segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Fanart - Zelda Breath of the Wild

Ei, gente! Tudo legal?
Falei recentemente aqui sobre os apps gratuitos para desenho digital que utilizo no meu dia a dia, e hoje vou mostrar o passo a passo de uma ilustração que fiz no Autodesk Sketchbook, que de todos eles, foi o que eu mais curti. 



A ilustra é, na verdade, uma fanart de Link e Zelda no jogo Breath of the Wild; e eu costumo dizer por aqui que a melhor forma de se praticar desenho é desenhando personagens que você gosta. No meu caso, quis treinar velocidade no desenho digital.


Mood board

Uma coisa que eu tenho usado bastante antes de criar uma ilustração é o tal do mood board - ou quadro com referências. A complexidade desse quadro pode variar de acordo com cada projeto, é nele que coloco todas as ideias e referências visuais que vão me auxiliar no desenrolar do trabalho. Na imagem abaixo está o quadro simplificado que usei para a fanart deste post:



Da esquerda para a direita vemos duas artes originais de divulgação do jogo Zelda Breath of the Wild, e uma foto de casal dançando na cozinha que tirei de um banco de imagens. Falando nisso, adoro caçar referências de poses e gestual em banco de imagen, revistas, álbuns de família... Qualquer dia escrevo melhor sobre isso, me cobrem.


Etapas do desenho

Neste desenho fiz dois rascunhos, e geralmente essa é a quantidade mínima de desenhos que faço na etapa de esboço: uma mais livre e bagunçada para deixar fluir a ideia no "papel", e uma outra, chamada de "desenho limpo", com mais detalhes e linhas definitivas, que servem de base para a arte-final. 

Na primeira etapa de esboço me preocupei com a estrutura do desenho, distribuição dos personagens no espaço, elementos auxiliares. Ou seja, a composição. Comparativamente, podemos dizer que o esboço menos elaborado se relaciona mais à referência do casal dançando do que às referências dos personagens do jogo. Já o segundo esboço, quando a estrutura está definida, foi hora de adicionar os elementos que caracterizam as personagens e deixar tudo no esquema pra finalizar.


Arte-finalização e colorização são os processo finais e, às vezes, os mais demorados. Principalmente no desenho digital, quando se tem uma infinidade de ferramentas, materiais e tintas simuladas para usar. Justamente nessas partes que eu gostaria de ganhar mais velocidade. =P 


Por fim...
Estou compartilhando esse e outros estudos lá meu perfil do Instagram. Se tiver umas dicas para me dar, ficarei muito feliz. Assim a gente vai se ajudando!

Até a próxima! o/ 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Tucano com tinta guache

Oi, oi! Como estão?

Em abril fiz um estudo com guache, mas só agora consegui sentar no computador com calma e descrevê-lo pra vocês.

Num típico dia de bloqueio criativo, fuçando os materiais de desenho procurando por inspiração, encontrei dois objetos: um lápis adornado com um tucano de biscuit; e curvas francesas (um gabarito de curvas irregulares, arabescos). Juntei as duas coisas e obtive um desenho bem orgânico!

A fluidez do desenho me agradou bastante e achei que cores vibrantes poderiam levantar ainda mais o astral dele. Fazia muito tempo que não mexia nas minhas tintas guaches, e como elas apresentam pigmentação bem forte, não pensei duas vezes. 

Usei basicamente cores primárias e secundárias, e senti dificuldade na diluição da tinta em água - o papel até enrugou um pouquinho em algumas áreas. O acabamento foi feito depois da tinta secar completamente, usando lápis de cor super macios.

O desenho foi postado no meu Instagram, mas achei que valeria a pena explicar o processo criativo com mais detalhes, e quem sabe, motivá-los a experimentar esse exercício de criatividade.

Vou tentar repetir a dose qualquer hora dessas. Me conta o que achou!

Abraço, até a próxima! o/

domingo, 19 de julho de 2020

DIY - Fiz meu próprio baralho de Hanafuda

Faaaaaala, galera!
Recentemente me viciei em um jogo de cartas japonês chamado "koikoi" (こいこい - "venha, venha"), que é jogado com um baralho floral chamado "hanafuda" (花札). O baralho tem 48 cartas dividas em 12 grupos que correspondem aos meses do ano, com 4 cartas para cada mês. As cartas possuem valores diferentes e o jogo consiste em fazer pontos formando determinadas combinações (yaku). 

Comecei jogando pelo computador com o meu amigo Luki (@luki0_official), mas daí a gente resolveu ensinar o jogo para outras pessoas, e foi necessário ter as cartas no meio físico. Então, para evitar sair de casa em tempos de pandemia, fiz do zero meu próprio baralho de hanafuda.

Começo dos desenhos.

Peguei referência de imagens na internet para poder desenhar as cartinhas. Adaptei o que foi possível considerando os materiais que tinha em casa. Usei basicamente caneta nanquim em marcadores sobre papel gramatura 180g/m².

Cartinhas todas desenhadas.

Depois de desenhadas, pintei o verso do papel com tinta PVA preta, e só então recortei todas elas. Veja na imagem abaixo como ficou:

Tudo pronto! Vamos jogar.

O processo todo foi bem divertido e manteve minha cabeça ocupada; jogar também tem sido um ótimo passatempo aqui em casa durante esses dias de isolamento. Toda novidade lúdica é bem-vinda!

Para quem se interessar no jogo, é possível encontrar sites e vídeos com as regras. Parece complicado, mas uma vez que entende a dinâmica, fica bem divertido. Como as cartas são desenhadas, dá até para inventar novos jogos a partir delas.

Talvez um exercício legal seja criar sua própria brincadeira, seu próprio baralho... que tal? Vamos colocar esse material de desenho pra jogo!!!

Até a próxima! o/