segunda-feira, 13 de maio de 2024

Joy em Sampa

Olá, pessoal!
Em janeiro recebi aqui em casa uma visita muito especial: minha amiga de longa data, Joyce (Caixola). A gente se encontrava com mais frequência pra papear e desenvolver alguma atividade artística quando eu ainda morava na Grande Vitória, mas depois de mudar pra Sampa, esses encontros ficaram mais difíceis de acontecer.


Tava rolando a exposição do Chaves aqui no MIS e eu obriguei convidei Joy a vir, pois ela é muito fã das criações do Bolaños. Nos divertimos bastante passeando pela Vila do Chaves e pelos cenários de Chapolin. Também pude levá-la a outros lugares da cidade, incluindo o Masp.

Passear por São Paulo com minha amiga foi muito gostoso, mas uma das atividades que mais me aqueceu o coração foi ter a oportunidade de sentar com ela novamente pra desenhar, coisa que há anos não fazíamos juntas! 


Providenciei papel, pinceis e tinta guache e larguei no chão da sala pra gente se divertir. A empolgação do momento era a exposição do Chaves, então cada uma procurou uma referência no celular e partiu pro ataque. Escolhi o Chapolin e o Chavito foi a escolha da Joy (imagem acima).

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Esqueci de tirar foto das pinturas finalizadas, que ficaram de presente pra minha amiga. Mas posso pedir pra ela fotografar depois, e atualizo este post assim que ela me enviar. Vou deixar este espaço reservado pra isso!
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É muito divertido reunir com amigos para desenhar/pintar. Fazíamos muito isso quando estávamos juntas na faculdade. Gostaria de fazer isso com mais frequência, mas entendo que nessa altura do campeonato da "vida de adulto" - tendo rotinas e responsabilidades diferentes, e morando distante uns dos outros-, seja um pouco difícil. Ter a possibilidade de fazer esse exercício criativo com a Joy aqui em casa me deixou muito feliz e revigorada! Acho que ela curtiu também... rs.

Abraços, e até a próxima! o/

sexta-feira, 26 de abril de 2024

Apontador de manivela!

Amores do meu coração, sinto que fiz um dos melhores investimentos da vida: comprei um apontador de manivela para dar conta das pontas dos meus lápis aqui no ateliê.

Tenho um pote de plástico, desses de armazenar alimentos, no qual guardo uma porção de lápis de cor de linha escolar, pra uso geral. São várias marcas diferentes misturadas (Faber, Leo e Leo, Tris, etc) e quando a ponta de um deles está gasta, certamente encontro outro da mesma cor com a ponta inteira pra usar. 

Certo dia, resolvi pegar esses lápis para apontar e acabei quebrando TODOS os apontadores que tinha em casa. Não sei se a madeira dos lápis já está dura (são bem antigos) ou se era o plástico dos apontadores que já estava ressecado... 

Quatro velhos de guerra... Ao todo foram 6 embora no mesmo dia.

Só sei que fiquei na mão e acabei pedindo socorro no Instagram, pra ver se alguma boa alma me indicava um bom apontador. Daria pra usar estilete, que é o que eu geralmente  uso pra apontar os lápis de desenho, mas imagina apontar uns 100 lápis com estilete!! 

A princípio pensei em comprar algum apontador de metal, mas o Gabriel Mugi me recomendou comprar um de manivela e fiquei intrigada. 

Colei uns olhos nele pra ficar mais bonitinho.

O modelo que comprei foi esse da foto acima, Easy Office da Spiral. Paguei uns R$80 na loja Kalunga, com muito receio de ser um valor alto e não compensar tanto, mas olha... que investimento! Acho que nunca mais vou precisar comprar apontador na vida!

Funciona assim: a gente puxa duas travas (onde colei os olhos), puxa a bandeja metálica pra frente e encaixa o lápis nesse buraquinho. Depois é só ir girando a manivela até ela perder a resistência, puxar as travas novamente, e retirar o lápis.

Uma ponta de respeito, né não?!

Quando a gente segue essa orientação de girar a manivela até perder a resistência, o apontador "come" uns 2cm de lápis. Fiz o teste e, girando 3 ou 4 vezes, já é possível conseguir uma senhora ponta! O mecanismo interno é composto por uma espécie de cone com 3 espirais giratórias de metal que vão raspando a madeira do lápis. Essas raspas caem numa gavetinha e a gente pode descartar depois.

Foto da caixa de lápis com algumas pontas feitas e outras não.

Além dos lápis de cor, aproveitei pra apontar todos os outros lápis em casa: os de escrever, os de desenhar. Me diverti horrores! Até aqueles lápis de qualidade duvidosa o apontador dava conta.

A "desvantagem" é que esse é um apontador de mesa, ou seja, não cabe num estojo. Foi feito pra ficar paradinho lá no canto dele pra ser usado quando precisar. Então acabei comprando também um apontadorzinho de metal, pequenino e com dois tamanhos de buraco, pra ser fácil de levar em passeios e viagens.

Conclusão
Entendo que não é todo mundo que pode dar 80 pila num trem desse (eu mesma fiz isso chorando), mas achei que o investimento valeu à pena. Se a sua realidade de artista demanda usar lápis de cor com frequência, pode ser uma boa ter um desse em casa/ateliê. Mas se a sua rotina não é a de usar esse material, um apontador escolar mais resistente ou de metal já vai te atender bem.

É isso, querides! Até a próxima o/

domingo, 10 de março de 2024

Pensando na vida

Hoje me peguei novamente pensando na vida e me angustiando horrores, principalmente quando refleti sobre escolha profissional - um gatilho constante, como devem ter percebido.


Trocando mensagens com a Rosali dia desses, falamos sobre como não ter um estilo definido de arte/ilustração nos "atrapalhava" no mercado editorial (não só brasileiro), por deixar as editoras confusas sobre o que esperar da entrega do nosso trabalho. Bom, isso é uma extrema desvantagem pra mim, pois gosto de experimentar coisas diferentes e acabo transitando muito nos estilos e nos materiais. E sei que essa também é a realidade de vários outros artistas maravilhosos!

No final de 2022 me planejei para tentar entrar no mercado editorial infantil em 2023. Peguei orientação com ilustradores experientes, montei um portfólio direcionado a esse mercado e prospectei para várias editoras. Inclusive entregando a versão impressa aos editores quando havia oportunidade de encontrá-los pessoalmente. Enfim, tive várias respostas elogiando e agradecendo o envio do material, e isso me deixou muito feliz, mas nenhuma delas fechou trabalho comigo até agora.

Enquanto isso, continuei trabalhando com o que já estava habituada a fazer: freelance de direção de arte; encomendas de ilustrações personalizadas; venda de prints; projetos em parceria; etc. Atividades essas que, além de sempre terem demanda, me permitem ter uma liberdade de passear por estilos de ilustrações e técnicas diferentes. Foi aí que veio o estalo nas divagações de hoje: mas por que mudar, então?




Percebi que, apesar de desejar ver livros com ilustrações minhas sendo publicados um dia, as encomendas pessoais que atendo também me deixam muito muito muito feliz! Cada cliente traz um desafio ou história diferente para ser contada por meio das ilustrações, e poder personalizar isso da forma que mais se adequa a essas histórias deixa tudo ainda mais especial. 

Não estar conseguido fechar trabalho com editoras estava me deixando tão frustrada e abalando tanto o meu moral, que eu esqueci de apreciar o quanto as outras coisas me faziam bem.

Sei que, apesar de estar caminhando para isso, ainda vou levar algum tempo para amadurecer e definir um estilo único de ilustração; e que talvez o caminho mais curto para publicar livros ilustrados seja fazendo isso de forma autoral, com investimento próprio ou por financiamento coletivo, ou por editais...

Enfim, se por acaso você também se encontra angustiado/a com uma situação parecida, saiba que não está sozinho/a. Ser artista generalista não é um problema e somos capazes de fazer coisas incríveis!

Grande abraço e até a próxima! o/