sábado, 28 de janeiro de 2017

Gambiarra - Bico de Pena

Nesse fim de semana, arrumando minhas coisas de desenho, encontrei um pedaço de plaquinha de metal que minha amiga Débora tinha me dado para tentar fazer meus próprios bicos de pena depois que postei meus primeiros estudos de lettering com a Suco.

Aí né... Já sabe. Parei a arrumação na hora e comecei a bagunçar tudo de novo pra fazer essa experiência. Listinha dos materiais utilizados:


1 - Lápis
2 - Borracha
3 - Tesoura
4 - Placa de metal maleável
5 - Nanquim
6 - Papel

Passo a passo
Com a tesoura, corte uma tira de, mais ou menos, 1cm da placa de metal, e a dobre ao meio unindo as duas extremidades. Marque certinho com o lápis antes de cortar, para evitar ficar torto. Na hora de dobrar, é importante que os lados fiquem certinhos.


Em seguida, faça na tira de metal o desenho do tipo de bico de pena que deseja fazer. Existem vários modelos de ponta, e cada uma delas produz um traçado diferente. Nesse livro aqui, Materiais e Técnicas, tem uma parte que fala disso muito bem. 

Guia Completo - Materiais e Técnicas, páginas 38 e 39.

Escolhida a ponta, é só desenhar na chapa de metal e recortar. Muito cuidado nessa hora para não se machucar. Como sou nem um pouco habilidosa com esse tipo de trabalho, optei por duas pontas com formato bem simples.


Creeeedo! Minhas pontas não têm nada a veeeeer com aquelas do livro. Ficaram feinhas, coitadas... Mas enfim, o importante é fazer e se divertir. =P

Depois, para usar, basta prender as pontas em alguma haste usando fita crepe. Prendi no cabo de um pincel pra poder testar, mas pode ser um tubo vazio de caneta esferográfica, por exemplo.

Testes

Claro que uma ponta "caseira" não vai ter o mesmo desempenho, durabilidade e qualidade de traçado que uma pena "industralizada", mas acredito que dá pro gasto. Pelo menos fez a alegria do meu sábado mesmo tendo quebrado logo depois de alguns rabiscos. 

Espero que tenha resultado melhor que o meu.
Quando fizer, me avisa, tá? Quero saber como ficou.

Até a próxima! o/

sábado, 5 de novembro de 2016

Nanquim e uma pitada de sal

Você é supersticioso? Eu acho que sou um pouco... Quer dizer, eu passo debaixo de escadas e adoro gatos pretos, só acredito em mau agouro e mau olhado etc. Enfim, toquei nesse assunto para dizer que depois de ter me mudado, senti necessidade tremenda de ter Espada de São Jorge em casa. Não tenho muito espaço para plantas, então dei um jeitinho: em vez de plantar, pintei.

Início do processo.

Usei papel para aquarela no formato A3 como base para trabalhar aguadas com nanquim verde e Ecoline amarelo areia. Existem várias espécies dessa planta, mas a que eu gosto mais é uma com folhas manchadas de verde e bordas amarelas. Diiiiizem que para proteção da casa são as melhores.

Voltando ao processo... Para fazer as manchas no nanquim, usei aquela técnica com sal grosso que usei  no Sepiatember de 2014. Quando colocamos sal grosso em cima de uma área entintada, o sal puxa a umidade, e deixa no papel manchado. Essa técnica é muito usada para tingir tecidos, e foi dessa forma que a aprendi.

Com sal e sem sal.

Depois que a tinta secou, removi todo o sal do papel. Tem que ser muito cuidadoso para não sujar a casa toda, pois o sal fica todo colorido e pode manchar outras partes do desenho. Outra observação importante é não deixar nada de metal perto do sal, para não oxidar/enferrujar/estragar. Se usar pincel, lave bem as cerdas depois, principalmente se forem de pelo natural, porque o sal resseca.

Finalizado e devidamente pendurado na parede.

Pendurei na parede, à esquerda da porta de entrada, como manda o figurino. Na verdade, eu preferia ter a planta mesmo, pois não sou de pendurar desenhos meus na parede. Mas como a falta de espaço era um problema, essa foi a solução que encontrei. E outra, coloquei tanto sal grosso nesse negócio, que está sobrecarregado de boas energias! rs

Meu objetivo nesse post nem era falar de superstição, nem de decoração, eu queria mostrar novamente o uso do sal grosso como técnica de pintura, mas me perdi. Hahahah! Acabou virando uma proposta pra quem gostaria de ter umas plantinhas em casa mas não tem espaço ou é desligado demais e esquece de regar... =P

Até a próxima! o/

domingo, 17 de julho de 2016

Gravura em borracha

Uma das minhas práticas favoritas é buscar referência de ilustração na web, principalmente de coisas que não sei fazer. Numa dessas "caças", eu, com vontade de usar minhas goivas pra alguma coisa, achei no Behance o portfólio do Atelier Sentô cheio de exemplos lindos de gravura em placa de vinil. Fiquei completamente inspirada e providenciei alguns desenhos e material necessário para desenvolver um estudo pessoal.

Goivas e desenhos simples

Redesenhei a imagem escolhida em um pedaço maior de papel e, com ajuda da mesa de luz, obtive o negativo do desenho. Em outras palavras, desenhei espelhado. rs Depois, transferi para uma placa de emborrachado EVA "riscando" o verso do papel com as parte abaulada de uma caneta. Segue abaixo a sequência das etapas.

Processo de transferência do papel para a borracha

O tipo de borracha utilizada no Atelier Sentô é placa de vinil, o mesmo material que se usa para confeccionar as borrachas macias que usamos pra desenho. No meu caso, o suporte foi EVA, que apesar de ser borracha também, tem características muito diferentes. o EVA é macio e poroso, o que dificulta a escavação com as goivas.

Um objeto quente de metal - como equipamentos de solda - é capaz de sulcar melhor o EVA com derretimento; ou então, vivendo menos perigosamente, podemos utilizar pontas duras de lápis ou canetas esferográficas por exemplo para pontilhar a área que queremos em baixo relevo. Eu não tenho material de solda, nem paciência para fazer pontinhos, então fui cabeça dura e insisti nas goivas.

Começo e fim da "escavação"

No dia que estava trabalhando nisso, também não tinha a tinta ideal para gravura (geralmente se usa uma tinta mais oleosa ou acrílica), então fui com guache mesmo e adivinha! Ficou muito aquém do que esperava. Huahau. Valeu a experiência, mas ficou feio... muito feio.

Resultado

A grande sacada dessa forma de impressão é entender como funciona e como planejar a imagem que será reproduzida. Toda a área que não for receber tinta deve ser sulcada. A matriz de reprodução é, na verdade, o negativo da imagem esperada. É um exercício muito bom para a cabeça e para desenvolvimento da criatividade, porque enquanto tendemos complicar as coisas querendo fazer desenhos cada vez mais complexos, para gravuras precisamos é de simplicidade.

Embora não obtendo o resultado querido, o processo me fez muito bem. =)
Até a próxima!