABC e dormir.
Até a próxima! o/