sexta-feira, 9 de novembro de 2018

GELOO e cartela de cor

Estive no Japão mês passado, realizando os sonho da minha vida! Tive oportunidade de conhecer muitas lojas de mangá, museus, e, lógico, lojas de artigos de arte e papelarias. Consegui trazer algumas coisas pra testar aqui ateliê, e hoje vou falar um pouco das canetinhas hidrográficas brushpen da marca GELOO, que ganhei de presente da minha amiga que mora lá.

Canetinhas GELOO

Não existe muita informação sobre essas canetinhas disponível na internet. Fiz uma busca no Google em japonês e encontrei para vender na Amazon Japão. Na embalagem mesmo não tem muita coisa escrita, nem dados do fabricante. Com as descrições da loja Amazon, descobri que são de uma fábrica chinesa, que só produz e distribui, não faz venda. Me senti bem perdida! rs

O meu conjunto tem 60 cores e vem nessa embalagem redonda de papelão compensado, bem resistente. Consta as informações de que são canetas hidrográficas - ou seja, à base de água -, com duas pontas, para utilizar em atividades de colorir, material escolar e escritório, artesanatos do tipo "faça você mesmo", esboços etc. É recomendado tanto para crianças quanto adultos.

Pontas das canetas GELOO

As pontas de pincel são bem parecidas com as dos marcadores Tombow, são arredondadas e de feltro. Precisa ter cuidado com o papel em que vai usar, pois sai muita tinta! Já as pontas finas da outra extremidade são similares às canetas Stabilo. As cores são super bonitas e vivas, mas ao contrário das Tombow, não consegui notar a possibilidade de misturá-las em matizes e degradês.

Sobre o material da tinta em si, acho que o equivalente disponível no mercado brasileiro seriam as canetinhas hidrográficas da Faber Castell ou Compactor, da linha escolar. A diferença mesmo são as pontas e a quantidade de carga. Acredito que as GELOO tenham mais mililitros de tinta.

Cartela de cor - GELOO

As canetas não têm sequer indicação dos códigos das cores. Fiz uma cartela de cor por conta própria e etiquetei a tampa de todas elas por meio de um sistema que fazia sentido pra mim. Geralmente os materiais de desenho possuem esse código, e facilita bastante no caso de reposição depois.

Você pode fazer suas próprias cartelas de cor dos materiais que tem em casa. Mesmo os que já possuem código podem ser catalogados para que você saiba exatamente qual é qual, e qual a verdadeira cor deles, uma vez que as cores das tampas da caneta nem sempre fazem jus à cor do pigmento delas. 

Fiz um modelo de tabela igual a que usei para as GELOO para você imprimir, se quiser. O formato é A5, dá para imprimir duas em um papel A4. Tem 60 espaços, e no topo você pode colocar o nome do material e a quantidade total de cores dele. É só clicar na imagem abaixo e salvar.

Tabela vazia para fazer a sua cartela de cor.

Testei as canetas colorindo uma fanart que fiz da minha personagem favorita da série de mangá e anime My Hero Academia - a Tsuyu Asui. Esse anime conta a história de uma escola para formar super-heróis, e cada aluno possui uma individualidade (habilidade especial), e a dessa personagem é basicamente ser um sapo.

Processo de colorização com GELOO - Tsuyu Asui

A cobertura da tinta é boa e a secagem é bem rápida. Se a área para cobrir for grande, vai ficar um pouco manchado. Pra deixar uniforme é preciso esperar secar e cobrir novamente. Não dá pra fazer sobreposições e misturas, mas a quantidade de cores da caixa possibilita brincadeiras com tonalidades próximas.

Resultado do desenho, usando canetinhas GELOO

Além da cartela de cores, fiz uma tabela com as cores que usaria no desenho. Quanto mais opções temos, mais perdidos ficamos, certo? Por isso selecionei 18 cores para compor todos os itens. Segui referência da paleta da Asui na internet para fazer essa seleção. Fazer isso antes de colorir ajuda muito a não errar, pois já crio uma imagem do desenho pronto na cabeça.

A conclusão que cheguei foi que conseguimos efeitos muito parecidos com canetinhas comuns. A vantagem da ponta pincel é poder cobrir uma área maior em menos tempo e dar efeito de variação de espessura da linha com mais facilidade. Gostei bastante do presente! Farei muitos desenhos e exercícios de lettering, com certeza!

Curtiu? Deixe um comentário e vamos trocar ideia.
Até a próxima!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Urban sketching

Desenhar cenários, paisagens, cidades sempre foi a minha maior dificuldade, e não tenho vergonha nenhuma em dizer isso. Mesmo sendo uma dificuldade declarada, nunca recusei um projeto envolvendo esse tipo de esforço só por não ser meu ponto forte. Ao contrário, encarei essas chances como oportunidade de desenvolver um pouco mais esse lado.

Na postagem de hoje vou apresentar dois livrinhos que adquiri há algum tempo e que estão me ajudando demais com o estudo. O primeiro, na verdade, foi um presente que ganhei de uma colega na agência que trabalhei: Paisagem Desenhada, de Tarcísio Bahia de Andrade; e o outro livro, que encontrei por acaso na livraria e comprei, é o A Perspectiva em Urban Sketching, de Bruno Mollière.


Paisagem Desenhada

Neste livro há vários desenhos do artista. A base, na maioria das vezes, é feita com nanquim, e quando os desenhos são coloridos, dá para perceber o uso de diferentes materiais no processo de colorização.

Capa: Paisagem desenhada - Tarcísio Bahia de Andrade - Editora Cousa

O livro é uma compilação dos desenhos de vários locais em Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O traço é bem solto e representativo, e por isso uso como uma fonte de referência.

Miolo: Paisagem desenhada - Tarcísio Bahia de Andrade - Editora Cousa

Além das paisagens, também é possível encontrar alguns esboços e detalhes de arquitetura. O trabalho do artista é interessante, os desenhos explora diferentes texturas e, pessoalmente, isso me atrai muito num trabalho visual.


A perspectiva em urban sketching

Já é o terceiro livro que compro dessa editora! Recentemente conheci a GG adquirindo um livro sobre Aquarela e fiquei surpresa com a quantidade de publicações que essa editora tem destinadas às áreas das artes, arquitetura e design. A perspectiva em urban sketching, em especial, mexe em duas feridas que tenho: cenários e perspectiva.

Capa: A perspectiva em urban sketching - Bruno Mellière - Editora GG

O livro em si é bem didático e de uma linguagem extremamente simples e compreensível. É dividido em capítulos e em cada um é falado sobre uma particularidade do desenho de espaços urbanos, com dicas interessantes para que o processo todo pareça mais fácil. Virou um xodó, de verdade.

Miolo: A perspectiva em urban sketching - Bruno Mellière - Editora GG

Além de muitos exemplos de paisagens urbanas desenhadas, o livro apresenta fotos e esquemas que facilitam bastante a compreensão dos conceitos propostos. Para quem quer começar a se enveredar por este caminho ou aperfeiçoar o que já iniciou, é um apoio interessante. Pelo menos pra mim tá sendo de grande ajuda...


Beba de outras fontes

Me ative em dois livros que tenho na estante, porém, os materiais de referência vão além deste espaço. Existem muitos materiais online disponíveis para estudo também, e portfólio de artistas disponíveis em plataformas digitais que podem ser acessadas sem a necessidade de criar uma conta nelas. Vale a pena pesquisar a área de interesse e selecionar os materiais que melhor atendem à sua demanda no momento. ;)

Essas foram as dicas de leitura de hoje, espero que tenham gostado e que tenha sido útil. Deixe seu feedback nos comentários. Se tiver também alguma dica de outras fontes sobre urban sketch, ou artistas que recomenda, será super bem-vindo. Vamos trocar experiências!

Abraço!
Até a próxima!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Bruxa a solta!

Dia desses, inspirada pela lua cheia, rabisquei uma bruxinha e acabei usando o desenho para testar um conjunto de canetas permanentes pretas - dessas de uso geral - que ganhei. Cheguei a postar o resultado no Instagram, e vou mostrar as etapas hoje por aqui.

Não usei referências externas, me baseei no senso comum que temos sobre bruxas usarem chapéu pontudo e voarem em vassouras. Como no momento do desenho eu estava com o humor compatível ao tema, acabei emprestando algumas características físicas minhas à personagem.

Rascunho.

O rascunho foi feito em papel cartão e usei apenas lápis HB. Era apenas um desses rascunhos que a gente faz enquanto conversa ou assiste alguma aula, sabe? Mas achei que ficou fofo e guardei para testar com as canetas permanentes.

O conjunto é formado por duas canetas, ambas com duas pontas, uma em cada extremidade da caneta. A caneta menor possui uma ponta redonda de feltro, e outra ponta fina também de feltro; a caneta grossa possui uma ponta redonda e outra ponta chanfrada.

Linhas de contorno feitas com caneta fina.

Usei a ponta fina da caneta meno para fazer a linha de contorno. O traçado fica bem uniforme e possui poucos pontos de variação na espessura. Como o papel cartão é um pouco poroso, as linhas devem ser traçadas de forma contínua para evitar acúmulo de tinta ao longo do caminho.

Preenchimento feito com caneta grossa.

A imagem acima mostra a diferença de espessura das duas canetas. Com a ponta chanfrada da caneta mais grossa preenchi as áreas pretas do desenho sem medo de ser feliz. A cobertura da tinta das canetas permanentes é muito boa e resistente à água. Isso me permite usar tranquilamente em projetos de curta duração como letreiro, cartaz manuscrito, endereçamento de encomendas, etc.

Mas Nane, por que você não pode usar em outros projetos? 
A carga dessas canetas permanentes são compostas por solventes que, com o passar do tempo, amarelam o pigmento. Já falei desse "probleminha" no post nem toda tinta preta é nanquim. Vale a pena dar uma conferida, caso ainda não tenha visto.

Bruxinha colorida.

Para colorir usei marcadores Bic e Promarker, e caneta gel branca para os picos de luz. O resultado me agradou muito e, assim como outros desenhos que fiz, já fiquei imaginando o desdobramento como estampa de alguns produtos (camisa, caneca, essas coisas...). Foi um processo divertido e despretensioso, que resultou em mais uma peça interessante para minha pastinha de desenhos.

Moral da história: não subestime os rabiscos que faz ao telefone, durante as aulas, ou enquanto espera na fila do atendimento de algum serviço. Eles podem ser base de algum material bacana futuramente. Seja para uso comercial ou como objeto de estudo... Vale tudo!

Abração a todos. Até a próxima! o/