sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Leituras para 2013

Quem achou que o mundo fosse acabar, levanta a mão! o/
Pois é, não acabou. 

No post de hoje eu vou falar sobre algumas (não cabem todas) leituras de HQ e livros ilustrados que fiz durante o ano que se passou e meio que recomendar essas leituras para quem tiver os mesmos interesses que os meus sobre quadrinhos, desenho, roteiro... ou quem simplesmente busca diversão e entretenimento. Deveria ter feito isso antes do Natal, para que desse tempo da galera pedir alguns exemplares pra Papai Noel, mas esqueci completamente! Bom que agora dá tempo para organizar a lista de presentes de aniversário do ano que vem, né?

Vamos lá!

Atronauta Magnetar
Danilo Beyruth

Eu faria um Cappuccino inteiro sobre esta HQ, mas tenho medo de dar spoiler do conteúdo. Vale muito a pena ler, a história é linda, reflexiva, bem trabalhada, e a arte é incrível! Não sei o quanto de autonomia (fazer o que quiser) Danilo Beyruth teve na construção do roteiro, afinal, quando se brinca com brinquedos dos outros, é preciso ter muito cuidado! Mas ele mandou super bem e fez o Astronauta ficar muito mais interessante.

Peguei o hábito de ler tudo com meus olhos críticos de designer, então também achei alguns recursos ruins na construção de algumas páginas, mas nada que comprometa a história. Mas isso também é história pra outro Cappuccino.

Peanuts - Obra completa
Charles Schulz

A imagem é da capa do volume 5, que eu ganhei num sorteio da L&PM no Twitter.

Muito bom ver como as coisas são resolvidas por Schulz de maneira inocente e simples. Confesso que fiquei deprimida depois de ler tudo, porque o Charlie Brown sofre demais, credo! Já fiz um Cappuccino sobre isso uma vez, mas vale a pena insistir para que leiam a coleção.

É diversão garantida!

Calvin e Haroldo 
Criaturas Bizarras de outro Planeta
Bill Watterson

Esse eu ganhei de aniversário do meu amigo Gk. Não sei se foi proposital me dar um livro sobre alienígenas ou se foi uma trollagem sem querer, mas definitivamente ele acertou no presente. Embora seja o único exemplar que possuo, já peguei emprestado pra ler quase toda a coleção dos livros com tirinhas do Calvin lançada aqui no Brasil.

As tiras do Calvin e Haroldo são sensacionais! Sou muito fã do Watterson e leio cada página como se fosse a última. Minha visão de designer ainda não achou um problema na construção dos quadros. =P

20.000 Léguas Submarinas
Adaptação de roteiro por João Marcos
Desenhos de Will

A adaptação da obra de Verne, que conta como o Professor Aronnax, Conselho e Ned Land foram parar no interior do submarino Náutilus com Capitão Nemo, ficou muito boa! Eu adorei e acho que é perfeito não só para o público ao qual se destina, mas um ótimo passatempo para quem procura algo interessante e rápido para ler.

Achei problemas nas construções de algumas coisas nas páginas, ora em relação à ordem de leitura, ora por falta do esclarecimento de alguns detalhes importantes para a compreensão da história. Digo isso porque desta vez quis ler a adaptação antes de ler a obra original, e no final precisei voltar algumas páginas achando que tinha perdido alguma coisa. As coisas só ficaram claras quando li o livro. Novamente passei o olho na HQ, achei o tal quadrinho "importante" e pensei: "faltou semiótica aqui".

Mas enfim, tá muito bom e eu recomendo!

Macbeth
Roteiro adaptado pro Marcela Godoy
Arte de Rafael Vasconcellos

Recomendo este inclusive para mim! Ainda não comprei, mas já folheei bastante e quero ler logo. Gosto muito das obras de Shakespeare e ver adaptações pra quadrinhos me deixa com vontade de tecer críticas, muitas críticas sobre elas. Hamlet até agora é a minha preferida, mas logo em seguida vem Macbeth.

Ainda não conheço o trabalho da Marcela Godoy, mas conheço o trabalho do Rafael e vale a pena ser visto, comprado, recomendado, encomendado...

Momotaro - o menino pêssego
Hideki Katsumoto

Este é um livro ilustrado pelo designer Hideki Katsumoto, que conta uma das lendas japonesas mais conhecidas do mundo! Até mesmo já recebeu adaptações com os personagens da Turma da Mônica, tamanha popularidade! Mas a melhor versão de todas, sem dúvida, é a que tem ilustrações do Hideki! Não li só neste ano, li ano passado também e acho que vou ler pra sempre!

O projeto gráfico do livro é lindo, as ilustrações são lindas, coloridas, divertidas... O livro é super tranquilo para ler, tem um glossário no final com algumas palavras japonesas e curiosidades sobre elementos da narrativa. Enfim, pra quem é criança e procura aventura, ou pra quem está interessado em cultura japonesa, fica a super dica!

Ahhhh.... mas só dá pra conseguir um exemplar contatando o Hideki, porque o livro não possui editora. Fica a dica pras editoras também!!

Desvendando Quadrinhos
Reinventando Quadrinhos
Desenhando Quadrinhos
Scott McCloud

Ninguém vira quadrinhista depois de ler esses 3 livros, porque não é suficiente. Mas eu diria que faz parte da bibliografia básica de quem se interessa pelo assunto. Todos os 3 livros são escritos em forma de quadrinhos, o que muita gente acha interessante. Eu, particularmente, acho completamente chato! Mas vale a pena ler, pois o lado bom de ser 100% ilustrado é não deixar dúvidas sobre o que está sendo dito.

McCloud cita bastante o mestre Will Eisner, então, quem quiser beber da fonte, fique a vontade também:

Quadrinhos e Arte Sequencial
Will Eisner

Eu tenho esse aí, mas há edição mais atual disponível no mercado. Acho que todos conhecem o Eisner como criador de Spirit, mas ele também já desenhou muitas capas para os quadrinhos da Disney, e trabalhou em muitas outras coisas. É considerado um dos maiores nomes quando se fala em quadrinhos no mundo!

Já tá bom?
Por hoje basta. Alguns dos livros acima já são conhecidos de posts anteriores, e com certeza capas novas aparecerão nos Cappuccinos de 2013.

Espero que todos tenham um bom fim de ano e que aproveitem bastante as festas!
Nos vemos em 2013!
Até a próxima! o/

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Que venha 2013!

O ano de 2012 está pra acabar, e tudo indica que levará o mundo junto. Tomara que isso não aconteça! Bom, neste ano fiz coisas muito legais: participei da disciplina de História em Quadrinhos, entrei pro grupo de pesquisa em Quadrinhos da Ufes, publiquei uma história no estilo mangá na Prismarte, viajei para Brasília com o Hugo sensei pra apresentar trabalho num evento, finalmente comecei meu projeto de graduação, fui convidada pra ilustrar um livro de tirinhas, extraí todos os meus dentes sisos, e fiz mais um monte de coisas.

O Cappuccino bateu o record este ano tanto em visualizações quanto em postagens, e devo agradecer a você, que favoritou o link do meu blog ou decorou que o Cappuccino da Nane é com dois "p" e dois "c". Gosto de contar aqui as coisas que eu descubro, as gambiarras que faço, o meu jeito de colorir, desenhar, conservar livros, e gosto ainda mais de saber que isso tudo te ajuda de alguma forma, porque é isso que me motiva a continuar escrevendo. E me ajuda também, claro! Trocar informações por comentário ou por e-mail faz com que todos saiam ganhando.

Enfim, 2012 foi um ano muito produtivo! Espero que 2013 seja mais produtivo ainda, e que tenha mais feriados prolongados e dias mais frescos. Que tenhamos muitas alegrias e histórias pra contar.

Obrigada por tomar Cappuccino comigo!


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

DQ - Design Computacional e outras histórias

O blog da disciplina de Quadrinhos da Ufes já está sendo atualizado com as histórias maiores que foram produzidas durante o período letivo de 2012/1. Todas elas contam um pouco sobre a importância de algumas matérias ou assuntos do curso de Design.

As histórias do blog são mais longas (variam entre 13 e 17 páginas) e servem não só para quem já passou pelas mesmas situações dos personagens principais, também orienta quem almeja ingressar no curso, mas que não faz ideia do que aprenderá por lá.

A minha HQ, Design Computacional, já está online. Ela conta o drama de Nicolas - que deixa pra fazer um trabalho importante na véspera da entrega.

clique na imagem acima para ler a HQ Design Computacional

Para ler as outras histórias, basta clicar aqui em Design em Quadrinhos!
Até a próxima! o/


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

S Design 2012 - O Mundo Acaba em Design

O que é S Design?
De tempos em tempos acontece na Ufes a S Design - uma semana inteira dedicada a atividades complementares do curso de Desenho Industrial, palestras, workshop, oficinas e até avaliação de portfólios e muito mais. Neste ano o tema é design e economia criativa, e abordará uma coisa que eu adoro: a diversidade das áreas de atuação do designer! 

clique na imagem acima e vá para o site da S Design 2012

Também acontecerá um concurso de projetos gráficos - 2º Prêmio Ronaldo Barbosa -, com duas categorias: impressos e digital. Vou participar, mas não posso dizer mais nada... os trabalhos são levados para avaliação sem o nome do autor, e sim com o número de inscrição, para não ter "sabotagem", uma vez que cabe a professores do Departamento de Desenho Industrial fazer a pré-seleção dos projetos. Hehehe!

Design em Quadrinhos
Este é o nome do projeto de pesquisa em design em quadrinhos que participo atualmente dentro do Núcleo de Imagem, Produção e Pesquisa(NIPP), na Ufes. Lá estudamos e pesquisamos como a metodologia de projeto em design pode se aplicar à produção de histórias em quadrinhos. 

Todos os posts sobre HQ do Cappuccino (ordem de leitura, tipografia, esboço, roteiro, storyboard, arte final, etc) se devem muito ao conhecimento que adquiri tanto na disciplina Estudo e Produção de Histórias em Quadrinhos quanto no projeto de pesquisa em quadrinhos, tendo como base tudo (teoria e prática) que vimos durante o curso de Desenho Industrial somados aos autores específicos da área de quadrinhos. 

Durante 3 dias da S Design, nós faremos uma oficina de Design em Quadrinhos, abordando desde a criação do personagem até arte final, passando por várias etapas pertinentes do projeto de design. E o melhor: colocando todo mundo pra desenhar e produzir!

Eu (caloura) na 1ª S Design - fazendo HQ

Durante todo o tempo que me entendo por gente, desenho. Do primeiro dia de aula até hoje, fim de curso, meus melhores projetos acadêmicos tiveram pingos de nanquim. Em todas as "S' anteriores, participei de oficinas e minicursos sobre história em quadrinhos - criação de personagem e roteiro com Estevão Ribeiro; minicurso de roteiro com João Marcos; oficina de HQ com Manoel Ricardo -, mas desta vez participarei como oficineira responsável pela parte de arte final!  Por isso, me sinto bláster feliz participando da S Design deste ano... fazendo algo que realmente gosto!

E que o mundo acabe em Design!!!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Crayon analógico e digital

Uau! Quanto tempo se passou desde a última postagem! Estive envolvida em alguns projetos ultimamente e quase não tive oportunidade para atualizar o Cappuccino durante as semanas que se passaram. As ideias e conteúdos, por sua vez, foram acumulando e terei dificuldade até para ordenar o pensamento, já que fico com vontade de falar tudo ao mesmo tempo.

Costuma-se usar o Crayon ou lápis de cera para desenhar, colorir, escrever. Geralmente associamos essa palavra apenas a giz de cera, mas é uma visão equivocada. Lápis de cor, lápis dermatográfico, carvão, giz pastel, giz de cera, tudo isso é considerado crayon, e felizmente temos disponíveis hoje no mercado um monte de cores e marcas.

File:Crayones cera.jpg
Giz de cera

As cores
Geralmente estudamos cor em dois momentos importantes da nossa vida escolar: 1 - nas aulas de Física (disco de Newton e disco de Benham) ; 2 - nas aulas de Citologia (cones e bastonetes, lembra?). Eu poderia falar aqui dos comprimentos de onda e das células fotossensíveis presentes nos nossos olhos, mas é melhor deixar essa parte pra lá. Simplificando muito a história, existem dois tipos de cor: cor luz e cor pigmento. A cor luz é a que vemos na TV ou no monitor do computador; e a cor pigmento é a cor que vemos nos impressos, nas tintas, lápis, caneta, etc.

Cores primárias
Chamamos de cores primárias aquelas cores que dão origem a todas as outras. No caso da cor luz, temos o vermelho, verde e azul (RGB - red, green, blue) como primárias, e nas cores pigmento temos cian, magenta e amarelo (CMY - cian, magenta, yellow). 

Misturando as cores

Disco cromático

Fiz dois círculos cromáticos usando dois materiais diferentes com apenas as três cores primárias de pigmento (CMY) para formar todas as outras cores. Podemos observar que a passagem de uma para a outra se dá de maneira brusca, devido ao material utilizado, e essa sobreposição de camadas de cor para misturar se assemelha ao que fazemos com aquarela.

Lavando com branco

Na imagem acima vemos uma espécie de borrão na parte superior das misturas. Esse borrão é formado pelo lápis e giz brancos. Essa é uma das funções do lápis branco, na verdade... suavizar a passagem de cor, ou esfumaçar, ou clarear determinada área do desenho, além de dar tom pastel às cores.

Obtendo efeitos como este, por exemplo


Crayon no Paint Tool SAI

Primeiro desenho feito no Paint Tool SAI

Há alguns dias instalei a versão trial do Paint Tool SAI no computador para ver como era, já que muitos amigos meus estavam trocando o Photoshop pelo SAI para colorir e tecendo elogios sobre ele. Apesar de realmente deixar a linha de contorno mais "bonita" e menos tremida que no Photoshop, e poder contar com uma variedade de brushes, achei os efeitos do SAI um pouco fracos (o de aquarela é horrível!). Um dos que mais achei interessantes foi o de efeito crayon, e foi com ele que colori o desenho acima para o J.A.C. do Halloween.

Detalhe 1

Usando todos aqueles conceitos da primeira parte deste post, colori o desenho todo digitalmente. O SAI simula o comportamento dos pigmentos, e se você trabalha a cor toda na mesma camada, é possível lavar a cor escura com uma cor mais clara, ou até mesmo com o brush branco.

Detalhe 2

No meio físico temos limitações de cores, mesmo fazendo misturas. No meio digital, as opções aumentam em milhões de vezes, mas o esforço braçal (pelo menos no que pude notar usando o SAI) continua o mesmo, as únicas vantagens são não precisar escanear e poder dar Ctrl+Z.

Paint Tool SAI

Interface do SAI

Aí está a interface do SAI com a imagem da Aoxo pra colorir e as configurações de brush que eu estou usando. Costumo criar minha própria paleta para não ficar perdida depois naquele círculo de milhões de cores, mas isso vai de cada um.

Mais uma captura de tela, com as cores usadas na máscara e na pele

A dica que eu dou pra quem quiser brincar nesse programa usando o efeito crayon é: faça de conta que é lápis de cor de verdade, pinte sempre no mesmo sentido, esfumace fazendo movimentos circulares, e muito cuidado com a pressão da caneta.

Fiz um vídeo curto pintando uma parte:


O post ficou maior do que eu previa, espero que tenha gostado.
Dúvidas, correções, sugestões... é só deixar comentário ou enviar e-mail. ;)

Até a próxima! o/

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Quero desenhar! Como começo?

Antes de tudo
Eu costumo dizer que "querer é meio caminho andado para conseguir". Então, se você quer desenhar, vença a próxima etapa: a que te leva ao objetivo. Há vários caminhos para se começar a desenhar, cada pessoa desenvolve o próprio método de aprendizagem, não é algo que se possa estabelecer como receita de bolo.

Há nas bancas uma infinidade de apostilas de desenhos.

Como sempre, vou deixar claro que as dicas que adiciono no Cappuccino são frutos da minha maneira de resolver determinadas situações, sobretudo baseada em minhas próprias experimentações a partir de leituras, pesquisas, análises, vivência, etc, sobre determinado assunto.

Outra coisa
Não fique comparando o seu trabalho com o de um Mike Deodato da vida... Pode até tê-lo como uma de suas referências, mas seu trabalho deve ser comparado primeiramente ao seu antes e seu depois. Se você está melhor do que antes, ótimo!

Um exemplo do meu antes (esquerda), em 2010, e depois (direita), 2012.

Como começo?
Como começar eu não sei, pois não me lembro como comecei... foi há tanto tempo! Mas elaborei um roteiro de estudos e vou compartilhar com vocês aqui. Prontos? Peguem lápis e papel, ou mesa digitalizadora, que a labuta vai começar agorinha mesmo!

Etapa 1: Ritmo - Risque, rabisque e passe por cima!
Solte o braço! Desenhe retas horizontais, verticais, inclinadas, da esquerda para a direita, da direita para a esquerda; curvas, círculos, triângulos; formas geométricas, formas orgânicas. Gaste pelo menos meia hora do seu dia fazendo um aquecimento desse tipo... Ah! Nada de réguas ou segurar Shift nessas horas, ok? Se as retas não ficarem retas, não há problema! Com o tempo isso melhora.

Sobre o "passar por cima" eu me refiro a pegar um desenho pronto de alguém e colocar um papel vegetal ou criar uma layer por cima e copiar. Lembra na escola, quando você estava aprendendo o alfabeto e passava por cima de letras pontilhadas? É mais ou menos isso. E, ainda usando o exemplo das letras, escolha estilos de desenhos variados, afinal de contas ninguém quer passar o resto da vida escrevendo só a letra A ou B.

Isso aqui é o quero dizer com "Passar por cima"

Pegue um personagem de Dragon Ball Z, com linhas mais marcadas e formas pontiagudas para desenhar num dia, no outro dia você desenha personagens da Turma da Mônica, que são mais redondos... e vai alternando para aquecer mesmo. E não invente upar o resultado disso num portfólio, já que você não consegue ainda desenhar um personagem desses sozinho. Lembre-se: Você está passando por cima!

Etapa 2: Exercício - Observe, construa e desconstrua!
Esta próxima etapa fez muita diferença no meu antes e depois. Passei pelo Desenho de Observação quando entrei na UFES, porque é matéria obrigatória do primeiro período. Aqui aprendemos a observar as coisas e reproduzi-las no papel usando grafite (de lápis ou lapiseira) de diferentes graduações: HB, 2B, 3B, 4B, e por aí vai.

Graduações de grafite

Primeiramente o estudo é feito desenhando o objeto e colocando nele a sensação de volume, ou seja, as passagens de luz e sombra. Isso pode ser feito não só com objetos, mas estudos de anatomia desenhando modelos vivos, ou reproduzindo fotografias.

Fiz este estudo usando lápis de cor azul aquarelável

Will Eisner disse que para se desenhar uma porta, é preciso entender como a porta funciona, independente se o estilo do desenho for realista ou exagerado humoristicamente. No caso dos objetos desenhados, ele diz que "o leitor sabe como devem funcionar e reagirá de modo negativo se você errar.". - Tirei a informação do livro Quadrinhos e Arte Sequencialeditora Martins Fontes.

Então, vamos estudar como construir para saber desconstruir.

Etapa 3: Treino - Crie, desenhe, mostre, estude, refaça!
Talvez a mais difícil das 3 etapas seja esta última, porque não dependemos só de nós mesmos para avaliarmos o quanto progredimos. Precisamos da opinião dos outros! Daqueles que entendem do assunto e podem criticar o nosso trabalho justificando a crítica (e acredito que fazer diferenciação entre "construtiva" e "destrutiva" seja desculpa de noobie - crítica é crítica e ponto).

Se receber um "nossa, ficou muito bom!", pergunte por quê. Se receber um "Ficou ruim!", pergunte por quê. A pessoa que disse que aprendemos com os erros está certa, mas também podemos aprender com os acertos se eles nos forem apontados.

Não desanime com um "essa perna que você desenhou está desproporcional." - pesquise anatomia da coisa que você desenhou, estude aquilo, volte para o desenho de observação, aprenda a estrutura de uma perna (ossada, musculatura, articulações), desenhe muitas pernas, refaça seu desenho, mostre novamente... e repita o ciclo quantas vezes for preciso. Afinal, você quer ser bom, não quer?

Crie um blog, uma galeria no deviantArt, um álbum no Facebook para que seus conhecidos possam ver e criticar seu trabalho. Mas vamos combinar que opinião de mãe e de melhor amigo não conta, tá? Eles costumam roubar a seu favor!

Fiquem a vontade para me mandar links com o resultado. Gostaria muito de visualizar o processo! Caso o trabalho seja upado no Facebook, por favor deixe o álbum aberto para que eu possa ver, porque eu não tenho perfil lá. XD

Bom trabalho e até a próxima! o/

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Grande Mac!

Macbeth

Que eu gosto de livros e quadrinhos não é segredo algum! Todos sabem disso, até quem tem a infelicidade de pegar o ônibus no mesmo horário que eu. Quando a leitura envolve os dois - adaptação de um livro para quadrinhos -, a coisa fica ainda mais interessante!

Geralmente as adaptações para quadrinhos são feitas não só para estimular a leitura, mas também como forma de popularizar um certo livro. Há vários trabalhos desse tipo no mercado, os quais ainda não tive a oportunidade de adicionar a minha biblioteca particular, mas folheei inúmeras vezes nas livrarias. O motivo de não ter feito isso ainda é gostar de ler a obra original antes de ver suas adaptações, independente da mídia (filme, série, quadrinhos, jogo, etc). Acontece também de encontrar coisas que já li, mas as vezes o traço do ilustrador não me agrada tanto... aí acabo deixando pra lá.

Uma das editoras que investem nisso é a Editora Nemo, que já publicou nomes da literatura mundial, como Júlio VerneWilliam Shakespeare, e há alguns dias foi anunciado por ela o lançamento de Macbeth para a série Shakespeare em Quadrinhos.


Terminei ontem de ler Macbeth (livro) publicado pela L&PM e agora estou ansiosa para ler a versão em quadrinhos por vários motivos: adoro Shakespeare; conheço o ilustrador; gosto de adaptações; estou curiosa para saber como os personagens foram desenhados; quero conhecer o trabalho da roteirista e saber se fez uma boa adaptação; etc.

Recomendo a leitura das obras de Shakespeare, galera! Macbeth é uma das minhas preferidas.
Até a próxima! o/


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Geminoid-F + Siri = Chii...

Hoje não tem dica, nem desenhos, apenas uma reflexão.

Em 2001 a CLAMP publicou no Japão uma série seinen (destinada ao público adulto) de mangá chamada Chobits. Esta série contava a vida de Motosuwa Hideki, um menino do interior que vai para Tóquio fazer cursinho a fim de ingressar na Todai (Universidade de Tóquio). Lá ele fica maravilhado com os caríssimos  computadores pessoais em forma de mulheres - os persocons -, que entram na internet, fazem contas, etc, etc...


Abertura da versão animada de Chobits

Um belo dia, Hideki encontra Chii (uma persocom) jogada no lixo e a leva pra casa. Sem o cd de instalação, ele começa a "ensinar" as coisas do mundo para seu novo computador. A história é bem legal, mas como a maioria dos mangás da CLAMP há apelo sexual e muitas coisas pervertidas... ignorando esse último fato, consegui ler a série inteira e tenho vários volumes dela no meu baú. Em Chobits podemos acompanhar o drama do amor impossível entre homem e máquina e outras questões sociais que esse assunto envolve.

Bom, não muito longe dali havia um professor da Universidade de Osaka chamado Hiroshi Ishiguro trabalhando no Instituto Internacional de Pesquisas Avançadas em Telecomunicações (mais conhecido como ATR), que em 2005 criou o primeiro robô da série Geminoid à sua imagem e semelhança - o Geminoid HI-1. Mais tarde, em 2010, ele criou a versão feminina, Germinoid-F e depois disso, juntou o primeiro com o segundo e fez o Geminoid-DK, super completo!


Geminoid F - fala, gesticula, responde...


Agora estamos na geração smartphones e touchscreens... Temos telefones que computam, ou melhor, computadores que telefonam. Não precisamos mais perguntar coisas pros nossos pais ou professores, ou ir à biblioteca quando temos as respostas na palma da mão. "Temos" o mundo todo na palma da mão. Entre aspas pois ainda considero uma tecnologia cara... o menor computador que possuo com acesso à internet é meu notebook. =P Quando saio na rua e vejo um monte de gente acariciando incansavelmente as telas de seus telefones, me sinto como Hideki em Tóquio - completamente perdida e maravilhada.

Pra fazer um link entre Geminoid-F e Chobits, apresento Siri (que todos já devem conhecer, na verdade): um aplicativo para iOS que funciona como se fosse uma secretária, sabe? Assistente pessoal... responde perguntas, sugere coisas, conversa com você, deve virar cambalhota também... mas se não virar, tenho certeza de que ela sabe como fazer. Esse aplicativo respeita uma linguagem de programação que permite processar a linguagem natural e, com palavras chave, busca na rede coisas relacionadas, filtra o que é mais provável como resposta da pesquisa (uma pergunta por exemplo) e responde. Assista ao vídeo pra entender melhor:


É assim que funciona, entendeu?

Agora coloque uma Geminoid-F pra funcionar com Siri... vira uma Persocom de Chobits! A ficção virando a realidade, a realidade baseada na ficção? Sei lá qual a ordem das coisas, mas eu estou vivendo num mundo cada vez mais complexo e inacreditável. Se isso é bom ou ruim, não cabe a mim decidir. Cada pessoa tem seu ponto de vista em relação as coisas e eu respeito os dois lados.

Enfim, ao mesmo tempo que me sinto maravilhada com o avanço das coisas e a propagação do conhecimento, me sinto melancólica. Mesmo usando - e gostando de usar - as tecnologias disponíveis hoje, talvez o meu apego ao modo tradicional tanto de comunicação (mando cartas até hoje), quanto de processo artístico (lápis, tinta, borracha e montanhas de papel), até mesmo afetivo, seja por "medo" de que as pessoas esqueçam tudo isso um dia.

No próximo post vai ter desenho, prometo! =P
Até mais! o/

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mists of Pandaria


Comentei no post anterior sobre um desafio de desenho super empolgante que estou participando com a Suco no Grupo JoGees - o JAC. Bom, o desafio proposto na última semana foi desenhar um Panda! ...mas não qualquer panda. Teremos que nos basear na expansão de World of Warcraft - Mists of Pandaria para criar o nosso personagem, ou apenas desenhar com o nosso estilo favorito. Talvez eu nem tenha entendido direito a proposta do desafio, mas eu já fiz o meu panda e upei na galeria do DeviantArt.

Neste post, assim como no post da Jem, mostrarei o desenvolvimento do meu pandinha. O processo não é tão diferente assim do anterior, trabalhei metade no ambiente analógico e metade no ambiente digital. A diferença foi o estilo de desenho que escolhi, que foge completamente da estética do jogo em questão, mas que me agrada muito: arte asiática. Vamos à receita:

Ingredientes:
- papel
- lápis
- panda
- nanquim
- etc

Modo de preparo:
Quando não domino um assunto, sempre começo pela pesquisa. Nunca joguei World of Warcraft, então fui caçar informações tanto pelos wiki da vida, quanto por conversas com quem joga. Depois eu fui atrás de imagens de panda pra estudar anatomia deles, mesmo que eu tenha que deformar depois. Afinal, eu acredito na máxima de que pra desconstruir/deformar precisamos saber construir/formar.

1) O panda!

Foi difícil achar um em seu ambiente natural que não estivesse posando

Usando não necessariamente esse panda como modelo e lembrando sempre da proposta do mmorpg, rabisquei muitos papeis para conseguir uma ideia legal de pose e personalidade pro meu panda.

Alguns rabiscos

2) Pintura chinesa

O que me deu inspiração pro estilo foram as gravuras da Dinastia Ming (cópias, claro!) que possuo emolduradas na parede acima do computador. Sabe quando você está perdido, põe as mãos no rosto e olha pra cima dizendo "E agora, o que eu faço?" ? Então! Fiz isso e me deparei com as gravuras, que considerei uma resposta divina ao meu questionamento! Hehehehe É muito comum encontrarmos Pandas na China, então arrisquei seguir a linha da pintura chinesa.

Meus quadrinhos chineses

3) Um, dois, três... Valendo!

Desenho à lápis feito no papel vegetal

Pensei em esboçar a lápis no papel vegetal porque o pincel com nanquim desliza muito mais fácil nesse substrato. Além disso, acho mais fácil apagar o lápis no papel vegetal porque não deixa tanto arranhão na hora de escanear. O esboço final acabou virando uma mescla dos rabiscos anteriores. Gostei tanto que, quando terminei o desenho, achei que ele também ficaria legal se finalizado com caneta nanquim. Por isso, acabei pegando outra camada e fazendo a arte final com pincel e nanquim pra não estragar a base. =P

Usei pincel pra aquarela... que também uso pra caligrafia japonesa

Aquela textura no canto inferior esquerdo eu fiz com pincel de cerdas duras para depois aplicar na área do desenho correspondente à pelagem escura do urso. Usar esse pincel da imagem é um pouco dificil, precisa ter certas horas de treino para não fazer lambança. Ainda não me considero habilidosa com ele e em casos de vida ou morte, uso o pincel redondo nº 2 com pelos de marta. Como o JAC não se trata de vida ou morte e eu participo por diversão, arrisquei e deu certo!

4) Aquarela

Detalhe...

Eu gostaria MUITO de ter usado aquarela tinta pra pintar meu panda, mas devido ao tempo corrido (produções acadêmicas e congressos), optei pela colorização no digital mesmo, que além de mais rápida, dispensa água, paninho e bagunça. O efeito de aquarela que usei pode ser lido no post Aquarela Digital.

5) Resultado

Clique na imagem pra visualizá-la na galeria do DA

Os caracteres no canto superior direito da imagem significam "panda" em mandarim, e no carimbo vermelho há os kanjis de minami (do japonês: sul) e oto (do japonês: som), que juntos podem ser lidos como "Nane".

Encerro o post por aqui. Como disse lá em cima, o processo não foi tão diferente do outro, mas espero que tenham gostado do resultado. Modéstia à parte eu achei muito bom, mas mudaria várias coisas... Infelizmente não tenho tempo pra mudar agora, então fica por isso mesmo.

Até a próxima! o/
-----------------------------------
Agradecimento especial a Saritcha, lindeza que joga wow; e ao Google tradutor, por me ensinar mandarim em menos de 1 segundo!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Meu primeiro J.A.C.

Eu e a Suco fazendo cosplay! ^-^

No post sobre Jem e as Hologramas comentei sobre um desafio de desenho que participaria a convite da Suco chan. Pra quem não leu ou está com preguiça de rolar alguns posts abaixo, farei um resuminho do que seria esse desafio:

Existe um programa ao vivo no Livestream que passa toda sexta-feira as 21h (horário de Brasília) chamado JoGeeTV, em que os apresentadores se reúnem pra desenhar e conversar sobre arte, jogo, dar dicas de desenho, etc. Esses apresentadores são nada mais nada menos que Dax Gordine e Joe Vriens. Você deve ter se perguntado "Queeeem?!", e eu também não sabia quem eram até a Suco contar que são uns caras que desenham pra Capcom. A cada duas semanas, esses caras propõem um desafio de desenho chamado J.A.C. - JoGee Art Challenge pra quem participa do grupo JoGees no Deviant Art, em que o premio consiste num desenho de um personagem da escolha do vencedor feito por Dax e Joe. 

Lá funciona da seguinte maneira: quando mais de 15 pessoas disputam o desafio, são escolhidos 2 vencedores em vez de 1. Na última sexta-feira, embora houvesse menos pessoas disputando, Dax e Joe escolheram 2 vencedores também, pois devido a um contratempo tiveram que adiar o julgamento dos desenhos por uma semana. Além de dizer quem venceu, os caras comentam desenho por desenho e dizem o que pode ser melhorado. Isso eu acho maneiro, porque dá gás pra gente voltar com tudo no próximo desafio.

Alguns desenhos enviados pra galeria J.A.C.

Eu participei do último J.A.C. a convite da Suco. O desafio foi fazer o redesign de uma ou mais personagens do desenho animado Jem e as Hologramas, adaptando o visual anos 80 para os dias de hoje. Suco e eu participamos para competir (no sentido divertido da coisa) não só entre nós duas, mas com todos os integrantes do grupo. Torcíamos uma pra outra... bom, pelo menos eu torcia muito pra que ela ganhasse! XD 

Final das contas, nós duas vencemos!!! Fiquei feliz demais não só de ter vencido meu primeiro concurso de desenho, mas também por ter dividido essa "vitória" com a minha vizinha de blog e superamiga, Suco chan!



Valeu muito a experiência! Já estamos pensando no próximo desafio. 
Até a próxima! o/

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Conservação de livros

O Cappuccino de hoje é sobre uma grande preocupação que tenho em relação a conservação de impressos. No título do post usei a palavra "livros", mas as dicas que darei se aplicam a qualquer encadernado que você tiver em casa. Inclusive, usei meus mangás como exemplo para as fotos.

Há alguns dias tentei vender umas revistas da Turma da Mônica Jovem num sebo e notei que, com um ano de "uso", as revistas desvalorizaram 6 vezes mais que um carro! Eu não tenho dados quantitativos para embasar minha afirmação, mas no caso que vivenciei foi exatamente isso que aconteceu.

Média de desvalorização por ano.

Claro que o objetivo de um sebo é vender livro por um valor muuuuuuito menor que na livraria, mas poxa vida... será que a conservação do impresso não pode influenciar no valor da revenda? Eu recusei a oferta e voltei pra casa, afinal, mesmo querendo "me livrar" das revistas, prefiro dar de presente para alguém que valorize do que sair em tamanho prejuízo.

Antes de começar a dar as dicas de conservação, quero fazer uma pergunta: Qual a diferença entre os mangás abaixo?

Aparentemente nenhuma, né?

Eu havia comprado o volume 6 de Chobits num sebo certa vez, e esquecendo completamente disso tempos depois, comprei o mesmo volume numa livraria. No sebo em questão eu paguei um valor muito próximo ao valor original do mangá, e na livraria, paguei o valor da capa. Agora mostrarei a diferença:

Tcharaaaaam! Quantos perdigotos!

Ao contrário do que alguns pensam, essa mancha amarelada que aparece nos livros não são marcas de velhice, e sim sinais de má conservação. A prova disto é a foto acima, em que os mangás tem a mesma idade! O que ocasiona esse amarelado feio nas páginas são os perdigotos - gotículas de saliva, suor, gordura e demais fluidos corporais, que carregam inúmeras bactérias. Estas umedecem e oxidam o papel formando manchas medonhas e um cheio desagradável. Outra mancha comum de se encontrar são as de fungos, que são muito mais escuras, mas também são ocasionadas pela umidade.

Até agora eu nunca consegui remover as manchas das páginas, mas consegui cortar o desenvolvimento passando algodão com alcool nelas. O método mais eficaz de ter uma coleção limpinha é conservando sua limpidez e manuseando os impressos com cuidado. Além de não tossir, falar ou espirrar nos seus livros, é preciso mantê-los longe de poeira e traças.

- Ingredientes:
Conservar é muito simples, mas requer algum gasto extra.

Sacolinhas plásticas de tamanhos variados.

Essas sacolinhas são facilmente encontradas em lojas de embalagens. O pacote da esquerda vem com 100 unidades e comporta um mangá ou um livro formato de bolso; o rolo da esquerda vem com não-sei-quantas sacolas grandes, onde podem ser acomodadas até 12 volumes de mangas, com sobra.

- Modo de preparo:
Como disse lá em cima, usei meus mangás para demonstrar as etapas de cuidado com impressos, mas isso se aplica a livros, revistas, etc. A fim de não me perder, usarei sempre a palavra mangá, mas se o seu caso for outro, substitua mentalmente as palavras.

Trocando as sacolinhas.

Alguns mangás são vendidos já com um plástico em volta, mas eu prefiro trocar para uma sacola mais folgada para que haja camada de ar em volta do encadernado. Essa camada de ar evita atrito da capa com o plástico impedindo que a impressão seja danificada. Pelo mesmo motivo não recomendo o uso de plástico filme.

Muito cuidado aqui!

Não sopre a sacolinha para abrir, use as mãos! Ali em cima eu falei sobre os perdigotos... se você soprar dentro do plástico, vai infestar o ar de bactérias e seu trabalho será em vão. Lembrando também que é mais eficaz guardar um mangá por plástico.

Não faça isso!

A melhor forma de acomodar mangas em prateleira é horizontalmente, ao contrário da forma mostrada acima. Existe uma força que atua sobre os corpos chamada "gravidade", e se o peso (massa + gravidade) de uma coisa não for bem distribuída numa área, essa coisa deforma. O mangá na vertical possui uma área de base é muito pequena, por isso, se for colocado simplesmente em pé na prateleira, ele vai empenar fácil.

"Mas Nane, eu acho tão lindo uma prateleira com as lombadas dos livros lado a lado... Como faz?" - Simples, vamos precisar de duas coisas: 1) colocar mais um plástico envolvendo o mangá, desta vez de cima para baixo. Dessa forma seu mangá não pegará poeira em cima, nem ficará aberto embaixo para passagem de traças.

Vista uma sacola de baixo pra cima e outra de cima para baixo

2) não deixe espaço entre os mangás, mantenha tudo bem firme e justo na prateleira. Se o espaço for bem maior que a quantidade de mangás que tiver, alguns pesos laterais podem ser usados para dar essa firmeza. É importante que fiquem bem unidos para formar uma espécie de bloco cuja base comporta a ação da gravidade.

Há disponível no mercado diversos modelos de apoiador de livro

Eu até organizaria minhas coisas em prateleiras se meu quarto tivesse alguma. Atualmente meus mangás ficam dentro de um baú de plástico duro, e meus livros numa gaveta gigante debaixo da cama. Um dos meus sonhos é ter aquela biblioteca do castelo da Fera (A Bela e a Fera - Disney) um dia. xD

Por hoje é só! Qualquer dúvida, deixe um comentário ou envie email.
Até a próxima! o/

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Jem e as Hologramas

"Quem e as Hologramas??"
Jem e as Hologramas, galera. Eu também não conhecia e, com todo o respeito, nem é do meu tempo. Isso é uma série animada de TV dos anos 80 que conta a história de uma menina chamada Jerrica (Jessica na versão brasileira) Benton, filha do dono do orfanato pra garotas Starlight Girls  e acionista da gravadora Starlight Music. Após a morte de seu pai, Jerrica assume uma nova identidade (Jem) e forma com as amigas do orfanato uma banda para, acredito eu, fazer dinheiro e conseguir comprar a outra parte das ações da gravadora. Isso acontece com a ajuda de um computador chamado Energy, que seu pai deixou escondido em algum-lugar-Starlight, capaz de produzir hologramas.

Jem e as Hologramas

Semana passada, Suco chan me chamou pra assistir a um programa online em que dois artistas desenham e discutem várias coisas sobre ilustração ao vivo toda sexta-feira - o JoGee. Lá eles também propõem desafios de desenho para quem faz parte do grupo no Deviantart. O desafio que está rolando atualmente é fazer o redesign de um ou mais personagens do desenho animado título do post, adaptando para o cenário pop atual, e eu resolvi me inscrever nesse trem pra competir com a dona do Caixola.

Cansada de queimar a retina na tela do computador desenhando com a tablet, resolvi trabalhar com papel e "camadas analógicas" desta vez, usando o computador apenas pro acabamento. Confira as etapas:

1) Primeiro pensei nas coisas que são atuais no cenário pop: objetos, roupas, acessórios, cortes de cabelo, estilos musicais... enfim, uma série de coisas que a gente encontra nas ruas, nas rádios e na televisão. Tendo essa lista, filtrei as características que poderiam se encaixar com a personalidade da Jem/Jerrica - personagem que escolhi - e comecei a esboçar sua nova aparência. 

Cacei os primeiros episódios no youtube pra assistir e pesquisar personalidade, história, família, gestual, comportamento, etc. Mesmo tendo preguiça de fazer uma busca decente e assistindo aos episódios em italiano, acredito ter feito um bom trabalho.

2) Depois de ter feito o rascunho, usei uma "nova camada" (de papel vegetal) para passar nanquim. Gostaria de ter usado bico de pena, mas estou com pouquíssima tinta nanquim no pote... aí usei a caneta descartável mesmo. A vantagem é que a ponta não arranha a folha de papel vegetal. 

Na série, a aparência de Jem é dada a Jerrica através do holograma produzido pelo computador Energy, que era acionado por meio de brincos em forma de estrela. Transferi Energy pra um computador portátil, que pode ser um tablet ou um Smartphone... A pose que escolhi foi uma tipo: "@jerricabenton: Estou pronta para mais um show d'As Hologramas. http://instagr..."

3) Em outra camada usei lápis de cor para colorir algumas partes do desenho. As roupas e a munhequeira eu quis trabalhar no computador por 3 motivos: I - a mesa que tenho possui superfície áspera, o que dá  um efeito de textura muito legal quando uso lápis de cor. Porém não queria dar esse efeito na roupa, queria algo mais liso; II - meu lápis de cor preto é o menor de todos e eu queria fazer o vestido bem escuro; III - não queria gastar meu nanquim. Não necessariamente nesta ordem.

4) A vantagem de fazer as coisas em camadas é poder jogar uma delas fora sem ter que repetir o trabalho todo de novo. Aff... é a mesma vantagem do jeito digital de fazer as coisas, só que na "vida real". Acima está a ordem correta do agrupamento das camadas.

5) Juntando as camadas na ordem certa, colando as laterais com fita adesiva, e olhando contra a luz, podemos ver o resultado aproximado dessa trabalheira toda. Bom, na foto acima o desenho não está contra a luz, e sim em cima da mesa... mas dá pra ver mais ou menos o resultado.

6) É importante dizer aqui que o que você vê agora não é igual ao que vai ser digitalizado. O papel vegetal deixa a visão das cores um pouco acinzentada, pois não é 100% translúcido. Porém, ao escanear, a luz percorre sua superfície com tanta intensidade, que fica tudo transparente e bonitinho. Escanear agora equivale ao Crtl+E do Photoshop.

7) Por fim, escaneei e dei uma editada básica. Eis o resultado dessa tarde! Deu um certo trabalho, mas eu me diverti muito com isso tudo. Há um bom tempo não desenhava no papel e foi bom voltar pra lá. Mesmo tendo resolvido o problema da ponta da caneta da mesa digitalizadora com o palito de dente, pretendo agilizar a compra da minha Wacom. =P

A versão da Suco chan você confere clicando aqui. Torçam por nós duas!! Apesar de estarmos competindo, também ficarei muito feliz se ela vencer o desafio.

Até a próxima! o/