terça-feira, 16 de setembro de 2014

Pokemon Black & White

Mais uma brisa pra fazer meu dinheiro voar: o mangá de Pokemon Black & White lançado há pouco pela Panini. Como estou bem perdida ultimamente sobre essas coisas de mangá, só soube da novidade porque meu amigo pediu ajuda para achar a revistinha nas bancas da cidade.

Capa do volume 1

Beleza, né... Quando achei na banca, comprei pra ele. Mas qual não foi a minha surpresa ao ligar pro danado do infeliz meu estimado amigo e descobrir que outro amigo dele já tinha arrumando o exemplar?! Xinguei, claro, e fiquei com o mangá pra mim. Devorei e estou ansiosa pro vol. 2!

Não sou fanática por Pokemon, do tipo que decora os nomes e evoluções... Verdade seja dita, só fiz isso enquanto só existiam 150 no total (151 se contarmos o Mewtwo), quando passava o desenho na TV, e quando só havia os jogos Red, Blue e Yellow - este tenho até hoje emulado no celular. Ok, admito! Pra uma não-fanática, até que gosto bastante. rs

Naquela época, era o único jogo que meu PC conseguia emular.
Hoje quem emula é o celular tijolinho. *suspira* 

Quando comecei a ler o Black & White me perguntei "cadê o Prof. Carvalho?" e "Quem é esse moleque parecido com o Ash?", mas como o mangá conta a história de outro menino e explica tudo direitinho, me deixei levar. O desenho é muito bem feito, a história (apesar de ser um repeteco de pegar insígnias e tal) é divertida, e, aos poucos, fui deixando de lado meu preconceito conservador.

Após leitura do mangá...

Ficou feio porque sou uma cabeça-dura incorrigível.

Comecei o desenho despretensiosamente, querendo usar só nanquim, e no fim inventei de usar aquarela pra colorir... num papel inadequado para a técnica. Resultado: cagou estragou tudo! Mas não desisti e refiz - porque "cabeça-dura incorrigível" pode virar "persistente" dependendo da situação.

Refiz o desenho em papel adequado e voilà!

No primeiro, que deu errado, usei apenas aquarela em pastilha da Pentel; no segundo, que deu certo, usei lápis aquarelável da Faber Castell no Pokemon e Ecoline no fogo. Os picos de luz foram feitos com nanquim branco. Aproveitei a empolgação pra fazer os outros dois pokemon iniciais desta série.

Pokemon "lagartinho verde", e pokemon "ursinho azul"! xD

Nesse segundo estudo usei algumas cores de marcador Tombow para preparar a base de cor e depois usei lápis de cor pra dar volume. Em vez de nanquim branco, usei caneta gel nos pontos de luz. A sombra cinza foi feita com marcador à base de álcool. Todos os desenhos foram feitos usando referências tiradas das páginas da hq, e pra colorir me orientei pela capa. Espero que os fanáticos por Pokemon me perdoem caso alguma coisa esteja errada. XD

Se você quiser rir um pouco do rico universo do jogo Pokemon, existe uma webcomic chamada Super Effective muito legal de se ler (mas tá em inglês). Choro de rir com ela!! No caso deste post se perder no limbo, também vou deixar o endereço ali do lado, em "Recomendo". 

Até a próxima! o/

domingo, 31 de agosto de 2014

#MDC Supercalifragilisticoespialidoso!

Sabe quando você está sem palavras para descrever uma emoção? Do lugar de onde veio Mary Poppins (na versão Disney), existe uma palavra que podemos usar em momentos assim: esta palavra é "supercalifragilisticoespialidoso".

Explicado o título deste post, vamos ao que interessa - o conteúdo. Em agosto, o MDC teve como tema "gender bender", uma brincadeira de transformação de gêneros dos personagens. Ficou acordado que poderíamos fazer a mudança de sexo em qualquer personagem conhecido, ou seja, não valia OC (original character) ou familiares, por exemplo. Como na época que o desafio foi lançado eu estava vivendo uma fase Mary Poppins, resolvi que ela seria minha vítima.

Afinal, quem é Mary Poppins?
Embora muita gente conheça por causa do filme, ela é originalmente uma personagem de uma série de livros da escritora P. L. Travers. Mary Poppins é uma espécie de babá bem diferente, às vezes fria demais, correta demais, mágica demais... e, com o guarda-chuva aberto, é carregada pelo vento.

Meu MDC.
Os primeiros estudos que fiz depois de definir os personagens que trabalharia a inversão de sexo foram "de cabeça", isto é, sem uma referência para consultar. Tudo que tinha era a memória do filme que assisti há alguns meses.

Mary Poppins e Bert - estudos mais crus.

Como as personagens eram, no filme, pessoas de verdade (Julie Andrews e Dick Van Dyke), senti necessidade de estudar melhor a fisionomia dos atores usando referências fotográficas. Além disso, me propus assistir novamente ao filme. Tipo, eu precisa entender como as pessoas seriam se fossem um desenho, para poder desenhar a versão feminina e masculina invertida deles. Tá sacando a roubada em que fui me meter?

Segundo estudo, usando referências antes da inversão de gênero.

O segundo estudo me agradou muito mais! Até comecei a arriscar uma "Berta" e um "John Poppins" com mais confiança para inserir movimento neles. Minha inspiração foi uma das cenas do filme (que existe também no livro) mostrando um passeio das personagens em um cenário desenhando.

Estudo de movimento das personagens com sexo trocado.

Durante os estudos senti necessidade também de ler o livro, porque queria ter a minha própria interpretação das personagens, saber como era a personalidade original delas. O filme apresenta a interpretação Disney da coisa toda, e eu queria chegar as minhas próprias conclusões.

Cheguei até a procurar o livro físico para comprar e achei disponível a edição da editora Cosac Naify, mas acabei não levando pra casa. Procurei as ilustrações originais do livro em inglês e anexei tudo na pastinha de referências.

À esquerda: ilustrações originais do livro. À direita: ilustrações de Ronaldo Fraga para Cosac Naify.

Depois de ler o livro, fiquei em dúvida se refazia tudo do zero, considerando apenas a Mary Poppins e o Bert originais, ou se continuava seguindo a interpretação Disney. Apesar de ter absorvido bastante coisa do livro, resolvi continuar na linha Disney, pois foi como conheci a história - e talvez como muitas outras pessoas aqui no Brasil conheceram.

Mais alguns estudos explorando movimentos e personalidade.

Ainda não estava plenamente satisfeita com o processo de "cartunização" e continuei procurando outras formas de representação. Passei quase o mês inteiro trabalhando nisso, um pouquinho todos os dias, nas horas livres do trabalho, e em alguns momentos dentro do ônibus.

Nesse estudo eu já estava pensando numa possível animação. xD

A essa altura do campeonato eu já estava saturada de Mary Poppins e fiquei quase uma semana só lendo o livro, sem desenhar nada. Todavia (olha eu usando a palavra "todavia") quando voltei ao desenho, me surpreendi com o resultado. Parece que o hiato fez bem e consegui um resultado melhor.

O último estudo das personagens antes de partir pro esboço.

O desenho do Bert, na imagem acima, foi graciosamente colorido por G., meu amigo pessoal e afilhado-por-tabela de 5 anos de idade! Ele estava insistindo para colorir a Mary Poppins também, mas foi facilmente persuadido a desenhar um Ben10 no caderno de desenho dele.  xD

Os finalmentes
Desisti de trabalhar também o Bert e foquei apenas na Mary Poppins. Adotei a última versão do estudo como base para inverter o gênero, e procurei não trabalhar imagens comuns, como ela sendo carregado pelo vento.

Optei trabalhar uma cena do filme que me pareceu bastante curiosa: a que Mary Poppins começa a retirar objetos grandes de sua pequena bolsa (um beijo, Hermione), fazendo as crianças ficarem admiradas. Ora, acho que isso espantaria até os adultos normais...

Esboços de duas versões da mesma cena.

No fim das contas, concluí que escolhi o caminho mais difícil para uma coisa simples. Muitas vezes me queixei de ter feito uma burrada escolhendo trabalhar com pessoas de verdade, mas fui cabeça dura e não desisti. Talvez fosse melhor trabalhar a cena icônica do vôo de guarda-chuva, facilitando o reconhecimento da personagem, mas nãããão... Lá fui eu trabalhar outra cena da história...

Desenho finalizado.

Na finalização usei caneta nanquim, aquarela em pastilha, lápis de cor para textura de camurça na bolsa e na fita do chapéu, e caneta gel branca para picos de luz nos sapatos e calça; papel para desenho Canson, 120g/m². Ainda estou na dúvida se gostei do resultado - pra variar. Como resultado de estudo, está ótimo, mas não sei se cumpriu com o quesito "fácil identificação".

O post ficou muito mais longo do que previa... Agradeço imensamente a você que teve paciência para ler tudo, e espero que tenha contribuído de alguma maneira para seu processo criativo. Uma boa pesquisa antes de desenhar ajuda muito a seguirmos o caminho para o melhor resultado, mesmo que neste caminho a gente tropece algumas vezes.

Até a próxima! o/
Espero você no próximo #MDC.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Super Vicki

Quem já assistiu Super Vicki (Small Wonder) levanta a mão! (^-^)/ Provavelmente seja um seriado desconhecido para a maioria de vocês, mas essa série marcou minha infância! Contava a história de uma família (os Lawson) que tinha em casa uma robô com corpo de criança.

Elenco da série. Vicki é a menina de avental.

Eu assistia sempre que ia na casa da tia da minha mãe, então é o tipo de coisa que aguça a memória afetiva de maneira muito forte. Como eu era muito criança e não sabia ainda a programação da TV, achava que só passava na televisão da casa dela! XD Fora que eu acreditava mesmo que Vicki era uma robô de verdade! O painel nas costas dela, com os circuitos e luzes piscando, me encantava...

Recentemente achei, por acaso, episódios da série para assistir e estou viciada novamente nesse trem. Por mais que fosse ruim (se comparado às super produções cinematográficas dos seriados atuais), as historinhas de cada episódio são divertidas e engraçadas. E lógico, rever a série me empolgou também pro desenho!

Rascunhos da Vicki

À esquerda da imagem acima está o esboço mais "sujo", com apenas a ideia principal do desenho, pose, roupa, quantidade de cabeças (fiz com 4 cabeças e meia, pois Vicki tem a aparência de uma criança de 11 anos). Do lado direito, o esboço mais "limpo", ou seja, pronto para ser trabalhado com arte final.

Depois de limpar o desenho, observei que as linhas ficaram bem delicadas e pensei que talvez fosse uma boa ideia usar aquarela para colorir. Viajando um pouco na maionese Deixando a imaginação tomar conta da situação, a suavidade da aquarela dá para a Vicki uma certa delicadeza que falta nos robôs dos anos 80, e claro, seria também uma ótima oportunidade de testar o meu novo pincel com reservatório.

Etapas da colorização - com direito o estouro das cores pelo escaner no último quadro.

Usei Ecoline para colorir, caneta nanquim para finalizar as linhas e caneta gel branca para fazer os pontos de luz e as bolinhas no vestido. O papel utilizado foi Canson Desenho "C" à grain, 180g/m², da linha estudante. Ele aguentou aguadas sem envergar, então acho que vale a pena o investimento. =)

Fico por aqui, porque o post já está imenso. Até a próxima! o/

domingo, 24 de agosto de 2014

Gambiarra - Pincel com reservatório de água

Existe nesse mundo uma ferramenta maravilhosa chamada Pincel com reservatório. Como o nome já diz, é um pincel que possui um reservatório acoplado nas cerdas, que você pode deixar cheio de água e molhar constantemente a ponta do pincel sem precisar ficar mergulhando ele num copo o tempo todo. A ferramenta, além de ser de grande valia aos preguiçosos, permite que o "artista" leve suas aquarelas pra lá e pra cá sem precisar carregar na bolsa um volumoso recipiente para encher de água.

Pincel com reservatório da marca Sakura, linha Koi.

Não é um item caríssimo (está na faixa de uns R$18, e o preço varia de acordo com o tamanho), mas é um investimento a ser feito com material de desenho/pintura/etc que eu fico adiando. Na verdade, não é algo que preciso ter, e eu só teria pela possibilidade de tirar onda pintando com aquarela numa viagem de ônibus até a casa da Suco, por exemplo. E bom, as minhas vizinhas de blog têm e fazem uma propaganda danada!


Da esquerda pra direita: materiais da Débora, Silvia e da Suco.
Clique na imagem para ler a postagem no blog de cada uma delas.

Aí, neste final de semana, num curto momento de ócio, encontrei: um pincel velho no porta pincéis; uma caneta esferográfica seca (dessas com tubo de acrílico) no porta lápis; cola adesiva e cola instantânea numa das minhas gavetas... Se você costuma ler o Cappuccino, já sabe o que fiz em seguida.

A Gambiarra:
Primeiro, com ajuda de uma goiva, separei as cerdas do cabo do pincel; depois desmontei a caneta e reservei todas as peças (tampas, carga e tubo).

Tive cuidado de cortar o pincel sem danificar a base das cerdas no alumínio.

Em seguida, encaixei a ponta de alumínio das cerdas do pincel no tubo da caneta, no local onde ficaria a ponta dela. Feito isso, usei cola instantânea para fixar as peças e cola adesiva para vedar os buracos do tubo. Mas não pode ser vedado aquele buraco de cima do tubo, pois é por ali que a água vai entrar, sacou?

Em função do modelo da caneta usada, precisei tapar os furos que tinha na tampa superior do tubo.

Uma pausa para falar de Física - aquela matéria que te fazia tirar 1,5 numa prova valendo 10.
Se tiver algum físico de verdade lendo isso, saiba que sou mais ou menos leiga no assunto e tentei explicar a coisa de maneira simples.


Bada bim, bada bum! Agora você sabe como um pincel com reservatório funciona.
Mundo de Beakman é nóis! 

(E se alguém, por ventura, quiser ler mais a respeito, procure fluidos no livro de Física mais próximo.)

O teste!
Esperei um tempão a cola secar, enchi o tubo de água, fechei a tampinha de cima e chequei se havia algum vazamento. Estava tudo ok, com uma aparência horrível, mas ok.

 O teste de qualidade...

Peguei uma caneta aquarelável e fiz um círculo no papel, daí usei o meu super-mega-ultra-blááááster pincel com reservatório pra aquarelar. Funcionou muito bem! Fiquei feliz com o resultado da minha gambiarra hoje. Tenho certeza que será muito limitado o uso dele, mas espero que eu consiga usar bastante e que nenhum acidente aconteça (molhar minha mochila toda, por exemplo).

Atenção: não façam isso em casa!
Acho prudente avisar que as gambiarras mostradas neste blog são apenas demonstrações de como eu resolvi (ou tentei resolver) algo mão-de-vacamente. Meu conselho é que façam as coisas do jeito correto e seguro, seja comprando um produto confiável ou procurando assistência técnica do fabricante. Obrigada.