quinta-feira, 4 de maio de 2017

May the 4th

Fala, galera! Aqui é Yuri, o cara*... não, péra. Aqui é a Nane mesmo.
Hoje, como em todos os anos nesta data, é comemorado o dia de Star Wars. A explicação é a pronúncia parecida das frases em inglês "May the force be with you" (que a força esteja com você) e "May the 4th be with you" (4 de maio esteja com você).

Fãs e nerds do mundo inteiro estão comemorando esse dia postando em redes sociais algo relacionado com o tema. Hoje passei algumas horas desenhando também.

Cenas do filme e rascunho do desenho de hoje.

A inspiração veio de uma das cenas do filme Star Wars - Episódio 4 - Uma Nova Esperança, em que Luke Skywalker fica andando num pântano pra lá e pra cá com Yoda nas costas. No caso, eu estou como o Mestre Yoda e o Sr. Momotaro está como Luke, porque o coitado sofre comigo.

Desenho finalizado.

Para finalizar usei nanquim - caneta e tinta -, marcadores Tombow, lápis de cor e caneta gel branca. Foi divertido desenhar essa cena, pois além de ser o primeiro desenho de Star Wars com um mínimo de decência que faço, lembrei de quando assisti aos filmes pela primeira vez e me peguei rindo sozinha várias vezes, igual uma doida.

Fico por aqui. Que a força esteja com você! o/
Até a próxima.

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*Yuri é youtuber do canal Como Assim, Cara?

domingo, 30 de abril de 2017

Link de Zelda

Já jogou Zelda?
Desde criança escuto falar nos jogos dessa franquia, mas foi depois de velha que comecei a jogar de fato. Os jogos e o videogame são do Sr. Momotaro, mas a gente tem um esquema de "morreu, passa o controle" que costuma funcionar.

Até agora tive contato mais próximo com dois desses joguinhos para Nintendo Wii U: Zelda - The wind waker e Zelda - breath of the wild. É o mesmo universo, mas historinha e aventuras diferentes. A ambientação e a construção da narrativa são maravilhosas e os jogos conseguem ser bem imersivos. Quero dizer, o gráfico não é hiper-realista - e nem tem necessidade, mas a jogabilidade e a forma como a história é contada fazem com que a gente entre no jogo de maneira bem forte.

O personagem que normalmente controlamos no jogo se chama Link, um guerreiro cujo objetivo é salvar o reino de Hyrule de algum mal. Zelda é a princesa desse reino, amiguinha do Link. E essa explicação toda sobre o jogo é apenas para contextualizar um desenho que fiz recentemente em pastel oleoso.

Siiiim! Pastel oleoso de novo, galera! Estou viciada nesse material. Pra quem é ansioso, tem pouco tempo pra desenhar e gosta de finalizar o que começou, é perfeito. Tirei uma tarde dessas para pintar o Link com pastel oleoso. Como referência, usei o visual do jogo the wind waker.

Imagens de referência

Aí você junta uma caixa de pasteis oleosos, papel A3 e uma esteira de palha numa varanda e voilà. Combinação perfeita pra uma tarde de sábado (ou domingo, ou feriado, ou qualquer dia).

Processo

Algo que passei a apreciar bastante no uso de pastel oleoso é o acúmulo de camadas de pigmento e a marcação do gestual. Conseguimos deixar "rastros", isto é, podemos perceber a quantidade de tinta, de força e de velocidade empregada em uma área pintada observando o material sobre o papel.

Detalhes

Gosto também de como as cores se misturam. Na área verde tem mistura de alguns tons de azul e de amarelos, e no cabelo loiro do personagem usei quase todas as 36 cores do estojo. Sem dó! Acho que quanto mais misturas fazemos, mas interessante o resultado fica. O legal do pastel oleoso é que, se por acaso erramos uma cor, podemos raspar a área e começar de novo, oooou sobrepor camadas de outras cores como se nada estivesse acontecido. Visualmente o substrato (papel, tela, madeira) fica texturado, cheio de relevo.

A tinta a óleo também permite trabalhar com essas sobreposições de camadas e misturas, porém, devemos considerar o tempo para secar e o cheiro forte do diluidor. A vantagem do pastel oleoso, ao meu ver, é justamente a praticidade do imediato. Não preciso esperar nada secar e a alergia não ataca.

Resultado.

Considerando o bastão de pastel, quanto maior a área para se trabalhar, mais podemos desenvolver detalhes nos desenhos. Naquela visão aproximada lá em cima, vemos borrões de tinta, mas olhando afastado (de uma certa distância),  as cores se misturam. Fiquei feliz com o resultado.

Até a próxima! o/

quarta-feira, 22 de março de 2017

Pegando uma corzinha na praia

Nós, que não conseguimos ficar muito tempo sem desenhar, vivemos situações bem esquisitas de vez em quando e que só são entendidos por outras pessoas que também desenham. Quero compartilhar neste post uma história das minhas férias envolvendo materiais de desenho.

Tirei uns dias de folga do trabalho e meu marido sugeriu fazer uma viagem à praia, ficar uns dias fora de casa, passear por aí e dar aquela relaxada. A primeira coisa que passou na cabeça foi: "o que vou levar pra desenhar?" Nessa hora passei um dos maiores dramas de escolha da minha vida!

É sempre assim.

Tenho um estojo bem antigo, que abre e fecha com sistema de dobras, e ele é próprio para guardar material de desenho, pois vem com uns elásticos nos quais consigo encaixar lápis e canetas. Nele também tem espaço para itens pequenos, como borracha e apontador. Por conta dessa possibilidade de organização e pela grande vantagem de ocupar pouco espaço na bolsa, decidi levar os materiais nele.

Super prático!

Comecei escolhendo materiais que estou usando com mais frequência, como aquarela. Coloquei no estojo a caixa com aquarela em pastilhas e o pincel com reservatório, depois peguei 3 pontas diferentes de nanquim, lápis grafite, lápis azul pra desenho, caneta gel branca, lápis carvão branco e vermelho, borrachas e apontador. Sobraram 14 espaços, que eu quis preencher com lápis de cor.

Faltava escolher a paleta.

Grande questão do dia: da minha gaveta com mais de 50 cores diferentes, quais 14 cores escolher para levar na viagem. Por um minuto imaginei a vida sofrida da pessoa que precisa separar 12 cores diferentes de lápis de cor nas fábricas para colocar na caixa pra vender, e invejei quem monta aquelas maletas supercaras com mais de 100 cores.

Se identificou?

Ennnnfim, vou contar como saí dessa enrascada. Depois de respirar fundo e me acalmar, comecei a usar a lógica e meus conhecimentos sobre teoria da cor. Minhas primeiras escolhas foram os lápis preto, branco, amarelo, azul e magenta (um rosa mais puxado pro vermelho, sabe?). O lápis preto porque me dá variação de cinzas, e o lápis branco porque suaviza a passagem das cores no uso de degradê, e as outras três cores puras primárias - isto é, as que originam as demais cores.

A mistura entre cores primárias dá origem às cores secundárias.

E a possibilidade de escurecer a mistura dessas cores usando o lápis preto, me economizou 6 cores. Ou seja, Com apenas 5 lápis eu poderia fazer misturas que equivaleriam a mais de 11 lápis. Nesse momento, a minha dó pela pessoa que monta caixinhas de 12 cores já tinha passado.

Economia no material escolar das crianças! rs

Por fim, minha configuração ficou desta forma:

Paleta das férias.

Escolhi cores mais difíceis de obter com mistura ou que me dariam muito trabalho pra fazer, como rosa claro, ocre, sépia, verde-azulado (azul-esverdeado), verde esmeralda... E a partir da mistura dessas novas cores com as cores primárias, eu tinha muito mais possibilidades.

Não é só com lápis de cor que essa regrinha vale. Você pode economizar rios de dinheiro comprando apenas potinhos e pastilhas de tinta nas cores primárias e misturando elas no godê até conseguir a matiz desejada. Mas aí vai da preferência de cada um também. =P

Você já passou por uma situação dessas? Me conta!

Até a próxima!