quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sarah Kali

Setembro chegou, chegando! Pensei que seria um mês calmo, mas a agitação não pára. O edital do mestrado pra artes abriu, finalmente, e estou estudando; minha primeira sobrinha nasceu, e agora sou tia Nane chan; tive oportunidade de participar na organização da II Mostra de Dança no Estilo Cigano aqui no estado; fora os freelas e o sepiatember... uau! Muita coisa pra pouco mês.

Fico muito inspirada e empolgada para produzir quando me exponho a situações que envolvem arte. Além de ter participado do evento de dança, nesta semana ouvi e assisti a entrevistas com artistas locais e vi documentários sobre história da arte internacional e brasileira. Corri pro cavalete e esbocei uma Santa Sarah Kali - a santa cigana!

Esboço com pastel seco sépia // esboço realçado com grafite

A intenção era usar guache, fazer algo mais marcado de pinceladas, mas pra minha surpresa as tintas estavam bem ressecadas. Recuperar as tintas me tomaria um bom tempo, - que eu não tinha no momento -, daí veio a ideia de usar o pastel oleoso mesmo.

Tenho feito muitas coisas com pastel oleoso, e embora eu não domine completamente as técnicas, já me sinto bastante à vontade com o material.

Compartilhei o resultado com meu primo, que é artista plástico e trabalhou com restauração de imagens sacras, e ele me deu algumas dicas para melhorar a expressão facial. A Santa Sarah Kali, por ser uma figura religiosa, precisava ter uma feição mais tranquila, então sugeriu mudanças nos olhos e na boca da figura.

Antes e depois dos ajustes.

Fiz em papel layout branco, 180g/m², no formato A3. Usei praticamente todas as 36 cores do estojo de pastel oleoso da Pentel, mas quis que prevalecessem as cores da bandeira cigana no desenho: verde, azul e vermelho. E claro,o tom de pele mais castanho e os traços étnicos da Sarah Kali, que é indiana (dizem), também deveriam ser evidenciados. 

Figura finalizada e detalhes.

Está aí o resultado do estudo. Tirei foto de detalhes da textura do papel cheio de giz oleoso pra mostrar como foi feita a sobreposição das cores. 

Por hoje é só, porque ainda tem muito desenho do sepiatember pra fazer.
Abraço, e até a próxima! o/

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

HQ - As tirinhas do grilo

As tirinhas que fiz durante o mermay acabaram continuando depois, quando percebemos que alguns dos acontecimentos aleatórios e verídicos da vida poderiam divertir mais pessoas, se contados da forma certa. Desta vez, vou postar aqui a segunda leva que prometi: um arco super despretensioso sobre o aparecimento de um grilo na minha casa, mas que causou muita risada nas rodinhas de amigos e reuniões familiares.

Moramos em um apartamento que fica beeeeem no alto, penúltimo andar, e como a natureza é incrível e não pára de nos surpreender, um belo dia achei um grilo vivo e saudável na janela do quarto. 






Gosto bastante de bichinhos, até desses mais estranhos que ninguém costuma gostar. E com "pena" ou "vontade de proteger", acabo fazendo coisas meio insanas e estúpidas como preparar café da manhã pro grilo. Quando ele apareceu na janela, minha primeira reação foi pegar pra levá-lo, com segurança e de elevador, até o jardim do condomínio. Acontece que o grilo, óbvio, me viu como ameaça e começou a pular pela casa toda.

No fim das contas, ele passou 3 dias na varanda, se alimentando de um pé de hortelã (embora eu realmente tenha deixado frutas e aveia pra ele lá). Depois disso, nunca mais o vi. =/

É isso por hoje. Assim que tiver mais, postarei por aqui.
Até a próxima! o/

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Sepiatember 2017

...tember

Sepiatember?
Em 2014, fiz parte do MDC - um grupo de desenhos com desafios mensais. Inspirado no trocadilho do Inktober do Jake Parker, o desafio de setembro daquele ano teve como tema o "Sepiatember" (uma brincadeira com o nome september = setembro, em inglês). Isto é, durante o mês deveríamos produzir desenhos usando paleta de sépias (marrons), usando qualquer material que quisesse.

Com o passar do tempo e com os novos compromissos das pessoas do grupo, o MDC desacelerou um pouco e paramos com os desafios mensais. No entanto, sempre que conseguimos reunir, compartilhamos exercícios e experiências. Mas eu gostei tanto da brincadeira do Sepiatember em especial, que resolvi continuar e trazer de volta agora em 2017.

O que muda?
Neste ano, em vez de um grande exercício durante o mês, vou tentar me desafiar com um desenho para cada dia do mês, ou seja, 30 desenhos usando materiais na cor marrom.

Trabalharemos muito neste mês.

Geralmente eventos assim seguem uma lista de sugestão de desenho para cada dia, né? Confesso que não pensei nisso direito... Tons de sépia me lembram aquelas fotos antigas, então talvez uma pegada mais saudosista possa orientar as produções. Quem sabe?

Em relação aos materiais, fica totalmente livre. Além dos tradicionais para desenho e pintura, está aberto trabalhar com colagens, fotografias etc.

Venha comigo!
Cenas de filmes que gostou, personagens de desenho animado que viu quando criança, livros e quadrinhos que leu na escola, lugares que visitou... Dá pra fazer uma listinha bem grande com cada um desse tema. Também pode ser qualquer outra coisa que quiser! xD

Fica aqui meu convite para se exercitar um pouquinho todo dia de maneira criativa e divertida. Além de aquecer os motores para o Inktober mês que vem.

Ao compartilhar suas produções em redes sociais ou blog, use a hashtag #sepiatember, ok?
Até a próxima! o/

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Cavalete de pintura

Estou aqui com um sorriso que dá a volta na cabeça, de tão grande! Acabei de montar meu cavalete de pintura. Os dedos estão cheios de calo de apertar parafuso, mas valeu muito a pena. Há um bom tempo queria arrumar um pro atelier, e hoje sinto que meu "ambiente de trabalho" está com a mobília completa. rs

Não sou de gravar vídeos, mas tirei fotos abrindo a caixa e montando as peças para mostrar como é. Existem vários tipos e marcas no mercado. Esse meu é o de 1,5m da marca Souza, com preços por aqui que variam entre R$60 e R$80, depende do modelo e tamanho.

Processo importante antes de iniciar qualquer montagem.

Li várias vezes o manual, separei as peças de madeira e os parafusos todos na mesma sequência mostrada no papel. Fazer isso é importante para ver se todos os itens descritos no manual vieram na caixa, e pra você poder saber quais ferramentas serão necessárias durante o trabalho. Precisei de chave de fenda e chave philips, o kit já veio com uma chaveta.

Detalhes da montagem.

Foi mais ou menos por aí que eu percebi que montei umas coisas do jeito errado! Sabe quando sobra um parafuso e você não sabe de onde é e tem que reler o manual todo pra achar onde ele deveria ir? Então, eu reli várias vezes e fui remontando mentalmente pra saber onde tinha errado. Acontece que as peças tem maneira correta de encaixar, e eu não prestei muita atenção a esse detalhe. Desmontei boa parte das coisas e recomecei, o que explica as bolhas nos dedos.

Não reparem a bagunça, por favor...

Por fim, tirei da sala e coloquei na atelier, mas com certeza ele vai acabar visitando outros cômodos da casa. Vi umas fotos agora no site do Souza e percebi que o meu cavalete ainda tá montado errado, mas é coisinha de detalhe. Assim é mais a minha cara.

Bom, acho que todo mundo que gosta de artes se imagina usando um cavalete de pintura. Vemos a pompa dos artistas nos livros e na TV e a imaginação viaja. A primeira vez que usei um foi na universidade, durante as aulas que tive no departamento de Artes. Os da UFES não são tão glamouroso quanto os dos filmes, mas eu me sentia tão contente neles! É indescritível. Tô felizona!!

Obrigada, Papai Noel, por passar mais cedo este ano!

Vou lá brincar agora. Até a próxima! o/

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Treinamento é fundamental!

Ei, tudo certo? Desenhando bastante?
Voltei a trabalhar em casa, e entre um serviço de design e outro, sempre aparece ilustração para fazer. Caricaturas, mascotes, quadrinhos, os desafios que aparecem são muito gostosos de resolver.

Algo que tanto iniciantes quanto profissionais mais experientes nesta área precisam saber é que se exercitar constantemente é fundamental. Gosto de fazer o paralelo com jogadores de futebol, que ficam a semana toda treinando entre os jogos. Assim somos nós, desenhistas. Precisamos treinar todos os dias, mesmo sem um trabalho em vista, para virarmos craques!

Dia desses vi este post no Caixola que falava exatamente sobre prática de acabamento em linhas usando desenhos que foram descartados ou que foram rascunhos despretenciosos. Empolgada com a dica, e com o vídeo maravilhoso da Joyce passando uma brushpen no desenho, catei uns rabiscos antigos para finalizar à nanquim.

Gender bender da Mary Poppins. 

Estudo em nanquim, com base em foto do vocalista da banda One Ok Rock.

Algumas pessoas não entendem muito bem essa nossa necessidade de desenhar sempre, não é? Existem aqueles aspirantes a ilustradores que querem saber desenhar bem do dia para a noite; e aquelas pessoas (normalmente os parentes que te aconselharam o vestibular para medicina) que acham que a gente fica rabiscando o dia todo por falta do que fazer. É engano pensar assim.

Desenhar é uma maneira da gente treinar e aguçar um monte de capacidades intelectuais de forma prazerosa. Matemática, raciocínio lógico, equilíbrio, proporção, direcionamento de atenção, física, anatomia (humana, animal e vegetal); percepção de texturas, planos e profundidades; criatividade e capacidade de resolver problemas. A lista é bem grande.

O olhar de desenhista é quase um superpoder!

Não quis assustar ninguém com a imagem acima! É puramente motivacional, galera. xD

Confesso que ainda fico bem chateada quando fazem descaso da minha profissão (às vezes até sem querer - parentes fazem muito isso), mas hoje tenho conhecimento na área e maturidade o suficiente para não me deixar abalar tanto.

Pra variar, comecei o post falando de uma coisa e fui mudando ao longo do caminho. Mas acredito que tenha por aí quem se identifique com o que eu escrevi aqui, e espero ter ajudado de alguma forma. Enfim, vamos continuar treinando, ok?

Até a próxima! o/

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Prancheta de papel paraná

Olá! Desenhando muito?
Estou trabalhado em casa, e quando tenho um tempo entre um serviço e outro, procuro fazer exercícios de desenho. Tanto os tradicionais de observação quanto teste com materiais.

Meu primo, que é artista plástico, me sugeriu desenhar ao ar livre também, ir para um parque e fazer estudos lá. Achei a ideia muito boa, e cheguei a sair de casa com esse propósito algumas vezes, mas esbarrei em uma pequena dificuldade: falta de apoio para desenhar.

Nãããão, não me refiro a apoio moral. Estou falando de suportes como pranchetas ou cavaletes. A única prancheta portátil que tenho é aquela de escritório, tamanho ofício, sabe? Que prende o papel em cima e talz. São bem úteis, mas acabam me impossibilitando fazer estudos em formatos maiores, como A3, por exemplo.

Cheguei a procurar algumas mais voltadas à desenho na internet, achei vários modelos de pranchetas e cavaletes, de vários preços diferentes... mas o que fez meus olhos brilharem foi uma dica do canal de artesanato Maria Amora, que ensina a fazer uma prancheta com papel paraná!


Esse canal tá cheio de coisa maneira pra fazer com papel.

Mas ó, pera lá! A ideia da prancheta de papelão (ou papel paraná) é uma solução para quem precisa transportar isso pra lá e pra cá, como eu pretendo fazer. É algo leve de se carregar, não vai me causar desconforto, e eu posso guardar em algum cantinho da casa.

Em meu humilde atelier tem uma mesa de luz com inclinação própria para trabalhar com desenho. Então, se você pretende montar uma estação de trabalho adequada, ainda que um pouco mais caro, sugiro investir em materiais duráveis para isso. Mesas ou pranchetas que vão te acompanhar por um bom tempo! 

Nas pesquisas que fiz em relação a custo x benefício, achei a marca Mocho Artes, que oferece pranchetas dobráveis e portáteis, de tamanhos variados, feitas com MDF. No youtube tem vários vídeos com review, eu assisti a este aqui do Canal Crás Conversa.

Espero que tenha curtido a dica. Fico por aqui.
Até a próxima! o/

segunda-feira, 24 de julho de 2017

HQ - o início das tirinhas do #casalchan

Hoje vou postar aqui algumas das tirinhas que andei fazendo - e que quando posso, continuo produzindo - baseadas em acontecimentos da minha vida. Quando ficam prontas, vão para o Instagram, mas como elas são sequenciais, acredito que lá não seja a melhor ferramenta para visualizações posteriores. Por isso, postarei aqui também.

Vou começar pelo arco do #mermay - movimento em que vários artistas desenhavam sereias durante o mês de maio (mer, de mermaid: sereia, em inglês; may: maio, em inglês). As tirinhas começaram quando percebi que as sereias que eu estava desenhando não eram... hmm... sereias "de verdade".





Espero que tenham gostado.
A sua vida também renderia uma série em quadrinhos? Aposto que sim. rs
Até a próxima! o/