sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Tinta à óleo

Agueeeeenta, coração, que esse dia chegou! Cappuccino com tinta à óleo, finalmente.

Vou mentir não, como minha rinite ataca até com "bom dia", evitei usar a tinta à óleo o máximo que pude durante a vida porque tinha medo do fato de ser uma técnica que precisa do uso de solventes e óleos com cheiros fortíssimos.

E estava super feliz com meus estudos somente nas tintas à base de água - aquarela, guache, acrílica - até que um belo dia:

Promoção na papelaria! Caixa com 8 tubos de tinta à óleo, 50 pau! hahahaha

Sem brincadeira, a tinta ficou aqui em casa 1 ano sem eu nem encostar na caixinha. Aí um dia desses, arrumando meus materiais, vi que o vencimento era tipo, ano que vem! rs Desesperei e saí caçando tutorial no YouTube.

A tinta à óleo
É uma tinta encorpada, vendida em bisnagas, e como o nome sugere, composta de pigmento + óleo. Isso quer dizer que em vez de misturar com água, a gente precisa misturar óleo (geralmente óleo de linhaça) ou solvente para diluir.


Os pigmentos da tinta são normalmente compostos por metais pesados (titânio, cádmio, cobalto). Lembra das aulas de química e da tabela periódica que servia só de enfeite na sala de aula? Pois bem... Você, jovem aspirante a artista, que escolheu humanas porque odeia química, física e matemática, sinto dizer que usamos tudo isso em artes também.

Se liga: se você quer um tom de verde pastel na sua pintura, vai precisar mistura um azul cobalto com amarelo cádmio e branco de titânio. BUUUUM! Explodiu. hauahau brincadeira, não explode, mas é bem tóxico.

Solventes
Pra minha sorte, hoje em dia já vendem solventes sem cheiro e que não são tão fortes e tóxicos quanto uma terebentina ou um querosene da vida. Inclusive, num post antigo sobre pastel oleoso, cheguei a usar aguarrás pra um estudo e nunca mais pretendo repetir o experimento.


Claro que o fato de não ter cheio forte não anula a toxidade de um solvente. Procure sempre estar num ambiente bem ventilado, e de preferência com máscara e luvas, pra evitar inalação e contato direto com essas substâncias. Se você for uma criança, adicione "supervisão de um adulto" a essa lista de segurança.

Equipamento de segurança
Perdi a conta de quantas vezes usei a palavra "tóxico" neste post. Mas assim, gente, não é pra ficar com medo também não, tá? A tinta à óleo é uma das mais recomendadas para quem tá querendo começar a pintar, basta ter um cuidadinho especial.


Como eu sou muito estabanada, preciso ficar alerta o tempo todo pra não coçar o rosto com mão suja de tinta, ou me policiando pra não colocar cabo de pincel na boca. Ainda não precisei usar luvas, pois até tenho lembrado de lavar as mãos imediatamente quando encosto na tinta, mas tenho usado máscara e avental (ou uma roupa que não tem problema sujar) quando vou pintar.

Pinceis
Use os piores que tiver em casa, porque vai dar muita dó de usar pincel bom. Aqui eu separei os mais velhos, os desgastados e os mais baratinhos pra poder aprender a pintar, porque a limpeza com solvente estraga as cerdas fácil!


Pra não danificar tão rápido, aprendi a tirar só o excesso de tinta com o solvente e depois lavar o pincel com água corrente e sabão neutro em barra.

Tela, papel ou madeira?
Sei lá! XD
A tinta à óleo pode ser aplicada em qualquer um desses suportes, contanto que você faça uma preparação da superfície antes. (Já deu preguiça, né?) E eu aprendi da pior forma possível!

Estou usando sobras de papel paraná pra testar.

Essa foi a primeira pintura com tinta à óleo DA VIDA! Tive dificuldade no processo porque o papel absorvia a tinta toda, eu não conseguia espalhar, as cores não misturavam do jeito que eu imaginava... Já estava quase desistindo.


Foi aí que descobri um tal de "gesso acrílico" que é usado pra fazer essa preparação da tela/ papel/ madeira. Comprei um pote de um troço chamado "base acrílica". Não sei se dá no mesmo, mas até agora serviu bem pros meus outros testes.

A imagem abaixo foi o meu segundo teste, já preparada com duas demãos da base acrílica: 


Como a base impermeabiliza o papel, consegui deslizar melhor com pincel e aplicar a tinta mais facilmente. Mudou completamente a minha experiência e passei a gostar mais!

Tempo de secagem
Diferente das tintas à base d'água, óleo leva alguns dias (semanas, até meses) para secar. Isso permite a gente trabalhar com calma na pintura, fazendo um pouco a cada dia, pois com a tinta fresca, podemos modificar uma coisa ou outra se precisar.

Porém, todavia, entretanto (minha amiga Joyce vai rir lendo o começo deste parágrafo), para alguns efeitos de pintura, será preciso esperar a tinta secar completamente antes de trabalhar novas camadas por cima.

É possível acelerar o processo de secagem adicionando produtos à tinta. Mas eu já comprei um monte de coisa e não pretendo gastar mais grana com isso não. A tela vai demorar um ano secando se precisar!

Conclusão
Tô apaixonada né... foi inevitável. Um dia esse encontro teria que acontecer.

Sigo assistindo vídeos no YouTube pra aprender técnica e tentando praticar sempre que possível. A sala da minha casa tá uma loucura, mas tô amando. Quanto mais a gente "sente na pele" o quanto dá trabalho pintar um negócio, mais valor damos pra quem faz isso bem.

Obrigada pelo seu tempo e paciência para ler este post imenso. Agradeço também se puder me dar dicas nos comentários. <3 Toda troca de experiência é bem-vinda.

Fiquem bem. Até a próxima! o/

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Catálogo de cores dos marcadores

Ei! Tudo joia?
Postei alguns desenhos com marcadores nas redes sociais, e me perguntaram sobre as etiquetas de papel com graduações de cor que aparecem nas fotos. Hoje vou falar um pouquinho sobre elas e ensinar a fazer.


Eu fiz essas etiquetas de papel para organizar as cores dos marcadores que tenho no meu pote, igual catálogo de cor em lojas, sabe? 

Nunca tive uma Copic na vida, mas consegui juntar uma porção de canetinhas de marcas diferentes, e por várias vezes eu ficava perdida tentando saber quais cores combinavam, quais tons funcionavam melhor pra uma sombra...


Peguei papel de gramatura alta e fui recortando retângulos de 3cm de largura por 6cm de altura. Usei sobra de papel que tinha guardado aqui, mas pode fazer com o papel que preferir e com o tamanho que quiser. O truque é ter um furinho no centro superior de todos eles para você colocar uma argola ou um arame de pacote de pão mesmo. Acho mais prático até!

Depois, é só passar seus marcadores nos pedacinhos de papel e escrever as especificações de marca e numeração de cada cor no verso. 


Optei por deixar cada etiqueta separada por tons de uma mesma cor. Então eu posso ter marcas diferentes numa mesma tira, sem problemas. Soltando do arame/argola, consigo distribuir as cartelas lado a lado na mesa e ir formando paletas pra um desenho.


Bolei esse esquema pra resolver meu problema com os marcadores, mas acho que funciona para qualquer material que você tiver em casa. Fora que é muito charmoso pra fotografar ao lado do desenho também rs.

Gostou? Se fizer, me mostra. ;)

Até a próxima. o/

terça-feira, 13 de julho de 2021

A saga do lettering continua

Olá, queridos leitores!
Não tivemos post mês passado por motivos de descanso. Foi meu aniversário e um período de mudança profissional, então dediquei junho à organização da vida e maratona de RuPaul's Drag Race.

Desenho que fiz da RuPaul e de sua icônica frase quando uma drag é salva da eliminação.

Deu pra perceber que voltei a beber da água chamada Lettering, meus amores. Além de RuPaul, maratonei dois canais bem legais sobre lettering no Youtube: o da Marina Viabone e o do Jackson Alves (LetterJack); e fui fazendo alguns exercícios propostos. 

Exercício de lettering.

Sigo muitos artistas que trabalham com lettering no Instagram, e já fiz alguns experimentos aqui no blog há uns anos. Antes, desenhar letra me tirava totalmente da zona de conforto, mas agora se tornou uma atividade prazerosa e estou tomando coragem para incluir na lista de serviços que ofereço.

Livro Desenhando Letras, da Juliana Moore, editora Sextante.

E como além de paixão, um artista precisa de estudo, comprei o livro Desenhando Letras da designer Juliana Moore. O livro é em português, feito no Brasil, e o preço é super acessível (paguei menos de R$50, no meu exemplar). Além disso, no site da Juliana é possível conhecer melhor o trabalho dela e baixar um material gratuito extra do livro para estudar.

Por hoje é só. Fiquem bem, continuem se cuidando e desenhando bastante.
Até a próxima! o/